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Hit or Miss por Camila Yahn · Jun 11, 2026

O que a Fórmula 1 tem que a moda quer?

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A corrida do luxo pelo mercado masculino; o filme de Madonna e a dupla Robert & Olivia

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Bom dia! ☀️

Radar da semana

🏎️ Gucci na F1

🕷️🦋 Robert & Olivia

💋 O super clipe da Madonna

💟 Bordados contemporâneos

🎵 Uma música do ❤️

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O que a Fórmula 1 tem que a moda quer?

A corrida do luxo pelo mercado masculino

Demna Gvasalia, Flavio Briatore e Bernard Arnaud no lançamento oficial da Gucci Racing Alpine / Foto: Reprodução

Eu tenho tentado entrar cada vez menos nas redes sociais e o preço disso é que às vezes eu fico sabendo das novidades com menos agilidade. Foi o caso da notícia recente de que a Gucci havia entrado na Fórmula 1 como principal patrocinadora da escuderia Alpine (que, a partir de 2027 passará a se chamar Gucci Racing Alpine). Quem me contou foi meu filho de 15 anos em uma viagem de carro que fizemos juntos (bem mais legal que saber pelas redes).

O movimento acontece poucos meses depois de outro anúncio: o grupo LVMH fechou uma parceria global de 10 anos com a Fórmula 1, envolvendo as marcas Louis Vuitton, TAG Heuer e Moët Hennessy.

Por que, de repente, a Fórmula 1 virou o novo objeto de desejo do luxo? O que faz duas marcas concorrentes, quase ao mesmo tempo, apostarem tanto dinheiro neste esporte?

Porque a Fórmula 1 deixou de ser apenas um esporte. Graças à Hollywood e à Netflix, às redes sociais e à transformação dos pilotos em celebridades globais, ela se tornou uma plataforma cultural. Virou um lugar onde performance, entretenimento e lifestyle se encontram. Já era assim na época do Senna, mas sem as redes para proliferar as cenas e o universo ao redor, a gente não tinha muito essa sensação.

Hoje, a Fórmula 1 oferece exatamente o que as marcas de luxo procuram: audiência internacional, alto poder aquisitivo, público jovem, crescimento entre mulheres, grande relevância cultural e forte presença masculina - esta última é a mais reveladora para mim pois mostra um enorme investimento no segmento masculino. Vejo aí uma corrida por este consumidor que hoje compra moda, perfumes, relógios, skincare e experiências com a mesma naturalidade com que acompanha esporte. É um jeito diferente do feminino de consumir.

Imagem criada pela Nike

Fora isso, o esporte virou uma das formas mais eficientes de falar com o consumidor de maneira mais orgânica e verdadeira. Tanto que nos últimos anos, o luxo vem apostando alto nos grandes eventos esportivos globais:

Louis Vuitton + Copa do Mundo: desde 2010, a marca cria os baús que transportam e apresentam o troféu da FIFA. E também produz baús para Roland Garros, Fórmula 1 e os Jogos Olímpicos, entre outros eventos esportivos globais.

LVMH + Olimpíadas de Paris: a Chaumet desenhou as medalhas olímpicas, a Berluti criou os uniformes da delegação francesa e a Louis Vuitton produziu os baús das medalhas e da tocha olímpica.

Prada + America’s Cup: há mais de 20 anos, a Prada é parceira da principal competição de vela do mundo através de sua equipe Luna Rossa Prada Pirelli.

Dior + Paris Saint-German: A Dior foi a primeira marca de luxo a vestir oficialmente um clube de futebol. Ao criar o guarda-roupa do Paris Saint-Germain, transformou os jogadores em embaixadores da maison e ajudou a inaugurar uma nova fase de aproximação entre moda, esporte e cultura pop.

Prada + NASA: A Prada foi além do esporte. Em parceria com a Axiom Space, ela colaborou no desenvolvimento dos trajes que deverão ser utilizados na missão Artemis III, que quer levar astronautas de volta à Lua.

Nike: A gigante esportiva fechou collabs globalmente para esta Copa do Mundo. A Jacquemus fez a coleção para a França, a Palace para a Inglaterra e o Virgil Abloh Archive para os Estados Unidos.

O que mais me chama atenção nessa história toda é que as marcas de luxo não estão apenas entrando no esporte. Isso elas já tem feito faz um tempo. O ponto é que estão marcando presença cada vez mais bold nos principais eventos do mundo, se aproximando de territórios associados à performance, disciplina e excelência. A inspiração e os negócios estão se expandindo cada vez mais para outras arenas, da pista de corrida à Lua. Realmente, para o luxo, o céu é o limite.

Obrigada pela leitura! Este post é gratuito, sinta-se a vontade para compartilhar ; )

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Robert & Olivia

Robert Smith no show de Olivia Rodrigo no Primavera Sound / Foto: Reprodução

Bom, essa parceria entre gerações deve ter te alcançado, tenha você 20, 60 anos ou qualquer idade no meio do caminho. De um lado, Robert Smith, lenda dos anos 80. Do outro, Olivia Rodrigo, estrela da nova geração do pop.

Em sua aparição surpresa no festival Primavera Sound sábado passado em Barcelona, ela chamou Robert ao palco para fazer um dueto na nova (e linda) música, What’s Wrong With Me, primeira colaboração de Olivia.

Eu já assisti a esse video umas 20 vezes e sempre choro. Choro porque fui uma fã doida do Cure e meio que volta tudo quando vejo ele cantando. Me emociono com a alegria, a espontaneidade e a energia jovem da Olivia, uma menina de 20 e poucos anos realizando um sonho ao cantar com um de seus “heróis pessoais”. E acho uma fofura a timidez do RS, seu jeito sem jeito no palco, a timidez, a humildade, mesmo com tanta experiência e tendo experimentado uma fama bem maior e longeva que a de Olivia.

No ano passado a cantora já tinha convidado ele para subir ao palco durante seu show em Glastonbury, onde cantaram Friday I’m in Love e Just Like Heaven. Inclusive, na faixa Drop Dead, ela canta “You know all the words to Just Like Heaven, and I know why he wrote them". Rodrigo também escreveu uma música chamada The Cure, que também integra o álbum que será lançado dia 12.06, You Seem Pretty Sad for a Girl So In Love (minha filha me contou todo o babado por trás desse álbum, dá um google).

Robert Smith com Olivia Rodrigo e sua banda no backstage de Glastonbury em 2025 / Foto: Reprodução

A história continua, com Robert dizendo que se tornou um grande admirador do trabalho dela, enfim, amigos. E a história entre eles não é apenas sobre música. É sobre como referências atravessam gerações - ainda mais do consumo rápido, atenção fragmentada e inteligência artificial. Momentos assim, que acontecem por pura identificação e admiração, são reconfortantes e autênticos, por isso tanta gente ficou emocionada.


Madonna e o super clipe de Confessions II

Madonna lançou nesta segunda o Confessions II - The Film, com a participação de Kate Moss, Arca, Honey Dijon, Benedict Cumberbatch, sua filha Lourdes Maria, entre outros. Com patrocínio da Dolce & Gabbana, o super clipe tem 10 minutos e chega ao auge com a cena do banheiro de todos dançando juntos. Fora esse momento, que achei muito bom, não vi nada muito incrível ou inovador no nível Madonna. na verdade, o que mais me espantou é a quantidade de botox e harmonizações faciais.

Uma coisa legal foi ela ter investido num clipe de 10 minutos na era dos conteúdos ultra rápidos. Assista acima, caso não tenha visto ainda, e me diga se amou ou não.

Cenas Costuradas

Eu posso ficar horas no perfil e no site da artista francesa Sandrine Torredemer e seus bordados hiper minuciosos. Usando agulhas, fios e tecidos de diversas texturas, ela borda a partir de fotos antigas ou momentos da cultura pop contemporânea, como a foto da Kate acima ou uma cena do filme Lost in Translation, da Sofia Coppola.

Scarlett Johansson no filme Lost in Translation

Os bordados do verão europeu também são lindos e ainda mais especiais pela quantidade de detalhes. Inspirada pelas praias do sul da França, ela recria guarda-sóis coloridos, banhistas, surfistas e casais caminhando à beira-mar.

That's all por hoje ; )

E pra encerrar 👋 💋

I Don't Wanna Dance, Eddy Grant, uma música deliciosa direto de 1982

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