Eu não sei se acontece com você, mas comigo, a movimentação da minha auto estima em muitos momentos vem da aprovação ou reconhecimento do outro.
Tá, eu sei que não deveria ser assim e que o certo é olhar para dentro e reconhecer o meu valor.
No geral a gente sabe o que precisa ser feito, mas na prática o buraco é mais embaixo, né?
Quando estou bem e não estou ansioso, eu olho pra mim e penso, carai, sou muito foda! Olha o tanto de coisas que já fiz. Mas olha, vou te falar… quando tô naquela fase em que ansiedade me visita pelo menos umas três vezes por semana, é bem comum me achar um bosta, não gostar dos textos que escrevo, e me achar até meio ridículo.
Porque tô te falando isso?
É que três situações mexeram comigo na última semana.
A primeira é que sai na lista anual do Guianegro, dos 24 viajantes negros para inspirar viagens em 2024. A partir daí fui convidado para escrever para um portal que admiro demais. E, para finalizar, tinha recebido o convite para uma bate papo no podcast Duas e Meia, e a gravação aconteceu esta semana.
Foi um momento bem bonito, pois eu já tinha esquecido que falar me faz bem. Lembro que quando iniciei a cicloviagem, sempre rolavam entrevistas e convites assim.
Na época, fui até convidado para participar de um Reality Show chamado Largados e Pelados, mas acabei recusando por já ter outros compromissos comigo mesmo.
Mas voltando… Terminei a gravação empolgadíssimo, e isso deu um UP para começar o ano e meter mola nos novos projetos.
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Nas últimas semanas eu fui mexendo num assunto que foi virando dois, três, e a cada conversa com alguém, mais bifurcações, e o que era pra ser a newsletter desta semana, não será.
Preferi passar mais tempo com ele, escrevendo, apagando, naquele processo que já contei como funciona.
Assim que estiver pronto e eu estiver feliz com o resultado, trago aqui.
Um spoiler. Tem a ver com o futuro do trabalho e a tendência de prefeitos e políticos em geral virarem digitais influencers. Mas não só. Tem Popó x um ex-BBB. Tem Inteligência Artificial e tem, como sempre, um monte de coisas juntas.
Para hoje deixa um texto mais leve e gostosinho.
Vamos juntos?
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Olha que interessante:
Dia desses estava conversando com uma amiga que tinha feito a seguinte pergunta: “Quanto tempo dura o sal na sua casa?“
Aí comecei a pensar e fiquei de queixo caído. Morando sozinho eu nunca terminei um pacote de sal!
Parece besteira (e é), mas nunca houve um segundo pacote na mesma casa. Sempre mudo de apartamento antes do danado do sal acabar.
Respondi para ela que, ou jogo fora, ou dou ao vizinho.
Pra mim é muito simbólico atentar para essa minha relação com a mudança… sigo mudando constantemente, e meu tempo num lugar tem durado menos que 1Kg de sal.
Tudo bem que, na comida que faço pra mim, eu uso pouquíssimo.
Mas e o botijão de gás? Mesmo nas fases onde cozinho regularmente, acho que sempre me mudei antes do gás acabar.
Que doido, né?
Acho que em algum momento, depois dessa fase viajante, vou me aquietar num cantinho, onde devo ficar um tempo maior… pelo menos até acabar uns 5Kg de sal, e alguns botijões de gás.
Agora me diz tu, quanto tempo dura o sal na sua casa?
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Que teu final de semana seja lindo.
Que o salário já tenha caído na tua conta.
Que os dias sejam mais leves.
Que os noticiários sejam mais leves.
E que todas as guerras acabem.
Esses são os meus votos.
Obrigado por me ler.
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