
Eu cansei de travessões. E de muitas outras coisas…
Ando meio cansada dos meus textos.
Artista independente, comunista e pesquisadora no Laboratório Etnográfico de Estudos Tecnológicos e Digitais (LETEC-USP) | 🔗 https://organica.social/@bianaaf
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Ando meio cansada dos meus textos.

A “metáfora da faca” circula pelo meio tech de forma mais frequente do que eu gostaria de admitir.

Imagine que chegou a hora de contar uma nova história do mundo.

O título não é uma frase tirada de Pluribus, onde a humanidade repentinamente integrada a uma mente “unificada” busca assimilar àqueles imunes à “unificação” — mas poderia.

Este texto vai ser um pouco diferente.

Vivemos um momento em que a tecnologia expande vertiginosamente as possibilidades de criação — mas, junto com elas, aprofunda dilemas políticos e existenciais.

O Orkut representou uma etapa singular na história das redes sociais: seu design fazia da comunidade não apenas uma ferramenta, mas o próprio princípio que estruturava a plataforma.

A expressão “furar a bolha” ganhou espaço no vocabulário político e midiático como se fosse uma solução em si mesma.

Em março de 2025, ao subir ao palco para falar sobre o futuro da rede Bluesky, a CEO Jay Graber usou uma camiseta preta com a frase latina “Mundus sine caesaribus”, que traduzida significa “um mundo sem Césares”.

Eu não queria ser a pessoa a estragar a festa, causando desconforto generalizado.

Quando publicou 1984, em 1949, George Orwell pretendia alertar contra o que via como o “perigo do totalitarismo”.

Quando o Felca publicou seu vídeo sobre “adultização”, muitos o viram como mais um alerta aos pais sobre os riscos da internet.