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Newsletter do Lona · Mar 30, 2026

O problema não é o design, é o designer.

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Sábado, um designer me fez uma pergunta muito boa.

Sábado, um designer me fez uma pergunta muito boa. Inclusive, fiquei pensando nela até hoje:

“O que os empresários que você conhece falam sobre design?”

Eu me lembro dos primeiros meses depois que tomei a decisão de começar meu próprio estúdio de design de marcas. Foi um pesadelo.

Eu passava o dia sentado na escrivaninha do meu quarto, rodeado por livros, pratos e talheres sujos, vários copos e canecas de café, uma lixeira com latas de energético e pacotes vazios de biscoito de polvilho.

Lembro de me sentar ali para estudar design, branding, negócios... mas com a sensação de estar muito distante dos clientes que eu gostaria de ter e dos projetos que eu gostaria de fazer.

Era uma época em que ainda era necessário explicar o que é marca e por que isso importa.

Os empresários olhavam o design como firula estética, e os designers como artistas vagabundos que nada entendiam de negócios e eram um mal necessário dentro da empresa, porque alguém precisava deixar tudo bonito.

Eu me lembro do sentimento de isolamento. De não saber por onde começar. Do que fazer primeiro.

A cada livro que eu lia, eu provava para mim mesmo que o design era, sim, importante para as empresas. Mas não tinha a menor ideia de como dizer isso. E, pior ainda, de como vender isso.

Hoje, olhando para trás, fica fácil enxergar o que me fez resolver essas questões.

A verdade é que existe muito mais empresário desesperado do que designer preparado para atendê-lo.

O que mais escuto é que é impossível encontrar bons designers. Nas palavras deles: “que consigam enxergar alguma coisa além da tela, pensar no negócio, ajudar com nossas metas”.

É interessante observar que, 10 anos atrás, quando comecei, os empresários eram descrentes em relação ao design. Hoje, eles são descrentes em relação aos designers.

Enquanto eu tive que provar a importância do design para depois provar a minha capacidade, hoje você só precisa se preocupar com a segunda parte, porque a demanda está mais alta do que nunca.

Semana passada, eu recebi 7 leads diretos de empresas que entraram em contato comigo, mais de 25 empresas se inscreveram no formulário de interesse por projetos de marca, ganhei mais de 1.000 seguidores, e tive 2 conteúdos orgânicos analisando cases de marca que passaram de 200 mil visualizações.

Dei mentoria para o CFO da Silva sobre marca pessoal e sobre como estruturar uma palestra. Ajudei a definir a estratégia de contratação de um grande influenciador para a marca e participei de brainstorms para a campanha que ele vai liderar. Também desenvolvi produtos que a Silva irá produzir em colaboração com outras marcas, revisei a campanha que será usada nas novas regiões onde a marca vai abrir unidades e ajustei a estratégia de conteúdo do CEO.

Hoje sou chamado para participar de reuniões, jantares e eventos porque sou designer e especialista em marca. Hoje, as pessoas querem ouvir o que eu tenho a dizer sobre assuntos que elas não compreendem, mas sentem urgência em resolver.

Depois de 14 anos de carreira, aprendendo a mostrar a importância do design e a vender isso, fica fácil perceber que, sim, eu aprendi a fazer essas coisas, mas elas também ficaram muito mais fáceis de serem feitas.

Porque hoje as pessoas querem ser marcas, e as marcas querem ser pessoas.

Porque hoje as empresas já sabem que o pensamento criativo é uma das únicas coisas capazes de criar algum tipo de vantagem competitiva.

E, ainda assim, apesar de ter vivido tudo isso, também vivi na pele o ditado de que você só aprende de verdade quando consegue explicar para outra pessoa.

Depois de 5 anos com o Marcados, ensinando e mentorando outros colegas, a resposta sobre o que é necessário para viver do design ficou muito mais cristalina:

  1. Demonstrar valor. E isso aqui tem pouco a ver com design. Tem a ver com vencer suas crenças e medos e aprender a enxergar o seu trabalho com os olhos de quem precisa dele. Aprender a conduzir conversas não buscando validação, mas gerando clareza. Ser um bom designer passa por ser capaz de fazer qualquer pessoa entender o que você faz e por que você é bom nisso.

  2. Posicionamento. Se você não tiver controle sobre como os outros te enxergam, eles vão te posicionar do jeito mais conveniente para eles, que normalmente é pior para você. Ter controle sobre como o mercado te percebe é o que define se você vai alcançar suas metas. E são as suas decisões de posicionamento que definem se, depois de 10 anos de carreira, você terá construído autoridade e se tornado referência, ou se o tempo terá passado sem virar ativo.

  3. Prospecção. Designer odeia vendas, mas ama comprar. Enquanto você não resolver internamente a sua relação com vendas, nunca estará no controle da sua carreira. Prospectar é assumir o controle. É poder dizer não, ou não precisar dizer sim por necessidade. É estar no controle do seu dinheiro e do valor que o seu trabalho tem.

  4. Design com estratégia. Eu já disse ali em cima: hoje existem mais empresários desesperados por ajuda do que designers preparados para atendê-los. Porque, mais do que nunca, design não é estética. Design é estratégia. Design hoje é visto como uma das últimas soluções para problemas que ninguém sabe resolver: se diferenciar, ser autêntico, gerar identificação, construir autoridade. E só você, usando o design do jeito certo, com estratégia, é capaz de ajudá-los.

E a prova de que a demanda nunca esteve tão alta pelo nosso trabalho está por toda parte.

  • Eu ter sido convidado para ser sócio e assumir um cargo executivo é uma prova disso.

  • O Matheus, que vendeu o primeiro projeto do seu estúdio por 123 mil reais, é uma prova disso.

  • O Gabriel, que enviou um orçamento de design de marca de 500 mil reais, é uma prova disso.

  • O Will, que se posicionou para o mercado de arquitetos e, ainda assim, recebeu proposta da maior consultoria de branding do Brasil para liderar projetos, é uma prova disso.

  • A média dos alunos do Marcados ser 10 mil reais por projeto é uma prova disso.

A realidade está posta para todos. Cada um faz dela o que quiser.

Eu decidi acreditar no design na bagunça do meu quarto, mais de 10 anos atrás. Hoje, você não precisa se esforçar para acreditar. Mas vai precisar se esforçar para aproveitar essa oportunidade.

O Marcados está oficialmente com inscrições abertas. E o Método Marcados🅜 foi desenvolvido a partir desses 4 pontos essenciais que você precisa dominar para acessar esse tipo de resultado.

Nunca foi tão bom ser designer. E, se você acredita nisso, o Marcados existe para provar e viver isso com você.


Uma ótima semana,
LONA

Read on andrelona.substack.com

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