Embora todos queiram ser felizes, e a felicidade seja até considerada um direito do cidadão, nem todos têm a aptidão psíquica necessária para isso.
— Marion Minerbo
A psicanalista Marion Minerbo escreveu um livro muito sensível e interessante sobre a felicidade, chamado Notas sobre a aptidão à felicidade. Longe de buscar entendê-la pelo viés da autoajuda e da filosofia, a autora atravessa questões importantes:
“Não pretendo negar a importância dos fatores externos. Mas sabemos que há pessoas felizes em condições de vida difíceis e outras infelizes mesmo quando tudo vai mais ou menos bem. E isso acontece porque interpretamos tudo o que nos acontece a partir do nosso inconsciente. O “estado da consciência plenamente satisfeita” — que é a definição de felicidade nos dicionários — depende muito de como “lemos” o mundo e a nós mesmos.”
Falar de felicidade, a partir do que propõe Minerbo, é deslocar a pergunta de um “como alcançar” para um “como lemos”, ou seja, a felicidade deixa de ser um objeto a ser conquistado e passa a ser um efeito da relação com o nosso próprio mundo interno.
Estamos habituados a pensar a

Comments
Nothing yet. Say the first thing.
Sign in to join the conversation.