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The Magic Letter · Feb 27, 2026

Eu tenho uma teoria

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Patricia Putz · The Magic Letter

Hoje, dia 04 de Dezembro de 2025.
Já é Dezembro? Jesus amado, esse ano voou!

Tempo.

Parece que esse é o tópico em alta na minha alma nos últimos… bem, tempos.

tempo no conversando com Deus

tempo no reel que gravei

tempo hoje, falando com Deus e sendo completamente reabastecida mesmo tendo dormido nada (2h30).

No último mês eu acabei me podando inúmeras vezes de fazer aquilo que vibrava em minha alma, para priorizar o que tinha de ser feito.

Eu tinha um plano um tanto quanto ambicioso (como de costume), mas seja pela sempre constante necessidade-e-benção de ser mãe, seja porque os tempos mudaram (e minha banda larga mental, antiga melancia, está do tamanho de uma noz hoje em dia), o fato é que não consegui concretizar 1/10 do que pretendia.

Isso me frustrou, óbvio.

Mas o que mais frustrou foi essa frustração em detrimento da vazão da minha alma.

Eu tinha toda a intenção de continuar com a teoria ali, no início de Dezembro, mas sabe como é, fiquei sem tempo.

Então, hoje (foi escrito ontem, hihi), dia 26 de Fevereiro de 2026 (meu desaniversário!), venho já comprovar a minha teoria.

Especialmente, vou comentar sobre a última frase que eu havia escrito:

Mas o que mais frustrou foi essa frustração em detrimento da vazão da minha alma.

Gente do céu. Gente do céu. Gente do céu.

A teoria que eu ia apresentar era sobre como fazer as coisas que mais nos preenchem alargam o tempo. Nos trazem tanta VIDA, que parece que tudo rende mais, que tudo cabe mais, que tudo funciona mais.

Foi o que eu vivi, em Dezembro.

Comecei a dar mais vazão ao meu projeto de escrita — e acabei dando tanta vazão à ele, que decidi encerrar minha empresa (mais sobre isso, aqui).

Nessa vazão, consegui também trabalhar no que tinha me proposto (e que vibrava em meu coração, até não vibrar mais…).

Eu via o tempo expandindo a cada palavra escrita no meu livro. Tempo esse que voltava em dobro ou triplo para as outras coisas (como falei ali em cima).

E o ponto é…

Quase três meses depois do início dessa teoria, venho com um contraponto:

Quando temos tempo demais para fazer aquilo que nos preenche por completo, precisamos ainda mais nos comprometer com fazê-lo.

Numa era de distrações, quando eu limpei a que considerava em meu caminho até a realização desse grande sonho (empreender → ser escritora), continuei me vendo… cheia.

Não tão cheia, mas cheia-cheia.

Ficava postergando a implementação de uma decisão já tomada. Abrindo espaço para que minha mente sobrepujasse meu coração, mesmo que só nesse último detalhe.

Veja bem, era lógico que eu não deveria simplesmente sumir do Instagram, só porque não estava mais empreendendo.

Era lógico que eu deveria, primeiro, aproveitar para avisar a todos e levar quem quisesse me acompanhar até essa newsletter.

Era lógico que eu deveria, também, esperar para divulgar minhas Magic Sessions (sessões de mentoria individual) antes de desaparecer do veículo de marketing que eu usava.

E nessa de seguir a lógica, não ia. Não saía.

Aí, adivinha? Continuei com a banda larga mental do tamanho de uma noz, sem nunca ter energia o suficiente para divulgar direito o Substack, quem dirá reabrir minhas Magic Sessions.

Depois de um fatídico carnaval, em meio à eclipses e insights, senti: vou abrir horários de atendimento para Março!

No mesmo instante, umas dez da noite, ia postar um story com o link da agenda aberta.

Fechei o instagram antes de apertar ‘publicar’, porque estava simples demais. Não era uma sequência elaborada. Não tinha narrativa. Era só uma foto do pôr do sol com o aviso da agenda aberta.

Amanhã eu crio algo melhor, e posto.

O problema é que o amanhã nunca chegou, porque essa foi a última vez que me permiti podar meu coração (que dizia para postar daquele jeito, e que dizia para eu sair dessa rede social).

Apaguei o instagram assim que acordei.

Já tinha tentado fazê-lo outras quatro vezes nesse curto 2026.

Em duas delas, precisei voltar atrás e reinstalar o app por questões profissionais (coisas que tinha de amarrar com clientes).

As outras duas não me lembro direito os motivos (o que prova que eram muito menos importantes do que eu me convenci no momento).

E agora… Agora eu me sinto bem. Comentei nessa news aqui que, depois de decidir não ser mais empreendedora, me senti respirando novamente.

Agora, a sensação é a de que meu CÉREBRO está respirando também.
Eu realmente
sinto como se ele oxigenasse mais, sabe?

Isso não é dizer que nunca mais voltarei ao instagram, porque é bem provável que eu volte depois desses 40 dias desérticos onde me propus a ficar sem ele.

Mas… quando/se eu voltar, quero fazê-lo com uma consciência a mais (que, espero, será atingida com a ajuda do Brick // que ainda preciso adquirir, hehe).

Com uma consciência de criadora de conteúdo, apenas. Com um intervalo específico para entrar, criar, e sair.

E interagir/responder as pessoas, 1x ao dia, pelo laptop (como tenho feito hoje).

Acho esse um plano bem viável. Plausível mesmo.

E até lá (sinto que vai ser uns 6 meses sem insta, na verdade), espero também estar tão conectada ao meu coração que eu não deixe de postar por “…” (insira aqui o que falta/precisa corrigir/etc.).

Essa era uma news sobre uma teoria a respeito de tempo.

Mas preciso insistir mais um pouco na questão do instagram, porque (ficar sem) ele me trouxe muitas coisas além de “sentir meu cérebro respirar” e o próprio tempo que não gasto mais com ele (que acaba sendo, muitas vezes, substituído/usado de outras formas parecidas — substack e pinterest ainda são usados, assim como jogar 2048 por tipo, 1h às vezes [1x], hahaha).

Ele me trouxe…

  • Muito mais aceitação estética: não sinto mais o peso do envelhecimento que eu sentia antes. Pqp, inclusive, porque eu só tenho 33 anos e já estava pesando (não que precise ser “já”. pode ser que não pese nunca, e parabéns se for o seu caso!). Percebi que a quantidade surreal de FILTROS que as pessoas usam as distanciam tanto do real que, mesmo eu sabendo disso, meu cérebro fazia comparações inconscientes = resultando em: eu parecendo a única mulher com linhas de expressão no mundo = eu envelhecendo igual um maracujá azedo.

  • Muito mais apreço por mim: linkado ao item anterior, mas esse apreço veio de maneira geral! Parece que fiquei muito melhor em reconhecer minhas boas características e em ter ENERGIA PARA MUDAR as ruins. O que nos leva ao terceiro e último item dessa lista…

  • Muito mais DESFRUTE do presente: gente. Gente. GEEEEENTE. Isso aqui… Sabe qual é a sensação? Que eu voltei para 2021, um ano que foi estrondosamente delicioso para mim. Onde eu fazia tudo com presença & prazer, onde as possibilidades não só eram como PARECIAM SER infinitas (ou seja, eu reconhecia isso // porque elas são assim sempre, mas muitas vezes não as percebemos), e onde eu respirava e dançava e contemplava. Onde tudo tinha significado, e tudo era mais… belo.

E eu também descobri lo and behold o poder do hábito (tenho esse livro há anos, mas nunca consegui engatar na leitura, então não é referência direta à ele, hehe).

Está em perceber quão poderosos nossos hábitos são para as configurações do nosso dia a dia.

Que, por sua vez, são as configurações da nossa vida (afinal, ela É um acúmulo de dias, certo?).

Eu, por exemplo, percebi onde estavam enraizados os meus padrões de uso do instagram, e que mesmo apagando ele, eu continuei levando o celular para os momentos onde eu abriria o insta. E fui vendo que eu precisava, primeiro, mudar o hábito.

Então, comecei a observar os momentos onde, agora, ficava só com o celular na mão e abria para… nada. E depois de observar, fui ativamente mudar. Agora, ou eu respirava e deixava o celular no local onde ele estava (juro, nesse nível de hábito), ou eu substituia por outra coisa (como meu kindle, para ler, ou um caderno, etc.).

E agora, falando em materialização (que é um assunto que eu amo)… Quando pensamos em manifestar uma vida incrível-maravilhosa-perfeita-dos-sonhos, é tudo muito idílico e distante. Mas é pensando em CO-CRIAR isso no dia a dia, no HOJE, que podemos manifestar isso.

Dei uma aula bem linda sobre o assunto, dentro da Academia da Materialização, e se você for aluna pode entrar e assistir a ela aqui (festivais sazonais & outros > aulas magnas > aula * simple magic *).

No mais, espero que tenha sido elucidador por aí. Por aqui, foi revolucionário. 💘

Um beijo,

Pati

Sou escritora, mentora de mulheres, e arquiteta de formação.

Sempre fui fascinada pela construção de mundos. Sejam eles de tijolos, ou de palavras.

Passei minha última década estudando energias sutis, ferramentas de autoconhecimento, e a jornada humana de maneira geral.

Após anos dedicada ao empreendedorismo criativo, chegou a hora de dar vazão ao meu chamado como escritora :) Para mim, vejo na ficção não uma fuga da realidade, mas uma ferramenta de expansão: acredito em escrever para fazer o outro sentir, questionar, e se apaixonar ainda mais pela vida e suas nuances.

Quando não estou escrevendo (hihi) ou com meus filhos, pode ter certeza que estou debruçada em fantasias românticas com finais felizes, estudando/praticando um dos seus muitos hobbies, ou conversando com minhas próprias personagens enquanto preparo o café da manhã (acontece com frequência). Vivo em uma ilha paradisíaca no litoral de São Paulo com meu marido, nossos dois filhos pequenos, e nosso cachorro. ♥️

Read the original on patiputz.substack.com

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