
Tudo começou com um lenço azul
Mas eu só queria ler a Cristina Peri Rossi sossegada ao sol a dois, três metros da água.
Um diálogo entre o leitor e a escritora que preenche a sala vazia à nossa volta — e falha, como toda a boa literatura. Reflexões sobre escrita, livros e a vida.
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Mas eu só queria ler a Cristina Peri Rossi sossegada ao sol a dois, três metros da água.

Transformou o debate público sobre violência sexual e demorou 30 anos a ser acolhida pela elite literária francesa. É com ela que inicio o meu escritorário feminino para vos incentivar a ler mulheres.

Porque é que a hipocrisia se tornou uma competência social?

Há lutos que não deixam cadáveres, mas deixam vazios na mesma. É quando percebemos finalmente que a vida é uma máquina de dispersão.

Os escritores nunca são questionados se a sua escrita, as suas motivações ou a sua jouissance são convenientes, quatro escritoras na sua jouissance têm de estar caladinhas.

Este é o meu repto a desculpar-me publicamente a todas as pessoas do mercado editorial português sobre as quais escrevi com tanta arrogância.

Não porque os homens sejam incapazes de imaginar mulheres, mas porque existe uma diferença entre imaginar uma ferida e crescer dentro dela.

Uma vida inteira num transe de superstições frágeis, mais uma vez regresso aos pensamentos de Elisabeth Elliot que escreveu que a aceitação (e a fé) é a resposta para o sofrimento.

Este substack manteve-se em silêncio até hoje, mas a palavra expressão ganhou então significado, a sala vazia pode ser uma outra forma de me expressar no espaço superlotado da existência online.

Este é um post de teste