Ontem foi o primeiro jogo do Brasil na Copa do Mundo de 2026. Vim para Nova Iorque, onde assisti ao jogo junto com um grupo de empresários brasileiros. Inclusive, vou acompanhar todos os jogos da Seleção com eles e estou muito animado com essa oportunidade.
Eu sempre gostei da Copa. Gosto de assistir aos jogos do Brasil e acho incrível como esse evento envolve bilhões de pessoas ao redor do mundo, quase hipnotizadas pela sensação de que, a qualquer momento, tudo pode acontecer.
E talvez essa seja justamente a força da Copa: ela prende a nossa atenção não só durante os 90 minutos, mas antes e depois também.
Porque a Copa não se resume apenas a assistir aos jogos. Ela também toma nossa atenção nas conversas antes, nos comentários pós-jogo, nos memes, nos palpites, nas discussões sobre a possível escalação e em tudo que continua girando em torno dela.
E é aí que algo tão divertido também começa a exigir cuidado. Porque, quando algo toma atenção demais, mesmo sendo bom, começa a disputar espaço com aquilo que não pode ser deixado de lado.
E, quando percebemos, parte do nosso tempo e da nossa energia já foi ocupada por assuntos relacionados à Copa, enquanto a empresa, as metas e as oportunidades do dia a dia ficaram em segundo plano.
Por isso, esse período exige intenção: aproveitar a Copa sem sair do giro. E ontem eu vi isso em uma atitude do meu sócio e CEO do Doc4u, Davison Carvalho.
Davison também está em Nova Iorque para acompanhar os jogos da Seleção. Uma hora antes da partida, enquanto pegávamos uma comida e esperávamos a bola rolar, ele fez questão de me lembrar que já estava com a meta individual de vendas batida.
Aquilo me apertou porque, embora a semana comercial dele só feche na segunda, ele não deixou para depois nem usou a Copa como desculpa para sair do giro. Primeiro, fez o que precisava ser feito. Só depois foi assistir ao jogo.
O ponto que quero trazer nesta edição é o seguinte: a Copa do Mundo é legal, mas existe uma Copa ainda mais importante acontecendo ao mesmo tempo.
A Copa das nossas vidas.
A Copa da nossa empresa, da nossa liderança, da nossa família, dos nossos projetos e dos nossos resultados.
E essa Copa não pode ser perdida por distração.
Os próximos 40 e poucos dias podem ser um período em que muita gente vai produzir menos. Mas também podem ser dias para produzir ainda mais.
No Doc4u, por exemplo, decidimos tratar esse período como um movimento de 40 dias de recordes.
Isso não quer dizer rejeitar a Copa do Mundo ou fingir que nada está acontecendo. Mas a questão não é assistir ou não assistir. A questão é não ficar só nisso.
É compensar com ainda mais intenção, volume e senso de urgência no trabalho.
Nas aulas semanais do Doc4u, estamos discutindo estratégias e campanhas para esse momento de Copa. Alguns mentorados estão criando produtos novos para esse período, condições especiais, campanhas temáticas e ações para aproveitar a onda de atenção que a Copa naturalmente gera.
Esse é um ponto importante: em vez de apenas sofrer o impacto da Copa, podemos usar o momento a favor da empresa.
Se todo mundo está falando sobre Copa, como sua empresa pode entrar nessa conversa de forma inteligente?
Se o time está mais envolvido com esse clima, como transformar isso em incentivo, competição saudável e energia comercial?
Se os jogos criam pausas naturais na rotina, como organizar as metas para serem batidas antes?
Mas, antes de qualquer estratégia, existe uma coisa ainda mais importante: o seu exemplo. O primeiro passo é a liderança mostrar o caminho.
Mesmo estando nos Estados Unidos para acompanhar os jogos, não vou faltar às minhas reuniões, não vou diminuir minha entrega e não vou tratar esse período como uma pausa.
Na verdade, estou me comprometendo a entregar ainda mais para o meu time.
Não aceite produzir menos. Não aceite que o seu ritmo e o ritmo do seu time diminuam.
Este ano, em geral, tem muitas coisas que podem tirar nosso foco e consumir nosso tempo. Por isso, desde o começo do ano eu já sabia que precisaria ser mais intencional. Não foi à toa que a minha palavra do ano, como escrevi no Sunday Notes 51, foi FOCO.
E, quando esse torneio passar, cada empresa vai colher o que plantou.
Alguns vão olhar para trás e perceber que produziram menos, venderam menos e lideraram menos. Outros vão perceber que usaram esse período para criar mais energia, mais movimento e mais resultado.
Neste momento, alguns escolhem apenas consumir o que está acontecendo. Outros escolhem agir com estratégia e usar o momento a favor da empresa.
Para fechar, quero deixar uma pergunta:
Nesse período de Copa do Mundo, você quer produzir menos, manter o mesmo nível ou aumentar a sua produtividade?
Um forte abraço e até a próxima semana,
Brenno Augusto

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