E aí, prismáticos e prismáticas! 👋
Estamos chegando em um ano da nossa newsletter e estamos muito, muito felizes com os resultados e a companhia de vocês! Nesses últimos tempos, ouvimos vários feedbacks, batemos papos super legais e percebemos que poderíamos deixar nosso conteúdo mais dinâmico, objetivo e fácil de ler na correria do dia a dia.
Por isso, nas próximas semanas, vamos testar algumas novidades no formato e nos textos. Como esse espaço é construído para vocês, queremos muito ouvir a opinião de cada um! Fiquem super à vontade para responder esta mensagem ou deixar um comentário.
O que vocês mais gostam de ler por aqui? Quais temas não podem faltar de jeito nenhum? Contem pra gente!
Rodrigo Pegoraro, editor-chefe
SUMÁRIO
ÓRBITA BAIXA🤝 – As crises diplomáticas simultâneas do Brasil
A 2220 KM ⚔️ – Duas guerras se aproximaram no Mar Cáspio
O LADO OCULTO DA TERRA 🤨 – A GenZ é desconfiada
NARRATIVAS CÓSMICAS ⛓️💥 – Resgate de trabalho escravo no Ceará
COISA DE OUTRO MUNDO🎧 – Full Circle, de Tom Misch
OBRA DE ARTE DA SEMANA🌳 – Catedral Vegetal, de Giuliano Mauri
ÓRBITA BAIXA
No espaço, mas não tão longe, observamos o que acontece no nosso país.
O que rolou: Os Estados Unidos cancelaram o visto da embaixadora do Brasil em Washington, Maria Luiza Viotti, na terça-feira, 4 de agosto. No mesmo dia, o Brasil rebaixou a relação com a Argentina. Rebaixar quer dizer tirar o embaixador do posto e deixar ali um funcionário de escalão menor. A decisão respondeu a novos insultos do presidente argentino, Javier Milei, ao presidente Lula. A outra frente começou em 24 de julho, quando Lula disse que o Paraguai invadiu Brasil, Argentina e Uruguai no século XIX.
Estimativas paraguaias apontam que cerca de 70% da população morreu naquela guerra. O Congresso do país aprovou uma nota de repúdio, e o presidente paraguaio, Santiago Peña, ligou para Lula. O ministro das Relações Exteriores argentino, Pablo Quirno, disse que o país lamenta a decisão e não vai responder. Viotti não foi expulsa e pode ficar nos Estados Unidos, mas terá que pedir visto novo se sair de lá. O governo brasileiro discute os próximos passos.
Sob o prisma: Repare para que serve uma embaixada. Ela é um pedaço de conversa em terra estrangeira, montado para o dia ruim, depois que o acordo acabou. Por isso chama atenção que o primeiro gesto dessas brigas seja cortar essa linha, com um visto cancelado, um embaixador mandado para casa, o posto rebaixado. Diante de uma ofensa maior, Deus tomou outro caminho e mandou o filho dele ao lado que o tinha insultado, sabendo o que fariam com ele. Ele aguentou, e a conta se fechou ali.
Você conhece alguém que parou de falar e chamou isso de firmeza. É o irmão que sumiu do grupo da família depois da briga do inventário, ou o colega que deixou de te copiar nos e-mails desde aquela reunião ruim. No começo o silêncio parece força e custa pouco. Só que a linha derrubada é a mesma que serviria no dia em que alguém quisesse acertar as contas, e aí não sobra por onde chamar.
Fonte: CNN Brasil
A 2220 KM
Agora, numa órbita alta, analisamos o que acontece em todo o planeta.
O que rolou: O Irã preparou um ataque contra três áreas da Ucrânia e desistiu depois de uma ligação entre os dois governos. Quem contou foi Mohsen Rezaei, assessor militar do líder supremo iraniano, em entrevista à televisão estatal na segunda-feira. A retaliação responderia ao ataque de drones ucranianos contra um navio comercial iraniano no Mar Cáspio, no fim de julho. Um tripulante morreu. A Ucrânia disse que mirava cargas militares russas e garantiu ao Irã que atingir o navio foi um erro.
Rezaei disse que o erro “ainda exige compensação”. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, disse que o país defende as próprias fronteiras e não quer ampliar a guerra. O episódio aproximou dois conflitos separados pelo Mar Cáspio. O Irã manda drones Shahed para a Rússia usar contra cidades ucranianas. E a guerra dos Estados Unidos contra o Irã disputa com a Ucrânia o mesmo estoque de mísseis antiaéreos americanos.
Sob o prisma: Repare no intervalo entre os alvos prontos e a ordem que não veio. A Bíblia tem uma cena assim: tribos de Israel ergueram um altar na fronteira, e as outras juntaram um exército, porque leram aquilo como traição. Antes de marchar, mandaram uma comissão perguntar o que o altar significava, e descobriram um monumento de memória. A guerra não aconteceu. Deus dá ao ofendido o direito de responder mas dá junto o dever de apurar os fatos.
Fazer paz dá trabalho, e Jesus chama de filhos de Deus quem faz esse trabalho. Quem pergunta antes de responder aceita ficar dias sem sentença, ouvindo uma versão que talvez desmonte a própria indignação. E aceita parecer lento. Deus faz isso primeiro, quando procura inimigos ainda armados e paga do próprio bolso o preço daquela conversa. Quem leva o nome dele repete o gesto na fronteira das próprias brigas, com quem lhe deve uma explicação.
Fontes: CNN e Reuters.
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O LADO OCULTO DA TERRA
As tendências despercebidas do nosso planeta
O que rolou: A Geração Z é a geração menos confiante da história recente dos Estados Unidos. É o que mostra a Pesquisa Social Geral de 2024, analisada pelo cientista político Ryan Burge. Entre os jovens adultos, só 13% dizem que a maioria das pessoas é confiável, o menor índice entre todas as gerações. Dois fatores elevam a confiança em todas as faixas etárias: estudo e frequência à igreja. E é na religião que aparece o maior contraste. Entre os jovens da Geração Z que nunca vão a um culto, 88% desconfiam de todo mundo. Entre os que frequentam toda semana, o número cai para 50%. É a maior diferença registrada em qualquer geração.
Sob o prisma: O caderninho de fiado do armazém só existia porque dono e freguês se encontravam toda semana, e cada dívida paga adicionava uma linha de crédito invisível entre os dois. Ninguém assinava um contrato de confiança, mas o próprio costume de voltar que era o vínculo. A confiança é a argamassa invisível da sociedade: ela não nasce da razão, mas do convívio. O dado mais curioso da pesquisa aponta nessa direção: frequentar um culto eleva a confiança em todas as gerações, inclusive na mais desconfiada de todas. Faz sentido. Sentar ao lado de estranhos, compartilhar seus pedidos de oração, deixar que segurem o seu filho nos braços e comer do mesmo pão é um exercício semanal de aposta no outro. Talvez a Geração Z não precise de mais razões para confiar, mas sim de mais mesas.
Fonte: The ARDA.
NARRATIVAS CÓSMICAS
Histórias desse planeta redondo que você precisa saber
O que rolou: Uma mulher de 62 anos foi resgatada em Eusébio, no Ceará, depois de trabalhar sem salário por 55 anos. Ela serviu a três gerações da mesma família. A vítima começou aos sete anos e acabou tratada como herança. O resgate aconteceu graças a uma denúncia anônima. Mesmo com a intervenção do Estado, a trabalhadora continua morando no local. A avaliação dos auditores apontou que tirar a mulher de lá agora causaria mais danos. Décadas de isolamento criaram uma amarra emocional e financeira forte.
Sob o prisma: Essa mulher virou uma herança familiar. A Bíblia ensina que cada ser humano respira e anda por aí com a imagem do próprio Deus estampada. A escravidão começa muito antes de alguém forjar as correntes. Ela nasce no instante exato em que você olha para o outro e só consegue enxergar utilidade. Pense na sua rotina corrida de trabalho. Tem aquele colega de outra área que você só procura quando precisa bater a meta do mês. Ou lembre de quem limpa a sua mesa no shopping, enquanto você senta, almoça e sai sem nunca dar um bom dia. Se a pessoa entrega o serviço rápido e não atrapalha, ela cumpre o roteiro e volta a ficar invisível. Apagar o rosto de uma pessoa para enxergar apenas uma engrenagem é o jeito mais comum de roubar a humanidade de alguém.
Fonte: Globo.
COISA DE OUTRO MUNDO
Nossa curadoria semanal do que tem de melhor por aí
Full Circle nasceu de um momento de exaustão de Tom Misch, que precisou pausar a carreira e se isolar na natureza para reencontrar sua essência longe das pressões da indústria musical. Para traduzir esse processo de cura, ele abandonou os computadores e criou um álbum totalmente orgânico, gravado à moda antiga em fita magnética. A vibe do disco é extremamente acolhedora, nostálgica e intimista. É um som acústico que remete à tranquilidade dos anos 70, misturando a pureza do violão com toques sutis de jazz e bossa nova.
OBRA DE ARTE DA SEMANA
Em vez de usar pedras e cimento, Mauri construiu as colunas e as naves de uma catedral gótica usando galhos secos e, no centro de cada pilar, plantou uma árvore viva. A ideia é que, conforme as árvores cresçam em direção ao céu, a estrutura de madeira morta ao redor delas apodreça e vire adubo, deixando para trás uma igreja feita inteiramente de vida. É uma ilustração perfeita da nossa própria jornada de santificação: muitas vezes, a disciplina de Deus pode parecer uma "gaiola" restritiva, mas, como lembrava C.S. Lewis, é apenas um andaime temporário moldando o nosso crescimento até nos tornarmos a morada que Ele planejou.
HORA DE POUSAR
Não se perca no espaço — volte ao mundo e seja uma bênção!
Que a paz restaure as pontes e o diálogo nas suas relações.
Que a liberdade encontre qualquer amarra que tente roubar a sua humanidade, e que as disciplinas que hoje parecem uma prisão operem como um andaime provisório essencial para apoiar o seu crescimento.
Até a próxima semana! 🚀👨🏼🚀
Escrito por Rodrigo Pegoraro com colaborações de Leonardo Rodrigues.

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