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asd · May 20, 2026

asd :: atualização semanal da diversidade

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4CO I Comunicação e Cultura · asd

transparência salarial
STF valida, por unanimidade, lei que obriga empresas com mais de 100 empregados a divulgar relatórios sobre salários e critérios de remuneração entre homens e mulheres. | G1

abismo
Estudo mostra que mulheres negras recebem 53% menos que homens brancos no Brasil e seguem sub-representadas na liderança: apenas uma em cada 46 chega aos cargos de comando. | Notícia Preta

ciclo de sofrimento
Estudo indica que 96,7% das brasileiras têm a produtividade afetada por sintomas menstruais, mas só 8% das empresas oferecem políticas de apoio. Uma em cada quatro mulheres já foi penalizada no trabalho por causa desses sintomas. | Valor Econômico

nem-nem tem motivo
Pesquisa aponta que quase 70% dos jovens que não estudam nem trabalham no Brasil são mulheres. A sobrecarga com cuidado doméstico e falta de políticas públicas de apoio explicam esse dado. | Notícia Preta

seguradas
Brasilseg, Prudential, AXA e Tokio Marine ampliam ofertas para mulheres com foco em saúde, proteção financeira e apoio em situações como luto, doenças e violência doméstica. | Valor Econômico

pra todas
Adidas Arábia e Nora Al Shaikh lançam coleção limitada para torcedoras do time de futebol Al Nassr, transformando a abaya em uniforme pensado para mulheres sauditas. | Metrópoles

estrela
Viola Davis fecha parceria entre a Ashé Ventures e a Todavia para impulsionar livros de raiz afro-brasileira. | Folha de S.Paulo

apoio no topo
Women Presidents Organization chega a São Paulo para conectar mulheres CEOs, combater o isolamento na liderança e criar uma rede confidencial de troca entre empresárias. | Veja

talentos
Livelo, Panvel, Espaçolaser e Grupo Pereira ampliam iniciativas para contratar e valorizar profissionais 50+, com programas de desenvolvimento, banco de talentos e vagas em áreas estratégicas. | Exame

transfobia
Justiça do Trabalho condena empresa a pagar R$ 33 mil por demitir mulher trans semanas antes de cirurgia de redesignação de gênero autorizada pelo plano corporativo. | Folha de S.Paulo

queda livre
Executivo chileno da Landes é afastado após ser preso por ofensas racistas, xenofóbicas e homofóbicas contra comissário da Latam em voo. | CNN Brasil

racismo no mercado
Supermercados Dia é condenado a pagar R$ 30 mil a cliente negro abordado e acusado de furto por funcionário em unidade de São Paulo. | Folha de S.Paulo

recorte de gênero
Governo lança linha de R$ 30 bi para financiar carros de motoristas de app e taxistas, com juros menores para mulheres. | Folha de S.Paulo

STF em jogo
Datafolha mostra que 51% dos brasileiros consideram muito importante uma mulher no STF, enquanto 46% dizem o mesmo sobre uma pessoa negra na Corte. | CNN Brasil

sigilo
STJ reconhece união estável de casal lésbico em Goiás e ajusta o critério de “convivência pública” ao entender que a violência e os estigmas associados às relações homoafetivas moldam sua visibilidade social. | Folha de S.Paulo

mulheres na direção
Projeto aprovado em comissão da Câmara prevê cota de 50% para mulheres em cargos de direção de clubes esportivos e paridade em conselhos que apuram casos de assédio e violência sexual. | Congresso em Foco

energia
Grupo Equatorial abre 300 vagas para formação gratuita de eletricistas em parceria com o SENAI, com ajuda de custo, foco em empregabilidade e 21% de participação feminina no programa. | Exame

antirracismo
Prêmio Sim à Igualdade Racial reconhece iniciativas em cultura, educação e empregabilidade, com vencedores como L’Oréal Brasil e Natura. | UOL

varejo com elas
Ranking GPTW Varejo mostra que mulheres são 53% dos quadros das empresas premiadas e avançam na liderança, chegando a 28% dos cargos de alta gestão. | Meio & Mensagem

orgulho sem verba
Para especialista, a queda de 60% dos patrocínio da edição de 2026 da Parada LGBT+ de São Paulo está associada à onda anti-diversidade promovida pelo governo Donald Trump. | Folha de S.Paulo

consumo
Artigo defende que o racismo nas relações de consumo ainda trata pessoas negras como cidadãs de segunda classe e apresenta a Câmara de Mediação Racial como caminho para enfrentar conflitos e violações. | Folha de S.Paulo

50+ no limbo
Mórris Litvak, CEO da Maturi, alerta para os desafios de profissionais 50+ sem emprego e sem aposentadoria, em um mercado ainda marcado por etarismo, instabilidade e pouca diversidade etária. | Valor Econômico

Exposição | Dignidade e luta: Laudelina de Campos Mello

Em cartaz no IMS Paulista, a exposição “Dignidade e luta: Laudelina de Campos Mello” apresenta a trajetória de uma das figuras mais importantes, e ainda pouco conhecidas por muita gente, da luta pelos direitos das trabalhadoras domésticas no Brasil.

Laudelina de Campos Mello foi sindicalista, militante negra e pioneira na organização política da categoria. Sua história atravessa temas fundamentais para entender o país: trabalho doméstico, racismo, direitos trabalhistas, associativismo negro, memória e dignidade.

A mostra reúne fotografias, documentos, objetos históricos e obras de artistas contemporâneos, construindo um percurso que não apenas homenageia Laudelina, mas também nos convida a olhar para as estruturas sociais que ainda sustentam desigualdades profundas. É uma exposição necessária, que amplia o repertório, emociona e faz pensar sobre quem teve sua história negligenciada nos grandes relatos oficiais.

Serviço:
IMS Paulista, Avenida Paulista, 2424, São Paulo
Até 18 de outubro de 2026
Entrada gratuita
Terça a domingo e feriados, das 10h às 20h

Livro | Amanhã, de Lúcia Hiratsuka

Você lembra de como se sentiu antes do seu primeiro dia de aula? Expectativa, medo, curiosidade, vontade de crescer um pouco e, ao mesmo tempo, de ficar perto de casa.

É a partir dessa memória tão íntima e universal que Lúcia Hiratsuka constrói “Amanhã”, um livro delicado, sensível e cheio de camadas. A obra reúne três histórias inspiradas na memória familiar da autora e acompanha diferentes gerações de mulheres entre o Brasil e o Japão, mostrando como a experiência de ir à escola pode carregar sentidos muito distintos dependendo do tempo, do lugar e da história de cada família.

Em muitos casos, a escola é o primeiro espaço em que a criança convive para além do núcleo familiar. É ali que ela descobre outras pessoas, outras regras, outras formas de existir no mundo. Mas, como o livro nos lembra, esse espaço que deveria ser de acolhimento e aprendizagem também pode revelar marcas de preconceito, exclusão e racismo.

“Amanhã” é especialmente importante por trazer representatividade amarela e por abordar um episódio ainda pouco explorado da história brasileira: as discriminações vividas por japoneses e seus descendentes no país. Com a delicadeza característica de Lúcia Hiratsuka, o livro convida crianças e adultos a olharem para a memória, para a diferença e para o poder de contar histórias que não conhecemos.

#acessibilidade: a capa do livro tem fundo claro, em tom cinza suave, com ilustrações delicadas de folhas espalhadas pelas bordas. Na capa aparecem três retratos desenhados de meninas japonesas com traços suaves e expressão calma: uma no topo, de cabelos longos trançados; outra na parte inferior esquerda, com coque e roupa listrada; e outra na parte inferior direita, com cabelo curto e reto.

Perfil | Canal do Thiagson

Para quem gosta de música, cultura brasileira e boas provocações sobre o país, vale muito conhecer o Canal do Thiagson, perfil criado por Thiago de Souza, professor de música clássica, pesquisador do funk e doutor pela USP, que usa as redes para falar de musicologia de um jeito acessível, inteligente e cheio de personalidade.

O mais interessante no trabalho dele é a forma como aproxima universos que muita gente ainda insiste em separar: o erudito e o popular, a universidade e a periferia, Bach e funk, teoria musical e vida cotidiana. Em vez de tratar o funk como um tema menor, Thiagson mostra sua complexidade estética, social e histórica, ajudando a desmontar preconceitos que ainda cercam a música periférica no Brasil.

Com humor, repertório e muita didática, ele transforma o Instagram em uma espécie de sala de aula aberta em que a gente entra por curiosidade e sai pensando diferente. É conteúdo para aprender, se divertir e, principalmente, rever ideias prontas sobre cultura, gosto, classe, raça e legitimidade artística.

Uma recomendação ótima para quem acredita que cultura também é disputa de narrativa, e que entender o Brasil passa, necessariamente, por ouvir suas muitas formas de música.

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