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Entre Linhas com Deivis Chiodini · Jun 8, 2026

Entre Linhas — Edição #2

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Deivis Chiodini · Entre Linhas com Deivis Chiodini

Mais uma semana, mais assuntos para discutir.

Copa do Mundo acontecendo, mercado da NFL ainda movimentado e algumas histórias que merecem mais do que uma linha no feed. É o que você vai encontrar aqui. Vamos lá.

Veteranos disponíveis: tem ouro ainda no mercado

A free agency da NFL não acaba no dia em que a correria começa. Ele vai esfriando ao longo dos meses, e é justamente nessa segunda etapa que aparecem algumas das melhores oportunidades. Tyreek Hill, Stefon Diggs, Taylor Decker — nomes assim ainda estão disponíveis, e isso merece atenção.

Ninguém está dizendo que qualquer um deles vai chegar e ser o que foi no auge. Não é sobre isso. É sobre custo-benefício, sobre contexto, sobre o time certo enxergando o encaixe certo. Um veterano experiente num esquema que valorize o que ele ainda tem para oferecer pode ser exatamente o que uma equipe precisa para dar um passo. Às vezes o melhor negócio não está no Draft — está esperando o telefone tocar.

Fiz um vídeo olhando para os sete nomes mais relevantes ainda sem time e os destinos que fazem sentido. Vale muito a pena.

Parsons só na metade de outubro: os Packers têm um problema real

A informação de que Micah Parsons não estará disponível até meados de outubro — o que pode significar até seis jogos fora — é uma das piores notícias possíveis para os Packers no início de temporada.

E o motivo vai além do óbvio. Claro que perder o melhor pass rusher do time dói. Mas o efeito cascata é o que complica de verdade. Sem pressão consistente no quarterback adversário, a secundária fica exposta. Os Packers não têm outros nomes capazes de absorver esse peso. Vai ser um começo de temporada difícil, e os adversários já sabem disso.

Fiz um vídeo exclusivo para membros do canal detalhando o impacto jogo a jogo.

Fique de olho em Abdul Carter

Uma boa forma de antecipar quem vai explodir é olhar para o que aconteceu nas últimas semanas de temporada — quando os rookies já entenderam o jogo e começaram a impor o talento que os colocou no Draft.

Os números de Abdul Carter no final da temporada passada pelos Giants dizem muito. Nas últimas 6 semanas, foram 28 pressões — 42% de tudo que produziu no ano inteiro. Três sacks e meio, contra 0,5 antes desse período. Seis tackles para perda de jarda, contra apenas um anteriormente. Ou seja: o motor estava esquentando, e no momento em que chegou à temperatura certa, o time já estava em entressafra.

Terceira escolha geral do Draft de 2025, Carter agora joga sob o comando de John Harbaugh. Treinador experiente, cultura de trabalho séria, ambiente que acelera o desenvolvimento de jogadores. Se a curva de evolução continuar, estamos falando de um dos nomes mais interessantes da temporada que vem.

Copa do Mundo: a emoção não precisa de lógica

Sim, eu sei que o Brasil não é favorito. Sei de todos os problemas, das discussões táticas, das dúvidas sobre o elenco. Entendo tudo isso e concordo com boa parte.

Mas tem uma hora em que a análise precisa dar lugar ao sentimento. E Copa do Mundo é exatamente esse momento.

Nunca vou conseguir assistir um jogo do Brasil numa Copa sem que a memória afetiva tome conta. O título de 94, aquela seleção diferente de tudo que veio antes e depois. A dor de 98, Zidane aparecendo de um jeito que não era esperado. A alegria absoluta de 2002, que até hoje parece irreal. A decepção de 2006, saindo com um time que era muito badalado, e por aí vai.. Cada Copa deixou uma cicatriz ou uma alegria que não sai.

E enquanto o Brasil não entra em campo, cada Equador x Curaçao, cada Canadá x Catar vai ser aproveitado sem cerimônia. Porque é Copa do Mundo. Isso não precisa de mais explicação.

Dica cultural: Abbott Elementary

Se você ainda não assistiu Abbott Elementary, esta é a semana.

A série acompanha o dia a dia de professores numa escola pública de Philadelphia, com todos os perrengues, falta de estrutura, dramas pessoais e pequenas vitórias que isso implica. Cada episódio tem cerca de 30 minutos — formato que não pesa, que você consegue encaixar em qualquer momento do dia. O humor é leve, os personagens têm profundidade de verdade, e a série vai conquistando sem que você perceba exatamente quando isso aconteceu.

Um detalhe para os fãs de NFL da região: prepare-se para cruzar, de vez em quando, com alguns jogadores dos Eagles aparecendo por lá. Não vou estragar mais do que isso. Tá no Disney+, é só clicar e se divertir.

Até a próxima semana. Se gostou, compartilha com alguém que curte essas histórias — é assim que a newsletter cresce. Obrigado por estar aqui.

Deivis

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Read the original on deivischiodini.substack.com

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