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Café com Alecrim · Mar 31, 2026

A quem você procura?

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Ressurreição: da dor à esperança

1.

Milagres. Eu preciso, você precisa. Precisamos? Qual o milagre que necessitamos realmente? Hoje quero olhar para o maior milagre de todos, o milagre definitivo, a ressurreição de Jesus e compreender como a dor tem seu fim, e a esperança nos move. Vamos ao Evangelho de João 20.1-18.

No primeiro dia da semana, bem cedo, enquanto ainda estava escuro, Maria Madalena foi ao túmulo e viu que a pedra da entrada tinha sido removida. Correu e encontrou Simão Pedro e o outro discípulo, aquele a quem Jesus amava, e disse: “Tiraram do túmulo o corpo do Senhor, e não sabemos onde o colocaram!”. Pedro e o outro discípulo foram ao túmulo. Os dois corriam, mas o outro discípulo foi mais rápido que Pedro e chegou primeiro ao túmulo. Abaixou-se, olhou para dentro e viu ali as faixas de linho, mas não entrou. Então Simão Pedro chegou e entrou. Também viu ali as faixas de linho e notou que o pano que cobria a cabeça de Jesus estava dobrado e colocado à parte. O discípulo que havia chegado primeiro ao túmulo também entrou, viu e creu. Pois até então não haviam compreendido as Escrituras segundo as quais era necessário que Jesus ressuscitasse dos mortos. Os discípulos voltaram para casa. Maria estava do lado de fora do túmulo. Chorando, abaixou-se, olhou para dentro e viu dois anjos vestidos de branco, sentados à cabeceira e aos pés do lugar onde tinha estado o corpo de Jesus. Os anjos lhe perguntaram: “Mulher, por que você está chorando?”. Ela respondeu: “Porque levaram o meu Senhor, e não sei onde o colocaram”. Então, ao virar-se para sair, viu alguém em pé. Era Jesus, mas ela não o reconheceu. “Mulher, por que está chorando?”, perguntou ele. “A quem você procura?” Pensando que fosse o jardineiro, ela disse: “Se o senhor o levou embora, diga-me onde o colocou, e eu irei buscá-lo”. “Maria!”, disse Jesus. Ela se voltou para ele e exclamou: “Rabôni!” (que, em aramaico, quer dizer “Mestre!”). Jesus lhe disse: “Não se agarre a mim, pois ainda não subi ao Pai. Mas vá procurar meus irmãos e diga-lhes: ‘Eu vou subir para meu Pai e Pai de vocês, para meu Deus e Deus de vocês’”. Maria Madalena encontrou os discípulos e lhes disse: “Vi o Senhor!”. Então contou o que Jesus havia falado.

A imagem mostra uma pessoa vista de costas, com cabelos longos e ondulados, usando uma blusa sem mangas. Ela está abrindo uma cortina espessa, permitindo que a luz do sol entre no ambiente. A luz ilumina parcialmente a pessoa e cria um efeito visual bonito, destacando as partículas de poeira que estão suspensas no ar. O cenário sugere um momento tranquilo e contemplativo, como alguém explorando o que está além da cortina ou permitindo que a luz ilumine o espaço em volta. A composição da imagem evoca sentimentos de curiosidade, introspecção e renovação.
Foto de Josue Verdejo

2.

Nosso texto está situado nos dias imediatamente após a crucificação de Jesus, marcados por angústia e luto profundo entre seus discípulos e seguidores. As expectativas messiânicas dos que o acompanhavam pareciam ter sido frustradas pela morte na cruz, deixando muitos desorientados e inseguros quanto ao futuro. Nesse cenário de desespero, Maria Madalena vai ao sepulcro movida pelo amor ao Mestre, apenas para encontrar a pedra removida e o túmulo vazio. Este momento inicial de confusão reflete a intensidade do sofrimento emocional vivenciado pelos seguidores de Cristo, enquanto também prepara o terreno para um dos eventos mais transformadores da história cristã.

Além disso, o relato do encontro de Maria Madalena com Jesus ressuscitado ocorre em um contexto de transição e renovação espiritual. A ressurreição não apenas afirma a vitória de Cristo sobre a morte, mas também marca o início de uma nova era para seus discípulos, que passam de seguidores temerosos para testemunhas da glória divina. A importância de Maria Madalena como primeira testemunha da ressurreição destaca o papel das mulheres na narrativa bíblica e revela que o consolo e a missão de proclamar o evangelho são acessíveis a todos, independentemente de sua posição social ou cultural. Este contexto nos convida a contemplar a profundidade do amor de Cristo e o impacto transformador de sua vitória sobre a morte.

3.

Muitas vezes, como Maria Madalena, nos encontramos em situações de dúvida e aflição, onde tudo parece perdido. No entanto, o túmulo vazio nos lembra de que Deus está sempre agindo, mesmo quando não conseguimos enxergar. Ele transforma confusão em clareza e luto em júbilo. Assim como os discípulos foram convidados a confiar no Senhor, somos desafiados a crer em sua presença constante, mesmo em meio às provações.

Além disso, o encontro de Maria com Jesus, que inicialmente ela não reconhece, é uma lição poderosa para nossa jornada espiritual. Muitas vezes, a dor pode obscurecer nossa percepção do Senhor. Mas quando persistimos em buscar a Deus, sua voz nos chama pelo nome, trazendo consolo e direção. Somos encorajados a não desistir, mesmo nos momentos mais sombrios, pois Cristo está ao nosso lado, pronto para restaurar nossa esperança.

4.

Jesus não apenas consolou Maria Madalena; ele também lhe deu uma missão: anunciar a ressurreição aos discípulos. Este chamado nos desafia a nos tornarmos portadores da mensagem da vitória de Cristo. Somos convidados a compartilhar com outros a alegria e a esperança que encontramos no Senhor. Assim como Maria foi enviada, nós também somos chamados a ser testemunhas de sua graça em nossas comunidades e além.

Além disso, devemos responder ao convite de Jesus de confiar e entregar nossas vidas a Ele, mesmo sem saber exatamente por onde o caminho nos levará. Esse ato de confiança não é apenas para nossa transformação pessoal, mas também para impactar aqueles ao nosso redor. É um chamado para vivermos como testemunhas da ressurreição, refletindo o amor e a glória de Cristo em cada ação e decisão.

5.

O filme "A Última Tentação de Cristo", dirigido por Martin Scorsese, apresenta uma visão alternativa e profundamente introspectiva sobre a vida de Jesus, explorando conflitos humanos e espirituais que não aparecem nos relatos tradicionais. Baseado no livro homônimo de Nikos Kazantzakis, a narrativa imagina Jesus lidando com dúvidas e tentações que o levam a questionar seu papel como o Messias. Lançado em 1988, o filme causou grande controvérsia, sendo fortemente criticado por várias igrejas e grupos religiosos, que consideraram suas representações blasfemas e incompatíveis com a fé cristã. Protestos e boicotes marcaram a estreia, alimentando o debate sobre liberdade artística e respeito às convicções religiosas. A obra continua sendo uma reflexão polêmica sobre fé, humanidade e espiritualidade. Por tudo isso, pegue a pipoca e prepare-se para ser confrontado e testar seus conhecimentos de Bíblia com essa adaptação.

6.

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