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The Design Edition · Oct 20, 2025

A crise do Júnior que não consegue bater a IA

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Al Lucca · The Design Edition

Eu finalmente consegui mostrar para estudantes de design a falácia do discurso de que “UI não importa”. Antes eu gastava muita saliva tentando explicar por que as telas que eles faziam não estavam boas, falava da falta de coerência na experiência, na navegação, no objetivo do design, etc. Aí chegava na parte visual e tudo ficava mais complicado, porque se você ainda não desenvolveu o olho pra reconhecer bom design, não consegue entender o que exatamente está ruim.

Aí entra a IA, e junto vem a discussão sobre a dificuldade de designers juniores entrarem no mercado. Escutem o tio aqui: as chances de você conseguir um emprego na área estão diretamente ligadas à sua habilidade de criar algo que fuja do mar de mesmices que a gente vê por aí, e principalmente, algo melhor do que o que uma IA consegue entregar.

Voltando a questão do estudante: hoje eu abro o Figma Make, escrevo um prompt básico de cinco linhas baseado no exercício que ele fez e, em literalmente 3 ou 4 minutos, o Figma me dá um design melhor (sem considerar mais alguns minutos que eu poderia gastar interagindo com o Figma Make para melhorar ainda mais) em um protótipo 100% funcional, que poderia ser publicado na web, sendo que o do estudante é uma série de telas estáticas. Pra quem está começando, é um choque, ver uma máquina criar algo superior em quatro minutos deixa qualquer um meio tonto. E claro, é meu papel como mentor explicar os motivos que fazem aquele design melhor, aquele artefato vira um instrumento de educação, é sensacional. Mas o que me interessa mesmo, é usar esse choque como introdução ao assunto que realmente importa, achar respostas para perguntas do tipo: como sair dessa enrascada? Como evoluir? Como ser melhor?

Design feito pelo estudante
Figma Make, design feito com prompt.

A inteligência artificial já domina o ofício técnico do design, flows, composições, cores, hierarquia. Mas o gosto ainda é uma vantagem nossa. E gosto nasce da vivência, de horas e horas olhando lindos designs no godly.website, no awwwards.com, no siteinspire.com, no som de uma cidade, do cheiro de uma oficina, das referências culturais que moldam nossa percepção do belo e do estranho. Ele é o resultado de memórias, erros, influências e intuições que se acumulam em cada escolha visual. A IA pensa em padrões, o designer sente contextos. É essa sensibilidade, a capacidade de perceber nuances, contar histórias e provocar emoções, que ainda mantém o humano à frente. Pelo menos por enquanto. 😬

🎥 Tem vídeo com tudo isso que escrevi, mostrando os exemplos e a diferença na prática. Se quiser vai lá e assiste.

The Design Edition tem materiais nos seguintes formatos:
🎧 The Design Edition podcast (2018 - 2021)
👨🏻‍💻 Casos Reais de Design (Playlist no YouTube)
🏷️ Mapeamento de Carreira (Google Sheet)

Abraço e até a próxima
Al Lucca - vamos nos conectar lá no Linkedin

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Read the original on thedesignedition.substack.com

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