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Brenno Augusto · Jun 8, 2026

Sunday Notes 72: O próximo precisa ser melhor

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Brenno Augusto · Brenno Augusto

No final do evento de ontem, uma mentorada veio falar comigo e disse:

“Esse foi o melhor evento de todos.”

Guardei essa frase.

Não pelo elogio em si, mas porque, para quem está por trás da construção de um evento, essa frase significa muito mais do que “foi bonito” ou “foi bem organizado”.

Ela significa que houve evolução.

No Doc4u, sou sócio e diretor de marketing e operações. E, nos eventos, uma das minhas funções é pensar a direção estratégica da experiência: não apenas para que tudo aconteça bem no dia, mas para que cada evento seja uma evolução em relação ao anterior.

Mas, para quem está por trás da construção, um evento não começa no dia em que as pessoas chegam. Começa muito antes.

Antes mesmo de existir uma data no calendário, um tema definido, um roteiro, fornecedores e tudo aquilo que as pessoas vão ver no dia. É nessa fase, quando quase nada ainda apareceu para o público, que grande parte da evolução acontece.

Ontem foi o momento em que esse processo apareceu na prática. Aquilo que vinha sendo pensado, ajustado e discutido há meses finalmente encontrou os Docs.

Foi intenso, como sempre. Mas, no final do dia, saímos com uma sensação muito boa, de missão cumprida. Tivemos poucos imprevistos e o plano funcionou bem.

E, quando alguém diz que foi o melhor evento de todos, isso não significa que tudo foi perfeito. Mas mostra que houve evolução.

E, no fim, esse é exatamente o objetivo quando estou à frente de um projeto como esse: fazer um evento melhor do que o anterior, mas pior do que o próximo.

Mas existe um ponto importante aqui: melhor não significa, necessariamente, mais caro.

Às vezes, a melhoria não está em gastar mais, mas em pensar melhor.

Lembro de um evento em que investimos bastante dinheiro em brindes. Os itens eram bons, a caixa era bonita e tudo tinha uma apresentação moderna e bem pensada. Só que, na prática, aconteceu algo que não tínhamos previsto tão bem.

Como entregamos a caixa logo pela manhã, as pessoas tiveram que carregar uma caixa grande durante o dia inteiro. Mesmo gostando do presente, o que era para melhorar a experiência acabou, em parte, criando um incômodo.

O brinde era caro e a apresentação era bonita, mas o custo-benefício da experiência não foi tão bom quanto poderia ser.

No evento de ontem, fizemos diferente. Gastamos menos, mas, pelo feedback, a experiência foi melhor.

Por quê?

Porque os brindes eram menores, cabiam em uma bolsa personalizada e tinham mais valor simbólico. Um dos itens, por exemplo, era um livro assinado pelo mentor.

E, quando os Docs chegaram, viram um vídeo dele assinando centenas de livros e dedicando aquela entrega a eles.

Isso não é necessariamente caro, mas tem valor e significado.

Esse tipo de ajuste parece pequeno, mas é exatamente assim que muita coisa melhora. Não por uma grande virada, mas por uma leitura mais inteligente da experiência anterior.

Outro exemplo de como pequenos ajustes acumulados podem fazer uma grande diferença aconteceu com os depoimentos.

Em um evento anterior, montamos um estúdio no local. A ideia era aproveitar o encontro presencial para captar histórias reais dos mentorados e mostrar como a mentoria impactou a vida deles.

Na primeira vez, conseguimos cerca de 15 depoimentos. Na época, isso já foi bom.

Depois, analisando o que aconteceu, percebemos que havia demanda para mais. Então, no evento seguinte, colocamos dois estúdios de depoimento e saímos de 15 para cerca de 30 depoimentos.

Neste último evento, demos mais um passo. Não foi apenas colocar mais estrutura, mas melhorar o processo: como abordar as pessoas, como organizar o fluxo, como preparar o time e como captar melhor.

Como resultado, conseguimos mais de 50 depoimentos de qualidade.

Isso é evolução.

Mas não aconteceu por acaso. Foi uma melhoria em cima de outra melhoria.

E é aqui que está a grande lição.

A maioria das pessoas sabe que precisa melhorar, mas, na prática, muita gente apenas repete o mesmo de sempre. Não mudariam a caixa. Continuariam fazendo um único estúdio de depoimentos. Repetiriam o mesmo evento que foi “bom o suficiente”.

Depois, quando o resultado não melhora, acham que o problema é falta de esforço. Mas nem sempre é.

Às vezes, o que falta é parar e se perguntar com honestidade:

O que deu certo?

O que não deu?

O que pode ser feito diferente?

No fim, ninguém começa sendo excelente em alguma coisa. Você aprende fazendo, mas não apenas fazendo de qualquer jeito. Você aprende quando faz, observa, ajusta e tenta de novo.

Existe uma combinação que, para mim, é muito poderosa:

persistência com aprimoramento.

Persistir sem melhorar vira teimosia. Melhorar sem persistir vira apenas uma boa intenção.

Mas, quando você junta os dois, algo interessante começa a acontecer. Você continua no jogo tempo suficiente para aprender e aprende rápido o suficiente para evoluir.

Aí é só uma questão de tempo.

E talvez essa seja a mensagem desta semana:

para que o próximo seja melhor, não basta repetir a mesma coisa. É preciso investigar onde dá para melhorar.

E tem mais: melhorar não é apenas uma escolha para quem quer crescer. É uma necessidade para continuar no jogo.

A verdade é que, se você não está buscando melhorar, aos poucos está ficando para trás. Pode até parecer que está tudo bem por um tempo, mas, assim como um avião sem combustível, uma hora a queda acontece.

Por isso, o próximo precisa ser melhor.

E não estou falando apenas de um evento. Isso vale para a vida e para os negócios.

Então fica a pergunta:

o que você está repetindo hoje apenas porque foi “bom o suficiente” ontem?

Um forte abraço e até a próxima semana,

Brenno Augusto

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Read the original on brennoaugusto.substack.com

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