Na última semana, eu fiz uma palestra no Sesc sobre o Mapa da Música Autoral que eu tenho desenvolvido por aqui. No debate que rolou depois com o público eu senti um misto de esperança por ter uma sala cheia de pessoas que queriam desenvolver a cena paulistana de alguma forma e incerteza de como fazer disso algo sustentável.
Acho que a maioria dos artistas independentes têm algum outro emprego pra poder sustentar sua arte. Sinto que eu não sou a pessoa mais adequada para dar essas respostas. Esta newsletter é aberta e tenho vontade de manter ela assim, mas é possível fazer uma assinatura por R$ 5. Atualmente, tenho apenas 25 assinantes pagos e isso mostra que eu também não posso me dar ao “luxo” de trabalhar apenas na newsletter e os desdobramentos dela.
Recentemente, o empresário Facundo Guerra fez um vídeo falando sobre isso. Ele faz um diagnóstico interessante sobre a desconexão das redes sociais e streamings em relação ao “mundo real”. Muitas vezes um artista tem alguns milhares de seguidores no Instagram, mas não consegue encher uma casa de shows pequena. O pior de tudo é que esse engajamento online nem sempre traz o retorno financeiro pra esse artista viver só de criar conteúdo enquanto faz novas músicas. Abaixo o vídeo do Facundo.
Pensando mais na cena, gostaria que vocês respondessem esta enquete.
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Pra quem tá chegando agora, toda semana eu renovo uma playlist no Spotify em uma parceria com a Cena. Já passamos de 560 seguidores e a ideia é sempre colocar lançamentos de artistas brasileiros.
A Cervejaria Tarantino tem promovido uma série de shows em diversas casas aqui de SP. O melhor é que é tudo de graça. Veja aqui a programação.
Em agosto rola o São Paulo Independent Music, um evento com shows e conferências sobre música. Eles têm ingressos por dia ou passaporte para quem tá com tempo livre e quer participar de tudo. Aqui a página deles.

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