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asd · Jun 17, 2026

asd :: atualização semanal da diversidade

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4CO I Comunicação e Cultura · asd

ainda falta
Estudo mostra que mulheres avançaram de 17% para 37% dos cargos de alto escalão do serviço público federal, mas ainda seguem abaixo de sua presença na população e no Executivo. | UOL

discreto demais
Levantamento aponta que 83% dos brasileiros aceitam a diversidade e 76% acreditam que o tema deve fazer parte da atuação das marcas, mas campanhas de Dia dos Namorados ainda evitam protagonizar casais diversos. | Meio & Mensagem

desocupadas
Dados do Ministério do Trabalho mostram que, apesar de mais de 63 mil contratações de pessoas com deficiência no primeiro semestre de 2025, apenas 54% das vagas previstas pela Lei de Cotas estão ocupadas no Brasil. | Você RH

qualificação dá resultado
Pesquisa feita em seis países da América Latina mostra que formação em tecnologia aumentou em 33% o salário de mulheres participantes de programa de qualificação, além de elevar o emprego formal de 12% para 31%. | Valor Econômico

pais funcionais
Google, Natura, Diageo, Gut e Grupo Dreamers mostram como a licença-paternidade estendida pode reduzir o viés da maternidade e fortalecer culturas de equidade. Já no Grupo Boticário, 946 homens já usaram o benefício e 16% das pessoas afastadas foram promovidas em até um ano após o retorno. | Meio & Mensagem e Você RH

na corrida
Hapvida apresenta 46% de mulheres na alta liderança, mais de 70% nos cargos de liderança e 38% das posições de liderança ocupadas por mulheres negras, além de assumir meta de paridade até 2030. | Exame

guia
Fundação Tide Setubal lança guia gratuito para apoiar políticas públicas de igualdade racial, após mapeamento identificar 933 ações de combate ao racismo no país, mas apenas 33 com orçamento próprio. | Poder 360

discriminação
TRT-15 condena usina sucroalcooleira a pagar R$ 800 mil por dano moral coletivo após reconhecer como etarista a dispensa obrigatória de trabalhadores a partir dos 65 anos. | Valor Econômico

apito de cachorro
Monitor de discriminação da Copa pede que a Fifa afaste oficial de vídeo após gesto associado à supremacia branca aparecer na transmissão da partida entre Alemanha e Curaçao. | Valor Econômico

não é só deles
Lideranças de ONU Mulheres, LePub e David defendem que marcas e agências parem de tratar mulheres como presença acessória no futebol e assumam papel mais ativo no combate a estereótipos que afastam meninas do esporte. | Meio & Mensagem

em disputa
AGU firma acordo para readmitir Flávia Medeiros no Itamaraty após exoneração motivada pela contestação de sua autodeclaração racial. | Folha de S.Paulo

sozinha na corte
Única mulher titular no TSE, Estela Aranha defende mais representatividade nos espaços de decisão e alerta para o avanço da violência política de gênero contra mulheres, especialmente nas redes sociais. | UOL

pobreza em foco
Comissão de Direitos Humanos do Senado aprova projeto que reconhece a aporofobia como agravante penal. | Congresso em Foco

elas bancam
B3 lança curso gratuito voltado a mulheres, após número de investidoras em renda variável crescer 74% desde 2021, com aulas sobre organização financeira, crédito e construção de carteira. | Veja

o único da sala
Maurício Rodrigues, CEO da divisão Agro da Bayer para a América Latina, fala sobre liderança, escuta e diversidade, e relata ter se acostumado desde cedo a ocupar ambientes em que era “o único negro”. | Valor Econômico

mérito não paga boleto
Em artigo, Michelle Borborema analisa como mulheres avançaram na educação, no empreendedorismo e no trabalho formal, mas seguem recebendo menos e acumulando menos patrimônio. | Meio & Mensagem

ampliando
Observatório da Diversidade na Propaganda muda de nome para Observatório da Diversidade na Comunicação e amplia sua atuação para toda a cadeia do setor, incluindo marketing, influência, relações públicas e comunicação corporativa. | PropMark

roupa e poder
Thais Farage, pesquisadora de gênero e especialista em consumo feminino, investiga como roupa, política e poder se cruzam, após anos ouvindo mulheres tentarem usar o vestuário para ganhar credibilidade no trabalho. | Folha de S.Paulo

O Acontecimento, livro de Annie Ernaux

Um livro curto, mas de enorme densidade, que transforma experiência íntima em matéria literária e política. Publicado originalmente em 2000, o relato parte da memória de um aborto clandestino vivido pela autora na França dos anos 1960 e constrói, com uma escrita precisa e sem ornamentos, uma reflexão contundente sobre corpo, silêncio, classe, vergonha e autonomia.

Ernaux recusa o excesso dramático e aposta numa narrativa seca, direta e profundamente lúcida. É dessa contenção que o livro tira sua força: ao narrar uma experiência individual, ele também ilumina estruturas sociais, morais e institucionais que moldam a vida das mulheres e definem quem pode ou não exercer liberdade sobre o próprio corpo.

Annie Ernaux recebeu o Nobel de Literatura em 2022, reconhecida pela coragem e pela precisão com que transforma memória pessoal em leitura crítica do mundo.

#acessibilidade: na capa há uma fotografia em tons escuros e levemente azulados de uma jovem mulher em pé, usando vestido sem mangas e olhando para a câmera. A imagem é enquadrada por blocos geométricos em tons de verde, azul e bege. O nome da autora aparece em letras grandes na parte superior e na lateral direita da capa. Na parte inferior, o título O Acontecimento está destacado sobre uma faixa verde escura.

Ocupação Ruth Rocha, exposição no Itaú Cultural

Uma ótima pedida para quem quer revisitar uma obra que atravessa gerações e ajudou a formar leitores no Brasil. A mostra homenageia a trajetória da autora de centenas de livros e reúne personagens marcantes, publicações, documentos e elementos que ajudam a entender a força de uma escrita que sempre tratou a infância com inteligência, humor e imaginação.

A exposição não se limita ao tom nostálgico. Ao colocar em cena o universo de Ruth Rocha, ela também evidencia a importância cultural e pedagógica de uma autora que ampliou o repertório da literatura infantojuvenil brasileira e marcou a experiência de leitura de crianças, famílias e escolas ao longo de décadas.

É um programa especialmente feliz: daqueles que falam com crianças, mas também com os adultos que reconhecem, nessas histórias, parte da própria memória de leitura. Em cartaz até 2 de agosto de 2026, no Itaú Cultural - São Paulo, SP - com entrada gratuita.

Iae Break

Seguir Iae Break é uma boa forma de acompanhar uma produção de conteúdo que ajuda a colocar em circulação, com humor e espontaneidade, cenas, falas e códigos do cotidiano dos morros cariocas. Em seus vídeos, aparecem com frequência entrevistas com “os cria”, referências diretas à favela e ao Rio de Janeiro, além de situações que transformam a vivência periférica em linguagem própria.

O perfil não chama atenção só pelo alcance, mas pela maneira como constrói repertório a partir desse território. O próprio criador é descrito em conteúdos e participações como um “cria carioca”, e isso aparece tanto no vocabulário quanto nos temas que escolhe abordar, muitas vezes ligados às dinâmicas do Rio, das quebradas e das relações que atravessam esses espaços.

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