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Do prefácio às entrelinhas

A maioria de nós, passageiros desavisados, não desperdiçará mais de 2 minutos com isso e seguirá em frente, como manda a cartilha.

Amo pouquíssimas coisas.

Se eu consegui chegar onde cheguei, foi porque traí a mim mesma — copiosamente — em prol de me encaixar nas convenções sociais.

As 16 perguntas

Descubra se está caminhando em direção a algo do qual deveria fugir ou de algo que merece permanecer.

No fim, o amor talvez seja isso: a recusa em abandonar.

Não foi isso que Hemingway quis dizer? Que o mais importante não é a guerra, mas quem está com você nas trincheiras.

E se você tivesse a chance de mudar sua vida inteira agora?

Este e-mail é o sinal que você precisa para começar

O amor é alegre, Venâncio.

Eu não só pensei sobre essa frase, mas planejei vivê-la. Foi fácil porque eu percebi que a alegria é um detalhe. Basta que você a use, caso tenha. Faça de propósito. Ser alegre é, por vezes, teimar.

Insista na sua xícara de estrelas

Seja a menina mimada da mesa de café.

“O que vemos é o que somos".

É a minha versão que tem certeza que Bukowski escreveu o poema “uma definição” chorando. Porque ninguém escreve aquilo sem antes ter morrido por dentro. De igual forma: ninguém lê aquilo uma só vez

Quando eu não sei mais o que fazer, busco por frases que sabem.

É por isso que Bradburry disse que “Talvez os livros possam nos tirar um pouco dessas trevas. Ao menos poderiam nos impedir de cometer os mesmos malditos erros malucos!”

Eu olharia para tudo isso como Capitu olhou para Bentinho em Dom Casmurro.

Primeiro porque eu não soube perdoar. Segundo porque eu não soube me vingar. Terceiro porque eu não soube esquecer. Tenho ainda uma quarta opção atordoante: eu nunca soube escrever sobre isso.

Quem lê suporta melhor a vida, aguenta a dor sem gritar.

Não sei como me fazer compreensível quando digo que toda uma vida pode ser mudada por um único livro.

Quem não sabe amar só sabe coisas pequenas

Você sabe que evito clichês, mas não posso deixar de usá-los quando escrevo sobre você, ainda que eu os camufle para que fiquem menos tediosos, no fim será sempre eu escrevendo que você me salvou.

Há em mim o pavor de me tornar como aqueles que acham que a vida é uma linha reta.

Sabendo disso, me propus a enxergas as coisas de outro ângulo, para que eu não chegasse um dia, no café da manhã, cheia de respostas e esquecesse das perguntas.

Escrevo pensando naqueles que um dia levantaram pela manhã, tomaram um café e foram embora.

É sobre a dor de quem se retira que eu quero falar. Porque a dor de quem se retira é fria e ingrata. E porque nenhum texto diz que quem parte, parte às cegas.

Eu gosto muito de viver das coisas que os outros ignoram.

Tenho que pedir licença aos demais para me retirar e morrer um pouco.

O “E se” não importa.

“Para todos aqueles que já se perguntaram como teria sido a sua vida se tivessem pegado a outra estrada” - Matéria Escura de Blake Crouch

O que as insignificâncias me contaram

Se me fosse perguntado agora “o que é a vida?”, eu responderia à moda Dostoiévski: A vida é fazer de você mesmo uma obra prima.

As melhores frases são de autoria das minhas taças de vinho. Todo o resto é poeira de mim mesma.