Vivemos sob a lógica da urgência e da produtividade constante, em que tudo é pra ontem, qualquer coisa precisa ser resolvida rápido e a paciência virou artigo de luxo.
Na tentativa de vencer o relógio a qualquer custo, a gente encurta o caminho: corta palavras, consome vídeos acelerados, pula etapas.
Mas será que essa pressa toda faz mesmo diferença (positiva) no fim do dia?
Que segundos são esses que você “ganha” ao acelerar um vídeo de 1 minuto? No fim, não é tempo que se poupa: é paciência e atenção que se perde. A ansiedade e o stress também podem aumentar, e a pressa compromete a qualidade do que é feito.
O consumo de conteúdos acelerados está relacionado a um fenômeno chamado sobrecarga cognitiva: quando o volume de informações ultrapassa a capacidade do nosso cérebro de processá-las.
Fonte: artigo publicado na The Conversation, do professor de ciência cognitiva Marcus Pearce, da Universidade Queen Mary, em Londres
Existe uma grande diferença entre consumir um conteúdo no ritmo natural e no 2x. Além de reter menos informações, a experiência perde graça e impacto. Isso afeta nossa motivação, nosso momento de lazer e faz até aquilo que a gente gosta parecer tarefa.
Se o objetivo é realmente ganhar alguns instantes, então aproveite pra desacelerar de verdade: cinco minutos de sol, uma caminhada curta, um café sem pressa… algo que faça você sentir que aquele tempo foi bem aproveitado.

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