RSS Amplifier

Bárbara’s Substack · Sep 6, 2024

O amor é alegre, Venâncio.

0
Sign in to vote or save

Bárbara Albach Ricartes · Bárbara’s Substack

Eu tenho algumas definições de amor que eu gosto muito. Este e-mail é uma delas.

Possuo uma fraqueza que é escancarada: Sou apreciadora da desistência. 

Das grandes às pequenas, das que não me doeram nada e das que me quebraram ao meio, me encarreguei de fazê-las todas sorrindo.

Não tenho saudade do que desisti. Foram raríssimas as vezes que eu olhei pra trás.

Mas sempre guardei pra mim o outro lado da moeda: De certas coisas eu não desisto nem morta. 

Dentre as poucas, o amor é uma delas, sempre me foi impossível desistir do amor. 

Coisa boba nos dias de hoje, mas não pra mim. 

Fiz dele uma das prioridades da minha vida enquanto via os outros o colocando em último lugar.  

Caso você me acompanhe aqui desde o início, já percebeu que eu sou apaixonada por definir o amor. 

Busquei saber o que ele é, nos mínimos detalhes, para que quando eu esbarrasse com ele por aí, eu soubesse reconhecê-lo só de olhar.  

Foi o que aconteceu. E desde que o encontrei, sou feliz todos os dias. 

Mas também me foi impossível que ele me bastasse, porque minha segunda fraqueza é querer que o bom seja melhor. 

E seja por sorte ou chatice da minha parte, eu encontrei uma frasezinha num livro que fez meus olhos brilharem:  

“O amor é alegre, Venâncio, se não é alegre não é amor.”

(Tudo é rio - Carla Madeira)

Vai parecer exagero da minha parte, mas ler essa frase foi como colocar os óculos e enxergar. Eu mudei. 

Sei disso porque no momento em que eu li “O amor é alegre, Venâncio, se não é alegre não é amor.” eu passei a recusar que os meus sentimentos viessem desacompanhados da alegria.  

Eu não só pensei sobre essa frase, mas planejei vivê-la.

Foi fácil porque eu percebi que a alegria é um detalhe.

Basta que você a use, caso tenha. Faça de propósito. Ser alegre é, por vezes, teimar. 

Pra mim, foi como colocar espuma de leite no meu espresso e transformá-lo num delicioso macchiato.

Desde então todos os meus gestos de amor tem uma pitada proposital de alegria, porque assim eu quis que fosse. 

Todos os meus jantares são à luz de velas, ainda que esteja claro. 

Todas as manhãs eu recebo meu café na cama sorrindo, ainda que eu tenha dormido mal. 

A alegria é um detalhe, é um sorriso, é uma vela acesa. 

O amor é alegre, sei que é.

Alguns não são, sei disso também.

Mas o meu é porque eu faço questão que ele seja.

É um detalhe que muda tudo, o de ser alegre.

Você devia experimentar.

Boa sexta,

Bárbara Albach Ricartes.

Nenhuma publicação

Read the original on barbaraalbach.substack.com

Comments

Nothing yet. Say the first thing.

    Sign in to join the conversation.