é díficil…
Pesquisa do Infojobs mostra que 42% das mães e gestantes temem prejudicar a carreira ao priorizar demandas dos filhos, e 25% já deixaram de disputar vagas de maior responsabilidade por falta de apoio para conciliar carreira e família. | Exame
… ser mãe nas organizações
Estudo da Todas Group mostra que 79% das mães em cargos de liderança já enfrentaram obstáculos de gênero, e 78,4% já deixaram de buscar crescimento profissional por causa da maternidade. | Folha de S.Paulo
com licença
Empresas com licença-maternidade estendida caem 71%, enquanto mais de 380 mil mulheres foram demitidas em até dois anos após o retorno. Por outro lado, concessões de salário-maternidade do INSS quase dobram após decisão do STF, com alta de 93,7% nos benefícios em 2025. | G1 e Folha de S.Paulo
inovou
Flash abre processo seletivo afirmativo para mães solo, com vagas remotas ou híbridas e benefícios ampliados. | Você RH
medo todo dia
Pesquisa Datafolha mostra que 41% das mulheres deixaram de sair à noite por medo da violência, e 82,6% temem ser vítimas de agressão sexual. | CNN Brasil
mentoria abrindo caminhos
AlmapBBDO, Publicis Groupe Brasil e Petrobras mantêm programas de mentoria para desenvolver mulheres, ampliar redes e acelerar trajetórias de liderança. | Meio & Mensagem
consolidados
Vale e L’Oréal ampliam ações de equidade racial, com metas de liderança negra, recrutamento intencional, mentorias e iniciativas voltadas também à experiência de consumidores negros. | Valor Econômico
quadrinhos
Milena, personagem negra da Turma da Mônica, ganha título solo inédito pela Panini, o primeiro da franquia com protagonista próprio em 37 anos. | Folha de S.Paulo
justiça
MPF investiga o destino de contas abertas por pessoas escravizadas na Caixa antes da abolição e cobra análise do acervo para discutir memória e reparação. | Folha de S.Paulo
sem acolhimento
Ex-alunos acusam o Colégio Andrews de postura discriminatória após demissão de orientadora educacional logo depois de perda gestacional. | O Globo
falou verdades
J.P. Morgan ofereceu US$ 1 mi a ex-funcionário que acusa o banco de tolerar assédio sexual, comentários racistas e retaliação profissional. | Poder 360
não era tão “Googly”
Google fecha acordo de US$ 50 mi em ação coletiva movida por funcionários negros, que acusavam a empresa de desigualdade salarial, barreiras a promoções e ambiente hostil. | G1
além da verificação
Hotel Tivoli Mofarrej é condenado a pagar R$ 20 mil a advogado negro por abordagem considerada discriminatória durante evento em São Paulo. | UOL
pressão
Instituto Juristas Negras e Mulheres Negras Decidem articulam o nome da promotora Lívia Sant’Anna Vaz para o STF em reunião com Guilherme Boulos sobre diversidade nos tribunais. | Folha de S.Paulo
representatividade
TSE lança campanha para incentivar a participação de mulheres, pessoas negras e indígenas na política, destacando a baixa presença desses grupos em cargos eletivos. | Alma Preta
afirmativo
Instituto de Economia da Unicamp abre seleção para bolsa de pós-doutorado com reserva PPI, no valor de R$ 12.570, para projeto de pesquisa e atividades didáticas. | UNICAMP (PDF)
estratégicas
EY-Parthenon abre inscrições para o NextGen Women, programa voltado à universitárias e recém-formadas interessadas em carreira em finanças, estratégia e consultoria. | Valor Econômico
IA com dois pesos
Estudo mostra que currículos idênticos feitos com IA foram avaliados de forma diferente quando atribuídos a uma mulher e a um homem: o nome feminino foi mais questionada sobre confiança e competência, enquanto o masculino teve 97% de aprovação. | Fortune (em inglês)
inédito
Pavilhão do Brasil na Bienal de Veneza será liderado, pela primeira vez, por três mulheres: a curadora Diane Lima e as artistas Rosana Paulino e Adriana Varejão. | UOL
carga mental
Lorena Hakak defende que ampliar a licença-paternidade ajuda a dividir melhor as tarefas de cuidado, reduzir o estresse materno e enfrentar normas de gênero ainda muito arraigadas. | Folha de S.Paulo
estratégicas
Filipe Oliveira relata como ferramentas de IA têm ampliado a autonomia de pessoas com deficiência visual, da descrição de imagens à compra online de ingressos. | Folha de S.Paulo
avanço
Vaticano publica documento sobre inclusão de pessoas LGBT+ na Igreja Católica, reconhece estigmas produzidos pela própria instituição e critica a “cura gay”. | Folha de S.Paulo
herança maldita
Historiador aponta que os resquícios da escravidão seguem nas relações de trabalho, com exploração, desigualdade salarial e alta de resgates em condições análogas à escravidão. | G1
Minha mãe é uma peça - filme disponível na Netflix
Saga criada e protagonizada por Paulo Gustavo, é uma daquelas obras populares que conseguem fazer rir muito sem deixar de tocar em temas profundos. A partir da figura inesquecível de Dona Hermínia, inspirada na própria mãe do artista, os filmes transformam situações cotidianas da vida familiar em comédia, afeto e reconhecimento imediato.
O grande mérito da saga está em mostrar uma mãe exagerada, amorosa, invasiva, barulhenta, contraditória e absolutamente humana. Dona Hermínia fala alto, cobra, reclama, protege, se mete, sofre e ama com uma intensidade que parece caricata, mas que revela muitas verdades sobre maternidade, família, envelhecimento, separação, criação dos filhos e laços que se transformam com o tempo.
Não deixa de ser, também, uma celebração da cultura brasileira, do humor popular e das diferentes formas de afeto que atravessam as famílias. Paulo Gustavo, um dos maiores nomes da nossa comédia e uma perda imensa para o país, deixou uma obra que segue viva justamente porque fala de gente, de vínculo e de amor de um jeito acessível, inteligente e profundamente generoso.
Para rir, se emocionar e lembrar que, muitas vezes, as histórias mais particulares são também as mais universais. Dona Hermínia é uma personagem, mas também é um pedaço de muitas mães, tias, avós e mulheres brasileiras que cuidam, reclamam, sustentam e amam do seu próprio jeito.
Eu e elas, histórias maternas - livro de Cecília Malan
Uma leitura sensível para quem quer pensar a maternidade para além dos retratos idealizados. A partir de 21 conversas com mulheres de diferentes realidades, a jornalista constrói uma espécie de reportagem afetiva sobre cuidado, culpa, trabalho, rede de apoio, solidão, amor e as muitas formas possíveis de maternar.
O livro amplia o olhar sobre uma experiência muitas vezes tratada como universal, quando, na prática, é atravessada por classe social, território, carreira, estrutura familiar, saúde, apoio emocional e condições concretas de vida. Ao reunir histórias tão distintas, a obra ajuda a deslocar a maternidade do lugar da cobrança e da romantização para o campo da escuta, da complexidade e do reconhecimento.
É uma boa para quem busca narrativas reais, humanas e plurais sobre mulheres, famílias e cuidado. Uma leitura que lembra que não existe uma única forma de ser mãe, de ser filha ou de construir vínculo. Existem histórias, contextos e escolhas possíveis e todas elas merecem ser vistas com mais delicadeza e menos julgamento.
#acessibilidade: a capa do livro tem uma ilustração em traços delicados, onde mostra uma mulher e uma criança vistas de costas, em pé sobre uma pequena plataforma diante de uma câmera de cinema antiga apoiada em um tripé. A criança abraça a mulher pela cintura enquanto ambas olham em direção à câmera. O fundo é rosa claro, quase branco, com estilo minimalista e aspecto de desenho feito à mão.
Uma boa recomendação para quem se interessa por maternidade, educação parental e relações familiares a partir de uma perspectiva mais consciente e menos automática. O perfil reúne conteúdos sobre limites, escuta, comunicação com os filhos e os desafios concretos de educar em meio à rotina, ao cansaço e às expectativas que ainda recaem, sobretudo, sobre as mães.
Ivana propõe uma conversa importante: a maternidade não é uma experiência única, simples ou linear, mas é atravessada por repertórios, condições emocionais, redes de apoio, modelos de família, cobranças sociais e diferentes formas de cuidado. Ao abordar temas como obediência, vínculo e presença, ela propõe reflexões sobre como educar crianças sem naturalizar gritos, culpa ou relações baseadas apenas no controle.
Com milhões de seguidores no Instagram, Ivana se consolidou como uma das vozes de maior alcance no campo da educação parental nas redes sociais. Sua presença digital mostra como conteúdos sobre cuidado, infância e família podem sair do lugar da dica rápida e abrir espaço para conversas mais profundas sobre afeto, responsabilidade e convivência.
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Até a semana que vem!

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