Antes de começar, fica aqui a playlist com as novidades da música brasileira. Já são 568 seguidores e a ideia é fazer dela mais um espaço para furar a bolha dos algoritmos e fortalecer artistas emergentes.
Na última quinta eu fui ao Bar Alto ver os shows de Wilza e Belladona. É como se Nirvana e Hole tivessem congelado no tempo e voltado para fazer um sonzinho juntos, mas com algo ao mesmo tempo fresco e original.
Enquanto isso, o Nigéria Futebol Clube lavava a alma da cena paulistana em um Sesc Pompeia abarrotado. É um marco importantíssimo para a música de SP. Não muito longe dali, na Picles, Arrigo Barnabé realizava o sonho de muita gente que nunca tinha visto de perto um dos maiores nomes da Vanguarda Paulista. Ainda teve Jadsa e convidados no Bona.
Já no sábado, Morro Fuji fez o show de lançamento do ótimo álbum “Ainda nem doeu” acompanhada de Falsonove e Gui Vella.
Falar do Nubank Park lotado com Alcione, Jorge Aragão e Zeca Pagodinho é chover no molhado, mas o sábado ainda reservou Shame no Cine Joia, Capote Valente e Varal Estrela no Guarás, além de The Parking Lots no Garagem Beleza.
Infelizmente, não existe festival capaz de reproduzir a curadoria do acaso que a cidade montou: gente querendo tocar simplesmente porque sim. E, pelos relatos, todos esses lugares estavam entre relativamente cheios e lotados. Com alguma organização, é possível criar o seu próprio minifestival toda semana, e ele provavelmente vai sair mais barato que a maioria das grandes maratonas musicais, como Lollapalooza e Rock in Rio.
Foi pensando nesse momento de ebulição cultural que eu e o Kazu decidimos organizar pequenas sessões nA Porta Maldita para registrar shows e transformá-los em episódios dO Podcast da Música. Ainda não podemos confirmar as bandas, mas a primeira edição acontece no dia 23 de julho. Aqui falamos mais sobre isso:
A newsletter The Red Hand Files, do Nick Cave, é a melhor do mundo quando ele não resolve falar alguma bobagem sobre Deus ou bancar o isentão na política. Toda vez que um email do nosso vampirão chega à minha caixa de entrada, meu dia melhora automaticamente.
O formato é simples: fãs (e haters) enviam perguntas, e Cave responde com a mistura perfeita de elegância, sarcasmo e humor. Na última edição, um australiano perguntou qual era a pior parte de ser um astro do rock muito velho. A resposta veio na forma de uma história sobre um casal de idosos que o abordou para tirar uma selfie. O trecho abaixo é puro ouro:
I can see the sudden shock of recognition cross their fucked-up old faces, then that spasm of joy when they realise the final thing on their bucket list is about to come true. They are going to meet Nick Cave! They start shaking and getting flustered, stammering that their names are Dorrie and Sven and going, “Oh my God!” and “Nick Cave!” and saying unbelievably depressing things like “We’ve been fans for half a century” and “We once saw Robert Smith in a supermarket but we didn’t want to disturb him,” and eventually they ask the inevitable, “Can we get a selfie?”
Now, all this is fine, I suppose, except I fucking hate having my photo taken, especially selfies. I acquiesce, though, because I’m suddenly tired and don’t have the energy to say no. They start rooting around in their bags for their phones, still going “Oh my God!” and “Nick Cave!” and asking whether I’d heard the new Cure album until I point out that Sven’s phone is hanging on a lanyard around his neck. I’m standing there with the life draining out of me and now Dorrie is telling me how her mother used to love me, her fucking mother!, and that she’s dead now, her mother, and they played The Cure at her funeral and so on.
Then, I suddenly realise, Daffo, what the worst thing about being an old rockstar is. It comes to me in a moment of the purest clarity. The worst thing about being an old rockstar is that the old rockstar’s old fans don’t know how to work their fucking phones.
Confesso que a Copa atrapalha muito meu trabalho, e acabo não tendo tempo para assistir a todos os jogos que gostaria. Some a isso o momento pouco inspirado da nossa seleção e a picuinha do italiano ranzinza, que ganha R$ 5 milhões por mês para montar um catado que provavelmente brigaria para não cair no Brasileirão, com uma das maiores promessas do futebol.
O bar onde eu estava vibrou como se fosse um gol quando o Endrick entrou em campo contra o Haiti. E, claro, o brasileiro arrumou um jeito de pressionar Ancelotti por meio de memes. Abaixo, uma seleção dos melhores:
Jênio Quadros@JenioQuadros_
Endrick: Vou colocar os meus investimentos na minha conta poupança. O Ancelotti:

12:27 AM · Jun 21, 2026 · 569K Visualizações
270 Respostas · 8.52K Reposts · 67.2K Likes
História No Paint@HistoriaNoPaint
“prefere derrubar a muralha da china inteira na mão ou colocar o Endrick?” Ancelotti:
3:55 PM · Jun 14, 2026 · 11.7M Visualizações
454 Respostas · 14.3K Reposts · 187K Likes
PRESEPADAS da SEP - #ForaAbel@presepadasdasep
" Se errar uma nota, vai ter que escalar o Endrick " Carlo Ancelotti :
2:23 AM · Jun 16, 2026 · 1.92M Visualizações
185 Respostas · 5.37K Reposts · 62.4K Likes

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