No final do ano passado, durante uma viagem para o Japão, aproveitei para planejar 2026. Foi lá que eu e minha esposa paramos para definir nossas metas.
Quando voltamos para a nossa base do outro lado do mundo, recebi uma mensagem do Joel Jota em um grupo de WhatsApp perguntando qual seria a palavra do ano. Com o planejamento já feito, ficou claro pra mim que não era um ano de inventar. Era um ano de fazer o simples bem feito, com consistência. Menos distrações. Menos projetos novos. Menos ideias mirabolantes.
Por isso, no Sunday Notes 53, escrevi que a minha palavra do ano seria FOCO. Mas não parei por aí. Para não ter erro sobre o que FOCO significa pra mim nesse ano, quebrei em três áreas principais:
A primeira área é FOCO NO NEGÓCIO PRINCIPAL, que significa dizer não para novos projetos ou ideias, mesmo que pareçam boas, para manter foco total no que já estou construído. Hoje, estou envolvido em projetos com muita margem, escala e impacto, e entrar em outras coisas pode virar uma distração e impedir de capturar o máximo de valor possível do que já está em andamento.
A segunda é FOCO NO QUE CONTROLO, que é uma escolha constante de evitar gastar muito tempo e energia com o que está fora do meu controle e influencia, como notícias, política ou cenários macroeconômicos.
E a terceira é FOCO NO QUE MOVE O PONTEIRO, que é direcionar a agenda para atividades que aumentam receita ou diminuem custos, evitando gastar tempo só com coisas “legais” ou muito operacionais que não movem os números.
Ter uma palavra do ano é simples, mas venho percebendo que é extremamente eficiente. Todos os dias surgem situações que desafiam uma dessas três áreas. E, na prática, a palavra FOCO vira um ponto de retorno, como um eixo, que me traz de volta para o plano que defini para o ano.
Hoje mesmo isso ficou claro para mim.
Um amigo me ligou com uma ideia de projeto. Conforme ele explicava, dava para ver que fazia sentido. Tinha potencial. Em alguns momentos, até me peguei considerando como poderia participar.
Mas, quase no automático, veio a palavra: FOCO. E dentro dela, algo ainda mais específico: FOCO NO NEGÓCIO PRINCIPAL.
Na hora, ficou claro que, mesmo sendo um projeto interessante, tiraria minha energia dos negócios que eu já faço parte e que ainda têm muito espaço para crescer. Não era uma decisão sobre a qualidade da oportunidade, mas sobre prioridade.
Por isso, agradeci o convite, mas declinei.
E, logo depois, veio uma sensação boa. Não foi como se eu tivesse “perdido” algo, mas como se tivesse ganhado mais tempo para investir nos meus negócios principais, alinhado com o que eu defini lá no começo do ano.
Engraçado como algo tão simples, como escolher uma palavra, pode trazer tanta clareza nos momentos certos.
Mas, como tudo na vida, isso só funciona se for cultivado. Até os jardins mais bonitos, sem cuidado por algumas semanas, viram mato. O ano passa, a rotina acelera e, se não houver atenção, a gente começa a esquecer o que definiu lá atrás e passa a decidir no automático. Aos poucos, metas, planos e estratégia vão ficando de lado.
Por isso, tenho aprendido a parar de tempos em tempos e revisar: ainda estou indo na direção que escolhi? Porque, se não fizermos isso, seguimos ocupados, mas cada vez mais se afastando de onde realmente queremos chegar.
E isso pesa ainda mais quando você percebe que já deixamos para trás cerca de 28% do ano. O tempo passa do mesmo jeito, sendo intencionais ou não.
Então fica esse lembrete para você também. Volte para sua meta. Relembre sua palavra do ano. E, se você nem definiu uma ainda, ainda dá tempo.
Agora me conta: Qual a sua palavra do ano? E você tem tomado decisões alinhadas com essa palavra?
Um forte abraço e até a próxima semana,
Brenno Augusto

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