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VamoLáVer · Aug 10, 2026

Presidente Seguro diz que os 155 milhões da Serra da Estrela continuam por gastar

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Paulo Querido · VamoLáVer

Número 3.100. Nesta edição:

🇵🇹 🇵🇹

  1. Seguro diz que os 155 milhões da Serra da Estrela continuam por gastar

  2. O Presidente dos portugueses que não estavam habituados a terem um Presidente (nota do editor)

  3. Montenegro diz que auditoria à PJ foi “co-decidida” com os ministros

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  1. Drones ucranianos matam pelo menos 13 no centro da Rússia

  2. Mais de 15 mil pessoas exigem em Ceuta resposta urgente à crise migratória

  3. Europa Ocidental vive início de verão mais quente de sempre, impulsionado pelo “Super” El Niño

  4. Israel rejeita plano de paz

🇩🇪 🇩🇪

  • DGB estima perdas até 64 mil milhões com fraude ao salário mínimo

Nota: a edição é longa, pelo que pode ficar cortada nalguns leitores de correio eletrónico. Se for o caso, terá no final o link para ler na web a edição completa.

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Crédito: Gemini com Paulo Querido
  • António José Seguro diz que “quase nada” foi investido dos 155 milhões de euros anunciados para o Parque Natural da Serra da Estrela após o incêndio de agosto de 2022.

  • O Presidente ligou o caso ao relatório da Comissão Técnica Independente sobre os incêndios de 2025, que aponta falhas dos relatórios de 2017 nunca corrigidas.

  • Seguro exige “passos concretos” para revitalizar a serra, sem fixar prazo.

“Quase nada foi investido dos 155 milhões de euros anunciados.” A frase é do Presidente da República e refere-se à revitalização do Parque Natural da Serra da Estrela, prometida depois do incêndio que em agosto de 2022 “durou mais de duas semanas”. António José Seguro falava a 9 de agosto, na Guarda.

Descreveu-a como uma promessa que “se arrasta há demasiado tempo”. “Quatro anos depois, essa promessa continua por cumprir.”

O que disse. “Ora, quando se assinala meio século do Parque Natural da Serra da Estrela, em vez do passa-culpas, o que se exige são passos concretos para revitalizar e proteger este património natural.” A serra é “também um dos principais activos da região do interior de Portugal” e “merece mais do que promessas”. Considerou urgente evitar que as medidas propostas fiquem “na gaveta, adiadas ‘sine die’”.

Do parque para o país. Seguro passou do caso concreto para o relatório da Comissão Técnica Independente que avaliou os incêndios de agosto do ano passado, revelado há poucos dias. Disse que o relatório vai no mesmo sentido. “E aponta algo ainda mais preocupante: muito ficou por fazer depois dos relatórios anteriores, dos incêndios de 2017. E essas falhas reduziram a nossa capacidade de resposta aos grandes incêndios do ano passado.”

Entre uns incêndios e os outros passaram oito anos.

Para o Presidente, “as intempéries, as vagas de calor, os sismos, a frequência de incêndios devastadores, em Portugal e noutras geografias, clamam por uma acção atempada, mobilizadora e cientificamente fundamentada”.

A cerimónia. O discurso foi feito nas comemorações dos 150 anos da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários Egitanienses, que Seguro distinguiu com o grau de Membro-Honorário da Ordem do Mérito.

Falou das particularidades do interior — “aldeias dispersas, algumas quase despovoadas, com poucos serviços sociais e de saúde, com famílias envelhecidas e com dificuldades de mobilidade” — que acentuam vertentes do trabalho dos bombeiros “que nem sempre recebem o devido reconhecimento”.

Evocou Carlos Dâmaso, presidente da junta de freguesia de Vila Franca do Deão, morto a 15 de agosto de 2025 a combater um incêndio. “É um exemplo de que há pessoas capazes de arriscar a própria vida pela vida dos outros.”

O que falta. A conta que Seguro apresentou tem um número e uma data: 155 milhões de euros anunciados, quatro anos passados sobre o incêndio. O que pede são “passos concretos para revitalizar e proteger este património natural” — sem fixar data ou plano.

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NOTA DO EDITOR

À passagem dos seis meses na função, António José Seguro pode ler as primeiras críticas honestas e decentes à sua atuação. Em uníssono: um Presidente de perfil mediático baixo, está bem, mas pede-se mais vocalidade sobretudo em temas de confronto com a governação.

Compreendamos os media, os antigos e os novos. Foram condicionados por uma década de um Presidente que tornou cada dia num espetáculo entre o circense e o mediático, sobre-intervencionista, auto-declarado como oposição aos governos de Costa. O presidente que escondeu a sua fraqueza de chefe de claque — a claque do PSD — numa pretensa posição altaneira e “independente”, uma narrativa fabricada nas televisões e jornais e que nunca resistiu à mais leve arranhadela: cada frase de Marcelo era ou um auto-elogio populista (as selfies) ou um frete aos interesses concentrados no pequeno universo do PSD.

Há um grande conjunto de jornalistas, editores e tomadores de registos visuais e sonoros que da Presidência da República só tinha uma ideia, porque só conheceram um presidente.

Sendo justo: Marcelo não foi o único presidente a fazer oposição política a governos contrários à sua matriz ideológica. Mário Soares inaugurou esse formato e Cavaco Silva, na sua forma desastrada embora, também o usou. Outros dois presidentes — ou seja: outros vinte anos de registos em Belém — não fizeram vida disso.

Dos três, talvez só Soares tenha sido maior do que o seu partido de origem: as atitudes críticas tinham respaldo na sociedade portuguesa de uma forma que nem Cavaco, e muito menos Marcelo (que o procurou imitar saindo de Belém e do eixo Lisboa-Porto), conseguiram.

António José Seguro é outra loiça. Ainda não foi suficientemente encaixado pelo aparelho mediático alienado pelo marcelismo, apesar de já convivermos com ele há mais de um ano. Sim, porque Seguro marcou a originalidade do seu território presidencial logo nos alvores da corrida presidencial (e nem sempre com as palavras mais felizes). E a recusa de habitar o Palácio de Belém — convertido em escritório dos serviços da Presidência — foi outra declaração política eloquente e porventura ignorada pelos microfones então ainda configurados para o nível de ruído marcelista.

O país mediático parece ainda não ter percebido que Seguro é, ou quer ser, ou está a fazer por ser, o Presidente dos portugueses que não estavam habituados a terem um Presidente. Seja no distanciamento da política de salão, nas suas querelas partidárias e entre instituições e gabinetes, seja no alheamento da agenda mediática (que nos últimos 30-40 anos se transfigurou tanto que é preciso uma lupa para encontrar nela racionais de interesse público), seja na visão do território, seja na interpretação dos deveres presidenciais.

Como dolorosamente se percebeu nos últimos ciclos eleitorais com a ascensão do CH, o país está longe dos salões, deixou de se reconhecer neles e de confiar nos seus vultos.

Seguro parece estar à procura do país real — o que não passa só pelos sinais dados ao Interior e pela recusa do centralismo, passa também pelo posicionamento. O sistema tem instituições para fazer leis e instituições para as gerir. A Presidência da República não tem por função meter-se nas leis, como deixámos que o professor de direito fizesse a eito, sem o criticamos, nem dizer ao governo se está a governar bem ou mal.

Será Seguro capaz de devolver à Presidência da República o prestígio que a instituição já teve e ser reconhecida por todos os cidadãos portugueses? O futuro o dirá. O que o presente nos diz é que Seguro quer estar mais perto do reconhecimento dos problemas — uma interpretação da função presidencial radicalmente oposta à anterior.

  • Montenegro afirmou que a decisão de auditar a Polícia Judiciária foi “co-decidida entre o primeiro-ministro e os ministros do Governo”, não uma iniciativa isolada da ministra da Justiça.

  • Rita Alarcão Júdice falou duas vezes no mesmo dia — de manhã, com o director nacional da PJ ao lado, e mais tarde na sede da PJ — sempre para dizer que não está em causa a avaliação de pessoas.

  • A auditoria da IGSJ cobre contratos e obras entre 1 de Janeiro de 2018 e 31 de Julho de 2026 — o período que abrange toda a gestão de Luís Neves.

Luís Montenegro assumiu esta segunda-feira que a auditoria à Polícia Judiciária não foi iniciativa isolada da ministra da Justiça. “Com certeza que todas essas decisões foram acompanhadas e, no fundo, co-decididas entre o primeiro-ministro e os ministros do Governo, cada um nas suas áreas sectoriais”, disse, em Fafe, na inauguração de uma Loja do Cidadão, questionado sobre a auditoria. Ao longo do dia falaram quatro responsáveis do lado do poder. Todos com a mesma mensagem.

O dia. Rita Alarcão Júdice abriu a manhã. “Não está em causa a investigação de um ministro por outro ministro. Não está em causa a averiguação política ou pessoal de uma determinada pessoa. O que está em causa é uma auditoria administrativa a uma determinada matéria no âmbito da PJ que será analisada.”

A seu lado estava Carlos Cabreiro, director nacional da PJ. “O que está em causa é uma análise de procedimentos sobre a contratação, e nunca a avaliação de pessoas”, afirmou.

A ministra explicou o que a levou a decidir. “Eu entendi que deixou de se relatar apenas factos e passou-se a pôr em causa a credibilidade da Polícia Judiciária. E, como sempre disse, eu não deixaria que a credibilidade e a confiança que os portugueses têm na Polícia Judiciária fosse beliscada.” Sobre o pedido do actual director: “Eu acolhi as suas preocupações, concordei com a sua posição, recebemos um pedido formal e foi determinado.”

Montenegro falou poucos minutos depois. “Creio que o que seria estranho era que não houvesse fiscalização, que não houvesse auditorias cujo objectivo é clarificar e detectar desconformidades.” Disse querer “tirar a limpo” as situações que têm “vindo a público”. “Quando há dúvidas, elas devem ser desfeitas.”

Júdice voltou a falar mais tarde, à entrada de uma conferência na sede da Polícia Judiciária, em Lisboa: “A minha preocupação é defender as instituições, a PJ, que é uma entidade essencial para o funcionamento do Estado” — “é essencial que a confiança que os portugueses têm e continuam a ter na PJ seja mantida e inatacável.” A Inspecção-Geral dos Serviços de Justiça está a fazer uma avaliação interna ao trabalho de Neves como director nacional.

O ministro da Administração Interna falou à tarde, à margem das comemorações do aniversário do município de Gouveia. “Todas as investigações são bem-vindas.” Disse estar “tranquilo” e “desejoso” que a auditoria se faça. Segundo Neves, no ano a que a auditoria diz respeito, a PJ teve o maior orçamento de sempre, integrou “pessoas do SEF que tinham sido maltratadas” e fez obras em todos os edifícios.

Cronologia. 10 de Julho — o semanário Nascer do Sol noticia que Neves contratou, para obras num imóvel próprio em Odemira, a Construbarcelos, a mesma empresa que geriu obras na PJ quando ele era director nacional.

17 de Julho — a PJ abre inquérito sobre um atrelado apreendido, ligado a um camião da Construbarcelos, num processo de tráfico de droga; a PGR confirma a existência de um inquérito relacionado com os bens apreendidos, no âmbito do processo Operação Pacoba.

6 de Agosto — o Presidente da República, António José Seguro, diz esperar que a auditoria produza “resultados o mais rapidamente possível”; sabe-se também que Neves vai ser julgado no Tribunal de Contas por uma infracção financeira detectada numa auditoria de 2023 a viagens de agentes em operações internacionais — foi o próprio quem pediu o julgamento, ao discordar da multa proposta pelo Ministério Público.

7 de Agosto — o Tribunal de Contas identifica outras infrações na gestão financeira da PJ sob Neves, incluindo despesas sem factura em viagens e contratos com a empresa Clube Viajar num total de 694 mil euros.

As posições. A 7 de Agosto, Pedro Pinto, líder parlamentar do Chega, criticou o silêncio do primeiro-ministro: “Luís Montenegro perdeu a mão do Governo. Perdeu o controlo da situação, porque está em silêncio.” Defendeu que Neves se devia demitir: “Se Luís Montenegro não tem coragem para o demitir, devia ser Luís Neves a demitir-se.” Mário Amorim Lopes, líder parlamentar da Iniciativa Liberal, visou antes a ministra: “Aquilo que a ministra da Justiça faz agora apenas confirma os nossos piores receios. O caso é grave, não afecta só Luís Neves e já está a pôr em causa a própria Polícia Judiciária.”

E agora? A auditoria foi pedida pelo actual director da PJ e foca-se nas obras públicas. Cobre contratos e obras entre 1 de Janeiro de 2018 e 31 de Julho de 2026 — o final do mandato de Almeida Rodrigues, toda a gestão de Neves e os primeiros meses de Cabreiro. No processo do Tribunal de Contas, o prazo para contestação foi adiado para Setembro, por causa das férias judiciais.

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🌱 O ministro da Agricultura defende a escolha de solos sem aptidão agrícola para centrais eólicas e fotovoltaicas. A Plataforma Nordeste Vivo alertou para a ocupação de 1.300 hectares de solo agrícola, com mais de 90% destinado a culturas temporárias e pastagens, o que ameaça a soberania alimentar e acelera a desertificação. • eco.sapo.pt

⚖️ Nuno Melo processa André Ventura e o jornal 24 Horas devido à polémica sobre a compra de três fragatas ao grupo italiano Fincantieri por 3,9 mil milhões de euros. Chega e PS acusam o Governo de falta de transparência, questionando o afastamento de uma empresa portuguesa que perderia uma comissão de 90 milhões e exigindo esclarecimentos sobre intermediários e contrapartidas nacionais. • dn.pt

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Um ataque de drones ucranianos matou pelo menos 13 pessoas, incluindo uma criança, na cidade industrial de Nizhnekamsk, no Tartaristão, a cerca de 1600 quilómetros da fronteira ucraniana. As autoridades russas dizem ter abatido 456 drones lançados contra cerca de 15 regiões e a Crimeia anexada. Na Ucrânia, a Procuradoria-Geral reporta cinco mortos num bombardeamento de artilharia russa no distrito de Chuguyiv, em Kharkiv.

Em Pristina, a faixa com o slogan “Ucrânia Livre” saiu de um edifício depois de Volodymyr Zelensky ter reafirmado em Belgrado que não tem intenções de reconhecer a independência do Kosovo. “Quando o Kosovo não é respeitado, a capital responde”, escreveu Perparim Rama.

Glauk Konjufca lamentou as declarações, reiterou o apoio à integridade territorial ucraniana e pediu a Zelenskyy que reconsidere.

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A notícia - Mais de 15 mil pessoas manifestaram-se no domingo em Ceuta para exigir às autoridades espanholas e europeias “atenção urgente” perante a crise migratória, segundo a agência noticiosa privada espanhola Europa Press. A concentração, realizada na Plaza de la Constitución, foi organizada pelo movimento Quatro Culturas, que reúne os principais grupos religiosos da cidade autónoma — cristãos, muçulmanos, hindus e judeus —, sob o lema “Basta! Ceuta não se renderá”.

O porta-voz do comité organizador e presidente da comunidade hindu, Ramesh Chandiramani, leu um manifesto após um minuto de silêncio pelas vítimas mortais da entrada em massa ocorrida a 30 de julho, na qual morreram 83 pessoas apenas em águas espanholas. A maioria dos cerca de 60 mil migrantes que entraram em Ceuta, muitos deles a nado, já regressou a Marrocos.

Marcaram presença o presidente da cidade autónoma, Juan Vivas, do Partido Popular (PP), membros do seu governo e representantes dos partidos Ceuta Ya!, Socialista Operário Espanhol (PSOE) e Movimento pela Dignidade e Cidadania (MDyC). O Vox (extrema-direita) não participou.

Reivindicações do movimento Quatro Culturas - O movimento denunciou “uma violação da integridade territorial” da cidade e exigiu “meios suficientes, recursos humanos e materiais, atenção prioritária às fronteiras e uma resposta estável” que garantam a segurança, a assistência humanitária e a proteção dos serviços públicos. Sublinhou ainda que “Ceuta não pode enfrentar sozinha” uma crise que afeta toda a Espanha e a Europa, mostrando-se disponível para “fazer parte da solução”.

Marcha espontânea até à Delegação do Governo - No final do protesto, muitos participantes iniciaram uma marcha espontânea até à Plaza de los Reyes, onde se localiza a sede da Delegação do Governo. A polícia estabeleceu um perímetro de segurança, com vários veículos e agentes da polícia de choque. Durante mais de meia hora, ouviram-se críticas ao primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, e ao ministro do Interior, Fernando Grande-Marlaska, bem como pedidos de demissão do delegado do governo em Ceuta, Miguel Ángel Pérez Triano.

Contexto da crise migratória - A entrada em massa de 30 de julho, considerada uma das maiores dos últimos anos no enclave espanhol no norte de África, culminou com dezenas de vítimas mortais e cerca de 60 mil pessoas em território espanhol. Sugere-se a criação de uma infografia com os principais números: 15 mil manifestantes, 60 mil migrantes entrados, 83 mortos em águas espanholas e quatro comunidades religiosas envolvidas na organização do protesto.

Divisão política em Ceuta - A ausência do Vox contrastou com a presença transversal de PP, PSOE, Ceuta Ya! e MDyC, evidenciando a mobilização de grande parte do espectro político local em torno da exigência de mais apoio de Madrid e Bruxelas. Uma tabela poderia sintetizar os partidos presentes e ausentes na concentração.

Fonte: jn.pt

A notícia - Os meses de junho e julho de 2026 foram os mais quentes alguma vez registados na Europa Ocidental, segundo dados divulgados esta segunda-feira pelo Observatório Climático da União Europeia (Copernicus). A temperatura média atingiu os 21,62 graus Celsius, cerca de 2,79 graus acima da média, superando o anterior recorde estabelecido em 2022.

Julho foi igualmente o mês mais quente jamais registado nos oceanos não polares do planeta, com máximos históricos no Atlântico e no Mediterrâneo Ocidental, ameaçando a vida marinha e as comunidades costeiras. As condições foram parcialmente impulsionadas pelo fenómeno climático “Super” El Niño, desenvolvido no Pacífico. De acordo com dados compilados pela Bloomberg, o calor já matou mais de 25 mil pessoas em toda a Europa este ano, sendo o continente aquele que aquece mais rapidamente no mundo, agravado por infraestruturas antigas e pela falta de ar condicionado.

  • Secas e calor reforçam-se - Samantha Burgess, líder estratégica para o clima no Centro Europeu de Previsões Meteorológicas de Médio Prazo, alerta que os solos secos perdem a capacidade de arrefecimento natural, permitindo a acumulação de calor. Os níveis de humidade do solo em França, Espanha, Alemanha e Reino Unido registaram défices excecionais, num claro exemplo de como as alterações climáticas intensificam os extremos.

  • Incêndios florestais sem precedentes - Segundo um relatório da UE de 6 de agosto, os fogos já queimaram mais de 500 mil hectares, sobretudo em Espanha, França e Itália, deslocando centenas de milhares de pessoas. Laurence Rouil, diretora do Serviço de Monitorização da Atmosfera Copernicus, sublinha que o fumo lançado a altitudes elevadas afeta a qualidade do ar em toda a região.

  • Rios em mínimos históricos - As secas severas reduziram drasticamente o caudal do Sena, do Reno e do Danúbio, ameaçando o abastecimento energético. A Hungria e a Roménia foram obrigadas a desligar temporariamente reatores nucleares refrigerados pelo Danúbio, cujos níveis podem já ser observados a partir do espaço.

  • Um problema que vai agravar-se - Richard Allan, professor de climatologia na Universidade de Reading, em Inglaterra, avisa que estes mínimos recorde voltarão a ser ultrapassados no futuro, constituindo apenas “a ponta do icebergue”. Segundo o especialista, a gestão dos recursos hídricos tornar-se-á progressivamente mais desafiante nos próximos anos.

Fonte: cnnportugal.iol.pt

A notícia - Israel rejeitou o plano de paz de 15 pontos apresentado pelos Estados Unidos e validado pelo Hamas, prometendo continuar os ataques em Gaza. O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, afirmou que não haverá um Estado palestiniano enquanto estiver no cargo, destacando que a segurança de Israel não está sujeita a negociações. As sondagens indicam uma possível derrota de Netanyahu nas próximas eleições, após os ataques de 7 de outubro que resultaram em cerca de 1.200 mortes.

  • Benjamin Netanyahu anunciou que Israel não aceitará o acordo de 15 pontos, enfatizando a necessidade de desarmar o Hamas.

  • Eleições em risco - As sondagens atuais sugerem que Netanyahu pode enfrentar uma derrota nas eleições, devido à insatisfação popular após os recentes ataques.

  • Hamas pressiona EUA - O Hamas está a pressionar os Estados Unidos para que convençam Israel a aceitar o plano de paz, argumentando que a proposta deve ser respeitada sem interferências políticas.

  • Segurança em foco - A segurança de Israel continua a ser uma prioridade, com líderes militares a alertar que o Hamas não renunciou ao seu objetivo de destruir o Estado israelita.

Fonte: dn.pt

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Os trabalhadores, os fundos sociais e o fisco na Alemanha terão perdido até 64 mil milhões de euros desde 2015 por causa de violações das regras do salário mínimo, segundo cálculos do Deutscher Gewerkschaftsbund (DGB) divulgados à Deutsche Presse-Agentur.

A confederação sindical atribui os prejuízos a práticas ilegais para contornar o salário mínimo ao longo de dez anos.

A Bundesvereinigung der Deutschen Arbeitgeberverbände expressou reservas quanto à metodologia dos cálculos. A associação patronal sublinhou que as infrações são inaceitáveis e devem ser rigorosamente investigadas e sancionadas.

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‣‣‣‣‣‣ O Governo português enfrenta pressão em duas frentes ligadas ao Estado. A UDIPSS de Braga alertou para o risco de perda de verbas do Plano de Recuperação e Resiliência por atrasos atribuídos ao Estado. Na educação, os professores anteveem nova vaga de pedidos de reapreciação dos exames nacionais, numa altura em que há alunos que ainda não conhecem os resultados das reapreciações da 1.ª fase.

‣‣‣‣‣ Em Espanha, o Governo elevou para 80 mil o número de migrantes que chegaram a Ceuta na entrada massiva de 30 de julho. O presidente do enclave, Juan Jesús Vivas, pediu para “confinar” os migrantes até à expulsão, e o PP pressiona por medidas mais duras.

‣‣‣‣ Giorgia Meloni e a primeira-ministra dinamarquesa Mette Frederiksen reiteraram esta segunda-feira o combate à “imigração descontrolada” na sequência da entrada em Ceuta. Entre Roma e Madrid mantém-se tensão sobre controlos fronteiriços: Antonio Tajani aponta para um recuo dos controlos depois de 15 de agosto.

‣‣‣ Em Bruxelas, o líder do PPE, Manfred Weber, pediu o estabelecimento rápido de centros de retorno de migrantes em África, num artigo de opinião no Frankfurter Allgemeine Zeitung dirigido à Comissão Europeia.

‣‣ No Reino Unido, Nigel Farage anunciou um plano para enviar presos estrangeiros a cumprir pena em El Salvador, com o objectivo de acabar com libertações antecipadas. O Reform UK está a explorar a viabilidade com o governo salvadorenho e planeia construir prisões “Nightingale” para aumentar a capacidade; críticos levantam preocupações de direitos humanos e risco de tortura.

‣ Na Alemanha, o ministro federal das Finanças, Lars Klingbeil, viu o primeiro esboço da sua reforma fiscal gerar críticas em Berlim, incluindo do parceiro de coligação União. A proposta visa aliviar a carga fiscal sobre rendimentos baixos e médios.

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