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Entre Linhas com Deivis Chiodini · Jun 2, 2026

Entre Linhas — Edição #1

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Deivis Chiodini · Entre Linhas com Deivis Chiodini

Bem-vindo(a). Isso aqui é de graça mesmo.

Você chegou até aqui, então deixa eu te explicar o que é isso.

Entre Linhas é uma newsletter gratuita — e vai continuar assim. Toda semana um punhado de assuntos que merecem mais do que um tweet: NFL, futebol brasileiro, Draft, cultura pop, documentários, mídia esportiva. Coisas que eu vejo, ouço, leio e quero discutir com mais calma do que os formatos habituais permitem. Sem paywall, sem plano premium. Só texto e opinião.

Se você me conhece da ESPN, do ProFootball, On The Clock do YouTube, sabe o que esperar. Se chegou aqui sem saber quem eu sou: bem-vindo também. Vamos nos conhecendo pelo caminho.

Myles Garrett nos Rams: na NFL, todo mundo tem preço

A troca de Myles Garrett para o Los Angeles Rams foi o tipo de movimentação que para o fã médio parece impossível — e que dentro da liga é apenas lógica de negócios. Garrett é um dos melhores jogadores do planeta. E mesmo assim foi negociado.

Isso diz tudo sobre a NFL. Não existe intocável. Existe contexto, existe salary cap, existe janela de competição. Os Browns avaliaram que o momento deles não justificava segurar um contrato daquele tamanho, e os Rams enxergaram uma oportunidade de dar o salto que faltava. Nenhum dos dois lados está errado — é só a liga funcionando como ela é.

Falei com mais detalhe sobre isso no canal. Vai lá.

AJ Brown para os Patriots: quem tem culpa numa separação?

Quando uma relação termina mal, o instinto humano é encontrar o vilão. Com AJ Brown e os Eagles foi a mesma coisa — os dois lados saíram com arranhões na imagem.

Mas talvez a pergunta certa não seja “quem errou mais?” e sim “isso ainda tinha conserto?” Às vezes duas partes chegam num ponto onde o melhor para os dois é seguir em frente. Brown vai para um Patriots em reconstrução que vai construir o jogo em volta dele. Os Eagles ficaram sem o WR1, mas também sem a tensão que vinha se acumulando há temporadas. Recomeço para os dois lados. Pode dar certo para os dois também.

Minha leitura completa está no vídeo.

Os 5 melhores RBs de 2026: exercício de humildade

Ranquear running backs é, provavelmente, a projeção mais ingrata do futebol americano. É a posição que mais depende de contexto — linha ofensiva, esquema, volume de passes do time, situação no jogo. Um RB elite num time errado some nas estatísticas. Um RB mediano no sistema certo parece All-Pro.

Mas a gente faz assim mesmo. No Semana NFL montamos uma lista dos cinco melhores da posição para a temporada que vem. Vale assistir menos pela lista em si e mais pela discussão sobre o que torna um running back realmente bom hoje. Além disso, tem discussões sobre as trocas acima também.

Seleção Brasileira: os novos pedindo passagem

A vitória recente da Seleção confirmou algo que já estava ficando evidente: esse time funciona melhor quando joga com três homens no meio-campo. Mais compactação, mais transição, mais equilíbrio entre defesa e criação.

E enquanto o esquema se ajusta, alguns nomes estão tornando a vida dos titulares mais difícil a cada dia. Danilo Santos impõe ritmo e intensidade que não dá para ignorar. Rayan chegou com personalidade. Endrick continua provando que não é hype — é real. Titularidade não pode mais ser garantida só pelo histórico. Quem não está bem vai perder espaço, e isso é o melhor sinal possível para o Brasil.

Dica cultural: Clarkson’s Farm

Por acaso — literalmente por acaso, numa dessas noites em que o algoritmo decide por você — caí no Clarkson’s Farm, da Prime Video. E não consegui parar.

Para quem não conhece: Jeremy Clarkson, o cara do Top Gear, resolveu tocar a fazenda que comprou em Chipping Norton, no interior da Inglaterra, sem saber absolutamente nada sobre agricultura. O que poderia ser só comédia de situação virou algo surpreendentemente humano — sobre fracasso, teimosia, burocracia absurda e a brutalidade silenciosa do trabalho no campo.

Mas o que faz o programa funcionar mesmo é o Clarkson. O humor britânico já é seco por natureza. O dele é ainda mais. Ele sofre, reclama, erra feio, e mesmo assim você torce para ele de um jeito que não esperava. É televisão de verdade. Altamente recomendado.

É isso por essa semana. Obrigado por estar aqui desde o número 1 — isso significa mais do que parece.

Até a próxima.

Deivis

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Read the original on deivischiodini.substack.com

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