🎵 A La Luz de La Luna, de We're All F*ucked tocando enquanto escrevo pra vocês, com um elefante do lado do motorhome, diretamente do Quênia!
Antes de começar a escrever, eu preciso provar que tem um elefante do lado do motorhome enquanto eu escrevo, porque isso não acontece todo dia:
Pronto, agora podemos começar o assunto desse email :D
Domingo saiu um vídeo no canal que a gente gostou muito do resultado, e vocês também!
Nós fomos fazer uma trilha de 5 dias pelo Rift Valley (o vídeo mostra os primeiros 3 dias), no seu trecho que fica na região da cratera Ngorongoro, na Tanzânia. Essa região é realmente algo de outro planeta. Eu nem vou entrar no fato de que lá ficam, talvez, os melhores safáris da África, porque o tema do vídeo foi outro.
A gente geralmente posta vídeos no YouTube todo domingo (aliás, você já tá inscrito no canal? Se não, clica aqui). Produzir vídeo toda semana por mais de 6 anos significa vídeo pra caramba. Considerando os vídeos curtos e as lives, já são mais de 900 vídeos postados.
Alguns vídeos ficam muito legais, outros nem tanto. Faz parte do processo, e a gente sempre vai aprendendo nessa jornada.
Lá em 2020, quando a gente começou a compartilhar nossa jornada de motorhome pelo mundo, não tínhamos muita ideia do que estávamos fazendo. Queríamos viajar e compartilhar essa jornada com as pessoas, mas não tínhamos muito conhecimento de vídeo, sobre como contar histórias ou sobre como o YouTube funcionava.
Então, a gente ligava a câmera e filmava tudo o que acontecia no nosso dia. Depois, na hora de editar, repassávamos muitas horas de gravações, jogávamos tudo na linha de edição e, de lá, saía alguma coisa.
Nosso canal cresceu rápido e, em 4 meses, monetizamos o canal. Para quem não entende sobre o YouTube: você precisa atingir 1 mil inscritos e 4 mil horas assistidas nos últimos 365 dias para poder receber uma parte da receita dos anúncios que aparecem nos vídeos (você pode monetizar de outras formas com números menores, mas os anúncios trazem a receita mais relevante dentre todas que o YouTube compartilha com os criadores de conteúdo).
Saímos de R$ 0 para começar a ganhar alguns trocados, e isso acendeu uma luz de que existia potencial naquilo.
Só que, 2 meses depois da nossa partida, veio a pandemia e a gente precisou parar de viajar. Ficamos 8 meses na Argentina e, depois, voltamos ao Brasil. Em 2021, viajamos de motorhome pelo Brasil e nosso canal foi minguando.
Acho que foi um misto de as pessoas esperarem outra coisa do nosso canal (a gente falou que ia até o Alasca de motorhome e logo tivemos que parar) e de os vídeos também não serem bons.
Viajamos por 22 estados do Brasil em 2021. Em 2022, as fronteiras começaram a reabrir e a gente retomou nossa missão de chegar até o Alasca de motorhome.
Além de retomarmos a promessa original do nosso canal, a gente também começou a entender melhor a plataforma e passamos a pensar melhor os vídeos. Entendemos que cada vídeo tinha uma história que precisava ser criada, planejada e executada. Nossos vídeos melhoraram muito nesse período, e os resultados confirmaram isso: foram 3,2 milhões de visualizações em 2021 e 5,7 milhões em 2022.
A partir daí a nossa mentalidade mudou e a dinâmica passou a ser:
O que queremos viver? Qual a história que vamos contar sobre essa experiência?
Dá pra dizer que o processo funciona definindo as seguintes questões:
O lugar que vamos visitar.
Qual a experiência que a gente gostaria de viver naquele lugar.
Quais são os fatos curiosos a respeito desse lugar/povo/experiência.
Pesquisa sobre o assunto.
Captação das imagens focadas na história que vamos contar.
Edição focada na história.
Primeiro vem o lugar pra onde vamos, e depois vem aquilo que a gente gostaria de viver naquele lugar. Isso pode ser uma atração turística, um desafio físico, algo que a gente achou interessante de fazer e por aí vai.
Depois, a gente busca fatos curiosos e histórias extraordinárias que podem tornar aquilo mais atraente para as pessoas clicarem e assistirem. Com a definição do que vamos gravar, vem uma pesquisa mais aprofundada sobre tudo.
Feito esse planejamento, é hora de gravar e depois editar, sempre com a história que a gente se propôs a contar em mente.
Quando chegamos na Tanzânia, começamos a procurar experiências pra viver por lá e encontramos no YouTube um vídeo sobre um trekking pelo Rift Valley, com paisagens lindas e um contato bem autêntico com o povo Maasai que vive na região.
Buscamos empresas e encontramos a Nale Moru, que organizou a expedição.
Fomos atrás dos fatos curiosos e descobrimos que o Rift Valley é resultado de um processo de afastamento de duas placas tectônicas que, ao longo de alguns milhões de anos, pode resultar no surgimento de um oceano que vai dividir o continente africano. Descobrimos vários vídeos no YouTube sobre o assunto, com muitas visualizações, o que nos mostrou que isso não só é um fato curioso, como também é algo que desperta interesse nas pessoas.
Tínhamos, ali, uma história: iríamos fazer uma trilha por um lugar que está dividindo a África.
Você pode planejar da melhor forma possível e entender muito do YouTube, mas o comportamento das pessoas é algo que nem sempre você consegue prever. O sucesso de um vídeo tá relacionado com uma série de fatores:
O YouTube testa seu vídeo com uma pequena parcela de pessoas (geralmente as pessoas que já assistem os seus vídeos) e, dependendo do comportamento das pessoas nesse teste ele começa a ampliar ou a diminuir a distribuição desse vídeo. Dá pra aprofundar muito nesse ponto, mas aqui não vem ao caso.
Nosso primeiro objetivo é viver experiências incríveis que gostaríamos de viver. Às vezes fazemos vídeos que sabemos que não vão ter um grande impacto de visualizações, mas ainda assim queremos viver e compartilhar aquilo. Só que isso também é o nosso trabalho, então, para continuarmos viajando o mundo, precisamos do resultado financeiro que o sucesso do conteúdo traz.
Encontrar esse equilíbrio entre o que queremos viver, o que compartilhamos e o que as pessoas querem assistir é a receita da felicidade do YouTuber de viagem :D
Quando um vídeo é postado, você não sabe o que vai acontecer. Pode viralizar, pode flopar, pode ficar na média. Quando flopa, a gente fica chateado, porque existe um custo (emocional e financeiro) pra fazer aquele vídeo ir pro ar. Mas postar muitas vezes ao longo do ano também permite pensar no longo prazo. Alguns vão flopar, faz parte, mas é importante que os próximos sejam melhores.
Quando terminamos a edição de um vídeo (antes de postar), temos a satisfação de uma primeira métrica: esse vídeo ficou legal?
Porque não é só sobre as imagens que você capta, mas sobre como tudo isso é editado. E aqui vai um agradecimento muito especial ao Léo, que edita nossos vídeos há algum tempo (sigam ele lá no @eusouovilla) e tem uma sensibilidade muito legal de montar uma história mesmo sem ter sido o responsável por captar as imagens!
Eu e a Duda planejamos e gravamos, depois passamos para o Léo com as orientações da história. Ele edita, escolhe as músicas e constrói a primeira versão. Depois eu recebo o projeto e finalizo com mapas, narrações e mais alguns ajustes.
Eu exporto o vídeo e subo no YouTube.
Aí vem a métrica da validação social: as pessoas vão assistir? O que estão comentando? Visualizações, curtidas, inscritos, monetização etc.
Idealmente, queremos os dois: entregar um vídeo que nos deixa orgulhosos e ver o sucesso dele em termos de visualizações, comentários e $$$.
Nem sempre isso é possível, mas, como eu sempre falo para a galera do nosso curso de YouTube: Foca no conteúdo! Se, a cada semana, você aprender com o que postou e focar em entregar vídeos melhores, o resultado invariavelmente vem.
Nas próximas semanas, temos histórias muito legais pra contar pra vocês lá no YouTube. E, se você ainda não assistiu ao vídeo do Rift Valley, aqui está o link:
Lá na Comunidade GetOutside rola de tudo para quem quer viajar mais.
Teve estratégia pra aproveitar o dólar, que caiu bastante nos últimos dias. Aliás, ele chegou a bater menos de R$ 5, você viu?!
Pra abrir sua conta na Nomad e aproveitar até US$ 40 de cashback, clica aqui e usa o cupom GET40.
Rolou também aquela ajuda bem específica pra galera do motorhome. Nesse caso, o papo foi sobre qualidade do diesel, aditivos pra usar etc.
E teve uma que eu li e achei que ninguém ia conseguir ajudar, mas essa comunidade sempre surpreende:
Pra entrar na Comunidade GetOutside, receber ofertas de passagens aéreas muito baratas, acompanhar nossos bastidores em tempo real (a galera recebeu vários vídeos do elefante que veio nos visitar hoje), assistir aulas, participar de bate-papos com viajantes e muito mais é só clicar nesse link aqui!

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