As inteligências artificiais são só a atualização mais recente de uma vida cada vez mais mediada pelas máquinas. Muita gente já não vira a esquina sem olhar o mapa no celular, recorre à calculadora pra fazer somas simples e não sabe de cor o telefone da própria mãe.
A tecnologia agiliza o dia a dia, mas delegar tudo aos robôs já tem um efeito colateral: o sedentarismo cognitivo. Ao terceirizar tarefas que antes mantinham o cérebro ativo, enferrujamos algumas habilidades importantes.
Assim como o sedentarismo físico, a falta de estímulos cognitivos pode causar danos à saúde: não exercitar a mente contribui pro declínio cerebral acelerado, já que reduz a neuroplasticidade e a capacidade de formar novas conexões entre neurônios.
Fonte: “Sedentarismo mental: entenda como IAs podem diminuir a habilidade de pensamento crítico do cérebro” (gshow)
Seja pra organizar a caixa de emails lotada, seja pra ajudar a levantar alguns insights, a inteligência artificial pode economizar bastante tempo. Mas é preciso discernimento pra saber quando recorrer a ela e quando assumir a atividade com os próprios neurônios.
As respostas são instantâneas, chegam mastigadas e cheias de certezas. Porém, modelos de inteligência artificial também inventam informações, reproduzem erros e apresentam soluções equivocadas. É indispensável checar o que chega até você antes de passar pra frente — não só pra evitar espalhar afirmações falsas, mas pra exercitar a própria atenção e o senso crítico.
Saiba mais: “Simple ways to keep your mind sharp” (Harvard Health Publishing); “Sedentarismo cognitivo: qué pasa cuando dejamos que la inteligencia artificial piense todo por nosotros” (La Nacion); “Sedentarismo mental: entenda como IAs podem diminuir a habilidade de pensamento crítico do cérebro” (gshow).

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