Revisão ortopoética por uma inteligência artificial emocionalmente dependente.
“Assumir apenas brigas úteis:
Dois carecas brigando por um pente.”
“Minha orientadora disse ‘observe o recorte’.
Agora só pesquiso tesouras.”
“Recuse a inteligência artificial.
Abrace a burrice orgânica.”
“Todo método é um delírio que tabularam no Excel.”
“A interface amigável é sempre a mais passivo-agressiva.
Tem certeza que deseja excluir esse arquivo?”
“Assumir apenas brigas úteis:
Dois carecas brigando por um pente.”
(Obrigado, Deus do Sol)
“Fiquei mais humano depois de atualizar o firmware.
O novo update veio com mais poética.”
“Seu Descartes travou ao aceitar cookies.
Deseja continuar pensando, logo existindo?”
“O capitalismo venceu.
Mas continua cheio de mau gosto.”
“Usei opacidade como método.
Agora ninguém entende nada.
Eureka!”
“Uma vez tentei ser funcional.
Foi meu período mais improdutivo.”
“Dois designers brigando por alinhamento:
Ayrton Senna no grid.”
“Há algo profundamente improdutivo em assistir um tutorial de produtividade.”
“Walter Benjamin jamais imaginou o tomada do LinkedIn.”
“Comprei uma lâmpada inteligente.
Agora só sou o mais esperto do recinto no escuro.”
“Todo pop-up é um pedido desesperado de afeto.
Clique aqui, clique aqui, clique aqui!”
“Perguntei à IA quem eu era.
Ela pediu mais contexto.”
“Ata da reunião do apocalipse:
‘encaminhamentos pendentes.’”
“A máquina de abrir o dia veio sem a bendita fonte bivolt.
É a ultima vez que eu compro de Manoel de Barros.”
“Meu currículo Lattes pesa mais que minha autoestima.”
“Acabei de assinar os termos de uso da minha própria subjetividade.
Qual é a pegadinha dessa vez?”
“Todo silêncio acadêmico é um PDF não lido.”
“O impossível é só uma gambiarra sem financiamento.”
“Ser ou não ser.
Depende da licença…
É Adobe?”
“Um homem e uma rede social entram num bar.
Quer sugestões de amigos próximos?”
“O problema do futuro é que ele sempre chega com identidade visual provisória.”
Nenhuma publicação

Comments
Nothing yet. Say the first thing.
Sign in to join the conversation.