Fiquei um pouco triste ao perceber que os livros que mais gostei foram todos lidos na primeira parte do ano. Resolução: encontrar um novo favorito em Agosto. Mas para já, o destaque é para:
Um autor português que descobri no início do ano, por causa da página Literacidades. O livro fala-nos de uma mulher que engravida de uma relação ilícita e foge. Na verdade o livro não é sobre nada disso, apesar de eu não ter mentido. É sobre solidão e desespero. E quanto mais olho para a lista de lidos de 2026 ao momento, mais reparo como foi marcante.
Um romance todo em cartas (aka epistolar) sobre uma senhora muito teimosa a lidar com o seu envelhecimento, com o seu isolamento e com descobertas sobre o seu passado. Descobri-la e à sua história através da sua correspondência foi fabuloso. O livro passa a correr, como a vida.
Já tinha adorado o Para Acabar de Vez com Eddy Belleguelle e neste vamos mais uma vez aos bastidores da vida do autor. Curioso como pela sua descrição de si neste livro, o vemos quase como um homem calculista, mau da fita, quando sabemos que é um menino assustado e reprimido, vítima do seu contexto familiar, a fazer o que pode para sobreviver.
Mais do que ler ou ver séries (duas atividades mais comuns na minha vida), no primeiro semestre deste ano vi muito filmes no cinema (não Só, mas sobretudo). Misturou-se uma resolução de ano novo, com o facto de descobrir que ia ser mãe - ou seja, saber que devo passar uns bons meses (anos?) sem ir ao cinema. Custou-me deixar outros de fora, mas os meus favoritos foram:
Parece um romance muito fofo, depois torna-se dramático e acabei a rir muito. Este filme é tudo e nada direi senão isto: começa verdadeiramente quando, num jantar com amigos, uma semana antes do casamento, decidem falar sobre “a pior coisa que já fizeram na vida”. Conselho: não joguem a esse jogo. Nem quero saber se para vocês o Pattinson será sempre um ator-vampiro medíocre ou estão cansados da Zendaya aparecer em 3 a cada 2 filmes. Vejam.
Mais uma vez, um filme que não pode ser colocado num só género. Tem terror e violência, tem falhas humanas, faz rir a potes e questionar a índole de cada personagem. Acho um escândalo que estes dois filmes (e o terceiro) não sejam absolutamente virais.
Ficou para o fim, mas talvez seja o melhor - e certamente já falei dele em todas as minhas redes sociais, incluindo o Substack. É a biopic do Robbie Williams, com ele feito em macaco. Esse foi o motivo para eu não ter visto o filme há mais tempo (ser um macaco), mas também é parte do que o torna uma obra de arte. Juro que não se arrependem. Todas as falhas e glórias são expostas em simultâneo, enquanto recordamos grandes êxitos que todos sabemos cantarolar - não me mintam.
Está será a categoria mais difícil porque vi muito pouca coisa. Não estou capaz do nível de compromisso que uma série exige. Assim, temos:
A primeira temporada já tinha sido genial, esta não fugiu ao nível. Uma série de médicos melhor que as outras, com mias crítica social, com personagens mais complexas e onde o foco não é saber quem dorme com quem.
Todas as fases de cabeça cheia exigem acompanhamento regular de uma série cómica de 20 minutos por episódio. The Middle, uma série antiga que só estou a ver agora tem sido perfeita para isso. A Sue e o Brick moram no meu coração (coração) e o desastre retratado naquela forma de parentalidade, faz-me sentir bem com a minha futura função!
E fica uma série que é afinal um reality show: celebridades britânicas largadas numa ilha com o Bear Grills vão enfrentar “desafios de sobrevivência”. Basicamente entram numa arena onde o Bear os vai caçar e têm um tempo limitado para fugir. Quase tive vontade de ir tentar a minha sorte.
Todas as segundas, às 8h, começa a tua semana com a medicação recomendada por médico nenhum. Um comprimido com efeito placebo, mas sem efeitos secundários.
Se conhecerem quem goste de tolices e reflexões inconsequentes, partilhem o comprimido!
*Este link é de afiliado da Bertrand, lembrem-se que tenho uma filha para criar.
No posts

Comments
Nothing yet. Say the first thing.
Sign in to join the conversation.