A imagem:
(Walk the Walk, Robert Kramer, 1995-1996)
Exceto que: uma imagem nunca existe por si só. Sempre existe em relação a outra imagem; um som; outro som; um som com outra imagem; outro som e outra imagem…
E, neste caso, a imagem acima existe em relação a, entre outras, a imagem abaixo, que vimos alguns segundos antes:
A qual, por sua vez, existe em relação a, entre outras, esta imagem, vista imediatamente antes:
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O cinema – os filmes bons; os maus; os terrivelmente bons; os magnificamente horríveis – deveria servir para ver, isto quer dizer para dar a ver melhor, sempre, aquilo que está todos os dias nas nossas caras, sob os nossos olhares muitas vezes cegos: as verdades; as mentiras; as mentiras que se passam por verdades; as verdades que são contestadas como mentiras…
Dar a ver tudo isso e, mais importante: dar a ver como tudo isso se constrói, como tudo isso é construção, como tudo isso está construído (o construir, a construção, o construído: etapas distintas de um mesmo processo, o qual um filme deveria ser capaz de mostrar e demonstrar como tal).
O mínimo que o cinema deveria fazer, e mais ainda qualquer cinema que se queira político.
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