RSS Amplifier

asd · Jun 10, 2026

asd :: atualização semanal da diversidade

0
Sign in to vote or save

4CO I Comunicação e Cultura · asd

resistência
30ª Parada LGBT+ de São Paulo critica queda de 60% nos patrocínios, defende voto consciente e reage a projeto que tenta restringir eventos LGBT+ a espaços fechados. | Folha de S.Paulo

elas pagam a conta
Estudo mostra que mulheres ganham menos, concentram gastos em itens essenciais e enfrentam mais barreiras no crédito, embora invistam com mais informação e melhores resultados que os homens. | Valor Econômico

experiência
Levantamento da Robert Half mostra que 37% das organizações investem em colaboração intergeracional e 32% consideram manter profissionais aposentados como consultores ou conselheiros para preservar conhecimento de lideranças seniores. | Você RH

sofrimento
Pesquisa mostra que 47% das brasileiras na menopausa tiveram algum impacto negativo no trabalho, enquanto 7% deixaram o emprego e 6% dizem ter perdido promoções ou aumentos salariais por causa dos sintomas. | Metrópoles

desigual
Estudo da FGV mostra que homens brancos ainda concentram a maior fatia do financiamento eleitoral para a Câmara: em 2022, ficaram com 47% dos recursos, enquanto as mulheres negras receberam 13%. | Valor Econômico

licença em paz
Roche Farma Brasil consolida licença parental de até seis meses para todos os empregados. | Exame

nos ares
Emirates promove as primeiras mulheres dos Emirados Árabes Unidos ao cargo de comandantes de Boeing 777 da companhia. | G1

na meta
Ânima Educação assume compromisso de chegar a 2030 com 50% da alta liderança ocupada por mulheres e metade dos cargos de liderança preenchidos por pessoas negras, indígenas e de outros grupos minorizados. | Veja

cotas na residência
MPF aciona a Justiça para obrigar o Hospital Albert Einstein a reservar vagas de residência médica para pessoas negras, indígenas, quilombolas, trans e com deficiência, sob o argumento de que o hospital recebe benefícios públicos e deve adotar ações afirmativas. | G1

sem acesso
Falta de ambulift em Congonhas deixou passageiros idosos e com deficiência presos por mais de uma hora em aviões. | Folha de S.Paulo

no comando
Executivas de Lenovo, Visa e Coca-Cola mostram como a Copa de 2026 está mudando campanhas, com mais mulheres em cargos de decisão, leitura de dados em tempo real e narrativas mais diversas sobre esporte e torcida. | Meio & Mensagem

fazendo direito
Projeto de lei propõe reforçar a proteção contra assédio moral, sexual, processual e discriminação na advocacia, com canais de denúncia, acolhimento às vítimas, garantias contra retaliação e punições disciplinares. | Congresso em Foco

constrangimento
Deputada Ana Carolina Serra acusa líder do governo Tarcísio na Alesp de violência política de gênero após bate-boca em audiência sobre a Sabesp. | Folha de S.Paulo

007 tons de branco
Idris Elba afirma que parte do público rejeitaria um James Bond negro e nega que tenha sido cotado oficialmente para assumir a franquia 007 após a saída de Daniel Craig. | Folha de S.Paulo

marginalizadas
Em coluna, Adriana Vasconcelos argumenta que manter mulheres fora dos conselhos representa uma perda econômica para empresas que seguem desconectadas de consumidoras, talentos e decisões mais diversas. | Congresso em Foco

ser quem se é
João Marco da Silva Tavares defende que, em um mercado cada vez mais padronizado pela IA, diversidade e autenticidade deixam de ser pauta simbólica e viram estratégia criativa para inovação. | FastCompany Brasil

dados
Luiz Augusto Campos apresenta o DARA, núcleo do Iesp-Uerj criado para produzir, interpretar e comunicar dados sobre racismo e políticas antirracistas no Brasil. | Nexo Jornal

Pela Metade, série disponível na HBO Max

Criada por Richard Gadd, de Bebê Rena, Half Man acompanha a relação entre Ruben e Niall, dois homens que cresceram como irmãos, mesmo sem vínculo de sangue, e que se reencontram décadas depois em um casamento atravessado por tensão, ressentimento e violência. A partir desse encontro, a série volta ao passado para mostrar como uma relação marcada por afeto, proteção, inveja, vergonha e disputa foi se deformando ao longo do tempo.

O mais interessante na série é que ela não trata masculinidade como uma ideia abstrata. O que aparece é o modo como certos modelos de “ser homem” são aprendidos desde cedo e vão moldando a forma como os personagens lidam com desejo, fragilidade, lealdade, raiva e pertencimento. Ruben e Niall parecem presos a uma lógica em que afeto quase sempre precisa aparecer disfarçado de controle ou agressividade.

Não é uma série leve e talvez esse seja justamente o ponto. Half Man incomoda porque mostra como a violência masculina vai muito além de grandes explosões de raiva, tem também há silêncios, emoções reprimidas e vínculos que nunca encontram uma linguagem mais honesta para existir.

Flores para Algernon, livro de Daniel Keyes

Publicado originalmente nos anos 1960, a obra acompanha Charlie Gordon, um homem com deficiência intelectual que passa por uma cirurgia experimental para aumentar sua inteligência. Antes dele, o mesmo procedimento havia sido testado em Algernon, um rato de laboratório que se torna uma espécie de espelho silencioso da trajetória de Charlie.

O livro é narrado pelos próprios registros de Charlie, e é justamente aí que está sua força. Conforme sua capacidade cognitiva muda, também muda a forma como ele percebe o mundo, as pessoas ao redor e a própria história. O afeto, cuidado e a amizade vão ganhando novas camadas, revelando preconceitos, abusos e violências que ele nem sempre conseguia nomear.

É uma obra profundamente humana sobre dignidade, capacitismo, solidão e o desejo de ser reconhecido como pessoa. A leitura incomoda porque mostra que o problema nunca esteve apenas nas limitações de Charlie, mas na forma como a sociedade trata quem considera “menos capaz”. É um livro triste, delicado e necessário, daqueles que ficam ecoando muito depois do fim.

#acessibilidade: a imagem combina fotografia em preto e branco e elementos gráficos amarelos. Ao fundo, aparece parcialmente o rosto e o tronco de uma pessoa, ocultados por faixas irregulares amarelas que atravessam a capa horizontalmente, como rasgos de papel. Sobre essas faixas está o título, com destaque para a palavra “ALGERNON” em letras pretas grandes. Na parte inferior, o nome do autor aparece em letras pretas sobre outra faixa amarela.

Giovanna Heliodoro

Para quem se interessa por comunicação, diversidade e cultura pop com opinião, vale acompanhar Giovanna Heliodoro, também conhecida como Trans Preta. Historiadora, comunicadora, pesquisadora e criadora de conteúdo, ela usa as redes para discutir raça, gênero, sexualidade, comportamento e representatividade.

O mais interessante no trabalho dela é a forma como Giovanna articula vivência e análise. Ela fala a partir do lugar de uma mulher trans negra, mas sem reduzir sua presença pública a uma única pauta. Ao comentar cultura, mercado, afetos, imagem e política, ela mostra como as disputas por dignidade e reconhecimento aparecem tanto nas grandes estruturas quanto nos detalhes do cotidiano.

Além das redes, Giovanna também publicou o livro Raízes - Resistência Histórica, foi reconhecida no Prêmio Geração Glamour como Influenciadora com Causa e é cofundadora do Trans Baile, iniciativa criada para celebrar a produção cultural de pessoas trans e travestis no Brasil.

Você já acompanha os nossos conteúdos no Instagram @otrabalhoemanalise?

Toda semana com provocações relevantes e dados para fazer a gente pensar e questionar o mundo do trabalho 🔥

Inscreva-se aqui!

Ou indique essa edição para aquela pessoa que você sabe que vai curtir nos acompanhar 👇

Share

Não deixe de conhecer o nosso site e linkedin :)

Até a semana que vem!

Read the original on asd4co.substack.com

Comments

Nothing yet. Say the first thing.

    Sign in to join the conversation.