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asd · Jul 8, 2026

asd :: atualização semanal da diversidade

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4CO I Comunicação e Cultura · asd

racismo com tudo na Copa
Copa do Mundo acumula episódios de racismo e xenofobia dentro e fora de campo, de ataques nas redes sociais à fala estereotipada do técnico da Bélgica sobre o Senegal e aos insultos racistas de torcedores argentinos contra o influenciador IShowSpeed. | Folha de S.Paulo, CNN Brasil e Folha de S.Paulo

ainda há esperanças
Após a eliminação da seleção masculina, buscas pela Copa do Mundo Feminina de 2027 cresceram 250%, em um mundial que será sediado no Brasil e disputado pela primeira vez na América do Sul. | Valor Econômico

menor e melhor
Estudo do Sebrae mostra que micro e pequenas empresas empregam proporcionalmente mais mulheres e têm menor desigualdade salarial. | Folha de S.Paulo

marcha lenta
Relatório aponta avanço da pauta de D&I no setor automotivo, mas com diferenças importantes na experiência de grupos minorizados: 38% dos profissionais não heterossexuais já sofreram ou presenciaram preconceito no trabalho. | Meio & Mensagem

freio social
Pesquisa da Casa Mundo com Natura mostra que 44% das mulheres latino-americanas têm medo de parecer exageradas ao falar sobre seus objetivos, enquanto 32% sentem que determinados espaços não são para pessoas com perfil semelhante ao seu. | Você RH

retrocesso
Mesmo mais qualificadas, mulheres voltam a perder espaço no mercado de trabalho em países ricos, com queda na presença em cargos executivos, recuo no trabalho em tempo integral e aumento da diferença salarial de gênero. | Folha de S.Paulo

humilhação
Correios são condenados a pagar R$ 50 mil à gerente que relatou ter sido retirada de reunião por ser mulher, excluída de decisões e humilhada por superintendente que, mesmo após a condenação, segue no cargo. | Veja

unidos
99 mantém grupos de diversidade conduzidos por empregados, com orçamento anual, OKRs e governança do RH, incluindo frentes voltadas a pessoas pretas e pardas, mulheres, PcDs, famílias e público LGBT+. | Exame

um brinde
Executivas da Estrella Galicia, Heineken, Ambev, Diageo, dentre outras cervejarias, mostram como mulheres vêm assumindo a liderança em uma categoria historicamente marcada por estereótipos femininos. | Meio & Mensagem

assinado
Natura adere ao Código de Defesa e Inclusão do Consumidor Negro, iniciativa do MOVER que propõe protocolos, treinamento antirracista, regras contra abordagens abusivas e metas de contratação inclusiva para enfrentar o racismo na experiência de compra. | Mundo Negro

50+ com tudo
Empresas de saúde, beleza, alimentos, moradia, tecnologia e serviços passam a redesenhar produtos e atendimento para consumidores acima de 50 anos, público que deve movimentar R$ 3,8 tri no Brasil em menos de 20 anos, embora 54% ainda não se sintam representados pela publicidade. | Folha de S.Paulo

jornada dupla
Comissão da Câmara aprova projeto que prevê adicional de 5% na aposentadoria ou pensão por morte de mulheres que cuidaram dos filhos, como forma de reconhecer parcialmente o impacto econômico e laboral da maternidade e do trabalho de cuidado. | Veja

tech nelas
Microsoft e WoMakersCode abrem inscrições para o Hacking de Carreira, programa gratuito e on-line voltado a mulheres que querem entrar em tecnologia. | Valor Econômico

olhar deles
Mesmo após a primeira mulher vencer o Oscar de direção de fotografia, a função segue dominada por homens: só 7% dos maiores filmes de Hollywood em 2025 tiveram mulheres nessa posição e, no Brasil, elas assinaram apenas 20% dos longas exibidos em 2024. | Folha de S.Paulo

liderança com meta
Grupo Mulheres do Brasil realiza o Summit Mulheres nas Profissões para mobilizar empresas e especialistas em torno da meta de chegar a 50% de participação feminina em cargos de liderança até 2030. | Valor Econômico

Quinze Dias, filme em cartaz nos cinemas

Baseado no livro de Vítor Martins, Quinze Dias acompanha Felipe, um adolescente gay e gordo que sofre bullying na escola e prefere se esconder entre séries, filmes e fantasias românticas a encarar a possibilidade de rejeição. Tudo muda quando Caio, filho da vizinha, passa duas semanas hospedado em sua casa durante as férias, criando o cenário perfeito para uma comédia romântica adolescente com direito a constrangimentos, implicâncias e aquele velho caminho do “não suporto você” até “talvez eu esteja sentindo alguma coisa”.

É uma boa pedida para quem gosta de histórias adolescentes sensíveis, assumidamente fofas e um pouco constrangedoras do jeito certo. Daquelas que lembram que diversidade também passa por poder viver narrativas doces, populares e cheias de coração, sem precisar transformar toda existência em tese.

Exposição | Afríquia: o Artista Como Colecionador

Em cartaz no Museu Afro Brasil, a exposição propõe uma entrada no acervo da instituição a partir do olhar de seu fundador, o artista, curador e colecionador Emanoel Araujo. Em vez de organizar as obras apenas por datas, povos ou categorias tradicionais, a exposição parte da relação de Araujo com a África e com as imagens, objetos e referências que atravessaram sua trajetória.

A mostra reúne mais de 200 itens, entre esculturas, máscaras, fotografias, tecidos, discos, livros e documentos, com forte presença de produções da Nigéria e do Benim e centralidade da matriz iorubá. Também recupera momentos importantes da vida do artista, como sua ida à Nigéria em 1977 para o 2º Festival Mundial de Arte e Cultura Negra e Africana, viagem que marcou profundamente sua produção artística e sua forma de pensar o museu.

É uma exposição importante para quem quer ampliar repertório sobre África, diáspora, memória e cultura visual, mas também para entender como um museu pode ser construído como gesto político. Ao reunir máscaras, esculturas, fotografias e documentos, Afríquia mostra que colecionar também pode ser uma forma de disputar história, preservar presenças e devolver complexidade a imagens que foram, por muito tempo, olhadas de fora.

Serviço:
Museu Afro Brasil Emanoel Araújo, Parque Ibirapuera, portão 10
Av. Pedro Álvares Cabral, s/nº, Vila Mariana, São Paulo
Até 13 de setembro de 2026
Terça a domingo, das 10h às 17h
Ingressos: R$ 15,00 inteira

Edu O.

ara quem se interessa por dança, acessibilidade e outras formas de pensar o corpo em cena, vale conhecer o trabalho de Edu O., artista DEF, coreógrafo, dançarino, performer, escritor e professor. DEF é uma sigla que remete a um posicionamento político, uma cultura que reconhece as experiências, saberes, linguagens e estéticas produzidas por artistas com deficiência como campos próprios de criação, e não como variações menores de uma arte “normal”.

Em vez de pensar apenas em como incluir pessoas com deficiência em espaços já definidos por corpos sem deficiência, a Cultura DEF propõe reconhecer que esses corpos também produzem pensamento, forma, presença e linguagem.

Um dos pontos centrais de trabalho de Edu O. é a crítica à “bipedia compulsória”, conceito que questiona a ideia de que a dança deve partir sempre de corpos bípedes, verticais e sem deficiência. Para ele, essa lógica define quais corpos são considerados aptos, belos e desejáveis para dançar, enquanto exclui ou invisibiliza aqueles que escapam do padrão.

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