Curta esta postagem clicando no ícone de coração acima. Dê uma assinatura de presente por R$ 20/mês aqui
Bom dia! ☀️
Radar da semana
🚬 Cortina de fumaça
👀 A masterclass de PR do Demna
⭐ Fronteiras do Pensamento
🧜♀️ Um novo logo (fofo!) pra Nike
📹 O novo filme fashion de Cate Blanchett
🆕 Rapidinhas
🎵 Uma música do ❤️
Moda, música e cultura pop voltam a glamourizar o cigarro em um momento marcado pelo excesso e pela fadiga da perfeição
Durante décadas, o cigarro ocupou um lugar central no imaginário cultural da moda e do cinema. De Audrey Hepburn a Kate Moss, ele foi eternizado como símbolo de glamour, rebeldia e poder. Mas, após anos de campanhas e políticas de combate ao tabagismo, volta a parecer cool e desejável.
Fumar é o novo-velho mau hábito dos nossos tempos.
De dois anos pra cá, o cigarrinho vem ganhando cada vez mais espaço público na moda e na cultura pop. Se antes pegava mal para uma celebridade aparecer fumando em um trabalho, agora ele volta a fazer parte da construção criativa, aparecendo em letras, videoclipes, shows e editoriais de artistas como Charli xcx, Lorde, Addison Rae e até Beyoncé, que acendeu um cigarro no palco durante sua turnê Cowboy Carter enquanto cantava Ya Ya.
Em um desfile da colaboração entre 16Arlington e Antony Price Salon, em Londres, Lily Allen entrou na passarela segurando um cigarro aceso, em um look inspirado em Holly Golightly, personagem de Audrey Hepburn em Bonequinha de Luxo. Na música Headphones On, Addison Rae canta Guess I gotta accept the pain / Need a cigarette to make me feel better.
A faixa What Was That, de Lorde, também coloca o ato de fumar como um hábito que está presente em momentos de emoção, da angústia ao êxtase: We kissed for hours straight, well, baby, what was that? / I remember saying then, ‘This is the best cigarette of my life.
Na época do lançamento de Brat, Charli XCX resumiu o conceito do seu “brat summer” como “um maço de cigarros, um isqueiro Bic e uma blusa branca sem sutiã”. Charli é uma fumante tão assumida, que ganhou no aniversário de 32 anos um buquê de flores decorado com cigarros, presente de Rosalía. Entre outras celebridades fotografadas fumando recentemente estão Bella Hadid, Sabrina Carpenter, Doechii e Lily-Rose Depp. Hailey Bieber, a rainha da estética clean girl, surpreendeu o público ao aparecer fumando em um editorial para a revista Interview, usando um vestido laranja volumoso e dramático da Saint Laurent.
O cigarro volta a circular como item fashion que, em vez de parecer nocivo, revisita uma ideia antiga de glamour. Mas o que está por trás deste retorno? O fenômeno parece surgir da convergência de diferentes movimentos - estético, comportamental e até político.
Parte da resposta está na nostalgia, uma das tendências mais dominantes dos últimos anos. O revival do indie sleaze, traz de volta ao centro da cultura pop uma estética ligada ao hedonismo, ao excesso e à liberdade despreocupada dos anos 2000. Era o universo de Kate Moss, Amy Winehouse, Courtney Love, Mary-Kate e Ashley Olsen, Alexa Chung e Alison Mosshart: noites intermináveis, flashes estourados, magreza extrema e cigarros como extensão da personalidade cool.
A volta do indie sleaze parece ser uma reação à era das clean girls, do wellness, da produtividade e da busca pela aparência e vida perfeitas. Tem uma fadiga da perfeição e uma nova vontade de bagunça.
O cigarro volta menos como hábito e mais como linguagem visual; ele é o novo “prop” dessa cultura. Ganhou até um perfil no Instagram, o Cigfluencers, que posta fotos antigas e atuais de… celebridades fumando. Já o site How Many Cigarettes? conta quantos cigarros são acendidos em filmes e séries.
O ponto é que esse movimento vai além da nostalgia Y2K. Existe hoje um fascínio renovado pelo comportamento excessivo, desde que ele venha embalado de forma sedutora.
Um exemplo recente é o clipe Storm, do rapper sueco Yung Lean. Dirigido por Romain Gavras e com coreografia de Damien Jalet (nome por trás de trabalhos como Suspiria, de Luca Guadagnino, Anima, de Paul Thomas Anderson, além de shows de Madonna e Florence + The Machine), o vídeo é visualmente hipnótico e inundou as redes sociais nas últimas semanas. Ambientado em uma escola masculina distópica, acompanha Lean no papel de um bully que intimida seus colegas em um ambiente sem autoridade, limites ou consequências. E claro, ele também fuma no clipe.
Se por um lado o filme parece dialogar com discussões contemporâneas sobre masculinidade, alienação e a pressão para performar, por outro ele propaga um comportamento contra o qual estamos fortemente tentando lutar, o bullying. E o fato do video ser impactante esteticamente, coloca uma postura violenta em uma roupagem sedutora.
Estamos vivendo um momento em que figuras públicas normalizam a quebra de pactos coletivos, regras e consensos. Comportamentos antes vistos como irresponsáveis, agressivos ou politicamente inaceitáveis passam a ocupar posições de admiração cultural, o que acaba criando uma atmosfera mais permissiva. E aí passam a fazer parte da cultura red pills, tech bros, a estética da magreza extrema e até os procedimentos surreais que temos visto em celebridades e influencers.
A moda, como sempre, responde rapidamente às mudanças de valores e comportamentos. Em um texto para o New York Times, a escritora Amy Odell observa que “as pessoas parecem cada vez menos preocupadas em esconder seus excessos” ao analisar a normalização de procedimentos estéticos cada vez mais extremos entre celebridades e elites econômicas. Existe algo em comum entre rostos hiper modificados e a volta do cigarro como símbolo cool: o excesso deixa de ser escondido e volta a circular culturalmente com glamour. Se antes bolsas de luxo funcionavam como símbolo de status, agora rostos esticados, preenchimentos, implantes e cirurgias altamente visíveis também passaram a ocupar esse lugar. O que antes era para ser discreto, agora passa a ser exibido.
Se em 2013 Gywneth Paltrow podia dizer livremente que “o que faz a vida interessante é encontrar o equilíbrio entre cigarro e tofu”, hoje não é tão simples assim, visto o que já sabemos sobre os efeitos do tabaco. Mas, ao menos enquanto essa nostalgia durar, o cigarro seguirá ocupando esse lugar ambíguo entre o glamour e a decadência; menos sobre saúde e mais sobre desejo. E desejo raramente é racional.
Este artigo foi escrito originalmente para a nova plataforma Page 9. Ele não é uma apologia ao cigarro, apenas a observação de um movimento que já está acontecendo.
Fechar a Times Square, chamar o Tom Brady para desfilar, fechar o show com a Cindy Crawford, coloca na primeira fila Kim Kardashian e Mariah Carey (que chegou com 3 pessoas para ajuda-la a tirar o casaco e arrumar seu cabelo)… E ter 50 telões de várias alturas transmitindo imagens e videos da Gucci.
Pense nas autorizações de segurança, nas negociações com todas as partes envolvidas… As marcas de luxo sempre se superam quando o assunto é a locação de um desfile, mas nenhuma marca tinha conseguido fechar a Times Square. “Eu queria fazer o impossível e colocar a Gucci no centro desta metrópole", disse Demna Gvasalia, rei do PR e diretor criativo da marca. Realmente, na moda, até o impossível tem um preço.
O Fronteiras do Pensamento abre uma temporada com três pensadores contemporâneos ao longo deste ano, sob o tema Como Navegar em um Mundo Complexo.
09.06 Tyler Cowen
17.08 Gabriel Rolón
14.10 Gilles Lipovestky
Tyler Cowen, o primeiro palestrante, é economista, escritor e um dos intelectuais mais influentes dos Estados Unidos atualmente. Ele conecta economia, tecnologia, cultura, comportamento humano e inovação de uma forma acessível e também provocadora e traz conceitos e novas tendências antes delas se tornarem evidentes para todos.
Para quem trabalha com comunicação, cultura, negócios, inovação ou comportamento, o interesse está justamente nessa visão ampla. Vamos?
Ingressos aqui e é só você usar o cupom CAMILAYAHNTF26 para ganhar 30% de desconto em qualquer modalidade de ingresso
Local: Auditório Ruy Barbosa, dentro do Mackenzie, em São Paulo.
A Nike convidou a jovem artista portuguesa Ema Gaspar para reinterpretar e renovar elementos da sua linha infantil.
Ema desenha com lápis de cor e grafite, e tem um traço delicado, quase infantil, e que mistura figuras femininas com elementos da natureza, resultando em imagens delicadas e lúdicas. Adoro quando uma marca dá liberdade para um artista mexer no logo. Claro que é uma collab com tempo pra acabar, mas é bom dar um refresh em algo tão permanente quanto uma logomarca.
A atriz Cate Blanchett juntou-se à adaptação do livro Fashionopolis: The Price of Fast Fashion and the Future of Clothes, da jornalista Dana Thomas. A direção é do documentarista Reiner Holzemer, conhecido por seus filmes sobre grandes nomes da moda, como os docs de Martin Margiela e Dries Van Noten.
A produção investiga a indústria global da moda, avaliada em cerca de US$ 3 trilhões, analisando os impactos ambientais e humanos de um sistema baseado em velocidade e escala. Mais do que um documentário sobre moda, Fashionopolis abre uma conversa sobre um dos grandes dilemas da indústria da moda e da vida contemporânea: como conciliar desejo, consumo e crescimento econômico com responsabilidade.
Rosa Kate Moss
A empresa Peter Beales Roses apresentou durante o Chelsea Flower Show, em Londres, a rosa “Kate Moss”, uma variedade desenvolvida ao longo de muitos anos em homenagem à supermodelo. É só isso mesmo que eu tenho pra falar sobre isso.
O ponto de ônibus da Gucci
Quando espaços cotidianos se transformam em momentos de marca. Em Chengdu, uma das cidades mais importantes da China hoje em termos de consumo, a Gucci transformou um ponto de ônibus em uma ativação de grande impacto visual para celebrar o Ano do Coelho.
Eu amei esse palco do Harry
Harry Styles iniciou a Together, Together Tour com uma super estrutura em Amsterdã. O palco é enorme, com grandes passarelas. Achei lindo. Esse show chega por aqui em julho, com quatro apresentações no Morumbi.
Kylie: Chorei muito nessa série documental sobre a Kylie Minogue. Precisou ter uma Kylie para existir uma Robyn e tantas outras cantoras pop. (Netflix)
Os Anos Novos: Uma série espanhola linda, original, leve, triste, engraçada, encontros e desencontros, assim como a vida (Mubi)
DTF St. Louis: Muito boa, acho que já falei dela antes aqui. Os atores estão ótimos e ela vai surpreendendo a gente ao longo do caminho. Com Jason Bateman, Linda Cardellini e David Harbour. (HBO)
Hooster: Leve e divertida, dos mesmos criadores de Ted Lasso. Você nao vai ficar mais inteligente por assistir essa série, mas é um programa bem humorado e sem compromisso. Com Steve Carrell. (HBO)
Captive, Histórias sobre Reféns: É de 2016, mas eu só descobri agora. Cada episódio reconstrói as negociações por trás de sequestros mais complexos da história.
Hot in December, minha nova velha música preferida da Kylie

Comments
Nothing yet. Say the first thing.
Sign in to join the conversation.