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asd · Apr 22, 2026

asd :: atualização semanal da diversidade

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4CO I Comunicação e Cultura · asd

representa
Rachel Maia se torna a primeira mulher negra a presidir o conselho do Pacto Global da ONU no Brasil. | Mundo Negro

atrás do match
Após brusca queda no valor das ações, CEO do Match Group afirma que quer trazer de volta as mulheres ao Tinder, já que estima-se que 75% dos usuários do aplicativo sejam homens. | Valor Econômico

viés de gênero
Empresas como Grupo Boticário, Uber, Magazine Luiza e Natura ampliam o uso de tecnologia para enfrentar a violência contra mulheres. | Valor Econômico

ampliando
iFood abre 50 vagas em tecnologia exclusivas para mulheres por meio do programa “Elas são Tech”. | Você S/A

bê-á-bá
Em tentativa de responder a episódios de violência e discriminação, GCM de São Paulo amplia formação em letramento racial e combate ao assédio moral e sexual para agentes e guardas. | Folha de S.Paulo

desigual
Estudo mostra que mulheres são apenas 21% entre os servidores públicos que ganham mais de 20 salários mínimos, enquanto elas estão no topo entre os que recebem até dois salários. | Folha de S.Paulo

pressão
Pesquisa mostra que 57% das mulheres adiaram a maternidade por pressão da carreira e 87% afirmam que ter filhos impactou negativamente sua trajetória profissional. | FastCompany

finge que não vê
Justiça condena supermercado a indenizar em R$ 10 mil funcionária vítima de assédio sexual, reconhecendo também a omissão da empresa em intervir, mesmo com o episódio ocorrendo diante de um superior. | Notícia Preta

demorou
Conta “Café com Teu Pai”, de Breno Faria, é removida do Instagram após denúncias de conteúdo misógino, evidenciando como plataformas digitais ainda operam de forma reativa diante da disseminação de discursos machistas. | Carta Capital

pressão
RJ passa a multar casos de assédio sexual e moral, com punições em dobro no transporte público, criando um mecanismo mais ágil de responsabilização em contextos de alta vulnerabilidade. | G1

apoio institucional
Projeto na Câmara propõe reconhecer o uso abusivo do sistema de Justiça como forma de violência contra mulheres, diante de casos em que processos e recursos são utilizados para intimidar, desgastar e manter o controle após o fim de relações. | Folha de S.Paulo

tripla jornada
Projeto na Câmara propõe reduzir a jornada de mães de pessoas com deficiência sem corte salarial. | Congresso em Foco

manual
Governo Federal lança guia de comunicação não sexista para o setor público, defendendo que a forma como o Estado se comunica não é neutra e opera diretamente na reprodução, como também do enfrentamento das desigualdades de gênero. | Poder 360

ambiente tóxico
Ex-produtor da TV Globo denuncia ambiente machista na emissora, apontando desigualdades de reconhecimento e oportunidades mesmo em posições de destaque. | Metrópoles

até o topo
Em entrevista, Viviane Sales, CEO da Loggi, afirma que a presença feminina ainda é minoritária nos espaços de decisão e que vieses inconscientes seguem pesando mais para mulheres, especialmente na conciliação entre liderança e maternidade. | Forbes

falta muito ainda
Projeto que equipara misoginia ao crime de racismo avança no Congresso, mas especialistas apontam entraves na aplicação prática, como falta de letramento de gênero no Judiciário, dificuldade de enquadramento dos casos e risco da lei não se traduzir em responsabilização efetiva. | UOL

Arquivo Afro Fotográfico, em cartaz no IMS Paulista

A mostra reúne cerca de 400 fotografias de um acervo criado a partir do compromisso de registrar a vida da população negra por mãos também negras, atravessando movimentos políticos, blocos afro, religiosidades, mercados populares e cenas do cotidiano. Em São Paulo, fica em cartaz de 28 de março a 23 de agosto de 2026, com entrada gratuita.

É uma experiência sobre presença, arquivo e disputa de narrativa. Ao trazer para o centro imagens produzidas desde Salvador por fotógrafos negros ligados à documentação da vida afro-brasileira, a exposição ajuda a enxergar o quanto memória também é construção de perspectiva: quem olha, quem registra e quem permanece visível na história. O arquivo foi fundado em 1990 por Lázaro Roberto, Aldemar Marques e Raimundo Monteiro e hoje é considerado central para a história da fotografia e do movimento negro no Brasil.

Para quem busca uma experiência visualmente potente, mas também densa em significado, Zumví Arquivo Afro Fotográfico se destaca tanto pela força estética das imagens quanto pelo gesto político de preservar e tornar público um acervo que documenta a vida negra a partir da perspectiva de seus próprios protagonistas.

Uma viagem extraordinária

Uma Viagem Extraordinária é um filme para ver quando se deseja uma história delicada, imaginativa e um pouco melancólica. Dirigido por Jean-Pierre Jeunet, o longa acompanha T.S. Spivet, um menino com altas habilidades e apaixonado por cartografia, que atravessa os Estados Unidos sozinho depois de receber um importante prêmio científico. A história mistura aventura, drama e olhar infantil sem abrir mão de uma camada mais sensível sobre deslocamento, família e descoberta.

Para quem gosta de narrativas visualmente caprichadas e de personagens excêntricos, traço bastante reconhecível do cinema de Jeunet, o filme encontra um tom muito próprio. Aqui, essa estética aparece a serviço de uma jornada que fala de genialidade, solidão e imaginação.

No fim, é um filme que funciona justamente por esse equilíbrio: tem algo de fábula, algo de Road Movie e algo de retrato afetivo da infância. Fica a recomendação para quem procura uma sessão inventiva, sensível e daquelas que parecem simples, mas deixam ecos bonitos depois.

Ventura Profana

Acompanhar Ventura Profana é entrar em contato com uma produção artística que cruza música, imagem, espiritualidade e crítica de maneira muito própria. Artista baiana, ela vem sendo reconhecida por tensionar convenções religiosas e estéticas, mobilizando a fé não como enquadramento, mas como linguagem de reinvenção, abrigo e enfrentamento. Em uma leitura da Gama Revista, sua obra aparece justamente associada a essa capacidade de fazer pessoas trans se reconhecerem como força dentro de um universo sagrado.

Mais do que um perfil para seguir apenas pelo repertório visual, o interesse está na complexidade do que Ventura articula. Sua presença pública combina pensamento, performance e experimentação artística, sem se deixar reduzir a uma identidade única ou a uma legenda apressada. Essa amplitude também ajuda a entender por que seu trabalho circula em espaços de arte de relevância institucional, como o MASP, que a menciona em seu relatório anual de atividades.

Vale acompanhar para quem gosta de perfis que não entregam só imagem, mas visão de mundo. No caso de Ventura Profana, essa força está justamente em transformar arte em linguagem de deslocamento, imaginação e disputa simbólica, sempre com muita personalidade.

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