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bonita de pele · Apr 3, 2026

A ciência importa na hora de comprar seu skincare?

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Por: Aline Gomes

O que faz você colocar um novo produto na sua rotina de skincare? Embalagem bonita, marketing agressivo, resultado imediato… ou dados que realmente comprovam que ele funciona?

Somos o terceiro maior mercado mundial de beleza e cuidados pessoais, representando 2% do PIB nacional e 45% do mercado latino-americano. Sem falar que 76% da população* mantêm o hábito de cuidar da pele diariamente, mostrando que o skincare já virou parte da nossa cultura.

* Dados da Euromonitor International divulgados pela Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal Perfumaria e Cosméticos (ABIHPEC) em 2024.

Escolher pela promessa ou pela tecnologia? Eis a questão! De acordo com uma pesquisa da Mintel (agência de inteligência de mercado) 38% das pessoas aqui no Brasil concordam que a comprovação científica é um fator importante na hora de escolher um produto de beleza.

Embora o mercado de dermocosméticos precise ser sustentado por estudos clínicos e evidências reais de eficácia, a indústria da beleza como um todo é bem mais ampla e nem sempre joga com o mesmo nível de critério.

No meio disso, muita gente nem quer saber o que tem na fórmula, desde que entregue aquele resultado “UAU”, rápido e de cair o queixo. E é aí que, muitas vezes, está a diferença entre ciência de verdade e promessa bem vendida, cheia de superlativos e pouca comprovação.


Se a proposta é realmente entregar eficácia, não tem atalho: é preciso investir em pesquisa científica, testes rigorosos e validação dermatológica.

Por exemplo, as marcas que apostam em ativos patenteados que prometem (e entregam) resultados mais visíveis, precisam passam por testes rigorosos de segurança e eficácia antes de chegar na versão final, que ainda precisa atender a padrões altíssimos de regulamentação.

O que é um ativo patenteado?

Ele é um ingrediente ou uma fórmula inovadora que recebe proteção legal de propriedade industrial. Na prática, isso significa que outras marcas não podem copiar, usar ou vender essa mesma tecnologia sem autorização por um período determinado. Ah, e pra ser patenteado ele precisa ser algo novo, que ainda não existe no mercado, trazendo uma solução técnica inédita para questões da pele, como acne ou manchas.

Saca o Thiamidol® da Eucerin e o Comedoclastin™ da Avène? São patenteados!

Isso sem falar da crescente conscientização sobre eficácia, segurança e desempenho dos ingredientes, os testes clínicos nos produtos de skincare viraram um diferencial fundamental no mercado de beleza. Mas como esses testes geram confiança?Aqui no BR, todos os produtos precisam seguir as normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). No site do Gov existe um material chamado “Guia para Avaliação de Segurança de Produtos Cosméticos”, e é com base nele que trazemos as informações a seguir.

Mas antes vale explicar:


A Anvisa classifica produtos de skincare e cosméticos em dois graus de risco, o que determina a necessidade de registro.

🧴Exemplo de produtos de Grau 1: creme, loção e gel para o rosto (sem ação fotoprotetora da pele e com finalidade exclusiva de hidratação).

🧴Exemplo de produtos de Grau 2:
protetores solares, creme para área dos olhos e produtos que tratam manchas na pele.

Também conhecidos de Ensaios Clínicos, eles acontecem após uma sequência de aprovações de segurança que são chamadas de Ensaios Pré-Clínicos. Nesta fase, os cosméticos são estudados por meio de testes em pessoas.

Ensaios Pré-Clínicos:
a partir dos ensaios pré-clínicos, é possível avaliar a segurança do produto durante o uso, além de definir quais informações devem constar nos rótulos e quais precauções precisam ser indicadas.

Os estudos clínicos acontecem em clínicas especializadas, com um time completo de profissionais acompanhando tudo de perto:
dermatologistas, oftalmologistas (quando necessário), farmacêuticos, enfermeiros e biomédicos. Esse processo dura, no mínimo, 25 dias e garante todo o suporte pra quem está testando o produto. Ou seja, tem um acompanhamento real por trás!

Durante os ensaios, tudo é dividido em dois momentos principais: o teste de compatibilidade e o de aceitabilidade.

🧪 Teste de compatibilidade: aqui a ideia é entender como a pele reage ao produto. É esse teste que avalia se o cosmético causa (ou não) irritação, sensibilização ou algum tipo de alergia.

🧪 Teste de aceitabilidade: além da segurança, entra em cena a experiência de uso, como embalagem, aplicação, cheiro, textura e tudo aquilo que faz você amar… ou largar o produto no fundo da gaveta.

Para isso, os cosméticos precisam atingir resultados dentro de padrões bem rigorosos exigidos pela ANVISA. Nessa análise, entram não só os benefícios, mas também a avaliação de possíveis efeitos indesejados, considerando uso inadequado, características da fórmula, finalidade, área de aplicação e os cuidados necessários durante o uso.Ou seja, os testes clínicos existem pra garantir que os produtos de skincare entreguem resultados comprovados, sejam seguros e estejam dentro das regulamentações. Não é só hype nas redes sociais ou embalagem fofinha (nada contra, a gente ama embalagens bonitas e diferentes, desde que o produto entregue performance)!

Por trás daquele produto na sua shelfie, existe um processo robusto, com testes laboratoriais, avaliações dermatológicas e medições científicas que acompanham mudanças na hidratação, rugas e elasticidade da pele e tudo mais o que ele promete fazer. Impressionante, né?

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