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escrita assêmica · Feb 6, 2026

A escrita abstrata dos Sonhos, com Júlia Sanches

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lia petrelli · escrita assêmica

No Sentido Original o sonho está relacionado ao sono e às experiências noturnas; no Sentido Moderno o sonho é o Desejo e funciona como uma extensão metafórica, associada a vivacidade.

Tudo o que aparece no nosso inconsciente se assemelha a uma forte vontade.

Sabendo que este ano começa com fogo demais: copa, política, eleição, aceleração da IA, alterações da imagem... Sabemos que será um ano meio pesado.

Mesmo assim, acho importante começarmos lembrando que nosso maior poder enquanto seres humanos é conseguir sonhar e criar novas possibilidades de futuro.

O episódio da vez veio em zigue-zague e contratempo, entre indas e vindas de outros encontros que vocês escutarão no mês que vem. E mesmo assim veio com força, já que precisamos sempre nos lembrar de sonhar. Não por escapismo, e sim pela pura criação de futuro.

No áudio você pode escutar do mais raso ao mais profundo: cosmovisões e sabedorias anteriores. Eu nunca sei de nada, você sabe, mas também talvez saiba de alguma direção que também segue me ensinando.

Para abstrair as coisas, precisamos prestar atenção lá no dentro do mundo, e não sucumbir ao terror de que “as imagens legendadas do nosso mundo atual são só isso e pronto”. Certo?

Pois bem.

Pulamos Janeiro, mas ele não nos pulou. Por isso mesmo falo do início, com vontade real de que ainda haja tempo, afinal o Carnaval ainda há de acontecer, e vivemos no Brasil etecétera e tal e tal e coisa. A gente sabe.

Júlia Sanches (artista, tatuadora e filósofa) nos elucida com todo seu conhecimento sobre sonhos e devaneios. Pedi para ela me ajudar a explicar a poética de Bachelard, já que sozinha jamais saberia. Abaixo, as criações magníficas:

Júlia Sanches, acervo pessoal

Para observar a escrita dos sonhos, tentaremos escrever assim que acordarmos, sem reler depois;

Depois, vamos fazer um desenho da sensação que esse sonho te trouxe; aqui, uma atenção extra: a gente não tentaremos re-pre-sen-tar o que foi o sonho, vamos tentar coletar texturas e formas que transmitam a sensação do que foi esse sonho.

De novo: não vamos tentar entender o que foi sonhado, vamos tentar entender o sonho como uma escrita abstrata, que vai falar com a gente, apenas.

Aqui está o meu sonho, do dia 28 de janeiro:

Este episódio usa de referência: “A Queda do Céu”, de David Kopenawa; “Ideias para adiar o fim do mundo”, de Ailton Krenak ; teorias de Sigmund Freud, Carl Jung e Gaston Bachelard; e imagens poéticas do filme homônimo de A Queda do Céu”, de Eryk Rocha e Gabriela Carneiro.

ASSEMIAS
captação, edição, criação e idealização:
Lia Petrelli.
trilha sonora: Filipe Ignatius.
apoio e distribuição: Function FM.

🎧 Disponível nas principais plataformas digitais.

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Read the original on assemica.substack.com

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