As mortes simbólicas nos acontecem cotidianamente. São todas as mortes que vivemos em vida, para que a própria vida continue em movimento. Wislawa Szymborska tem um jeito simples de dizer esse extraordinário: “Morrer estritamente o necessário, sem ultrapassar a medida. Renascer o tanto preciso a partir do resto que se preservou”.
O fundamental da experiência humana é que nós perdemos, e quando perdemos, morremos um tanto. São as nossas trocas de pele que sustentam o crescimento, são as rupturas invisíveis que permitem que algo novo se instaure. Vivemos muitas mortes antes da morte final, e é justamente isso que mantém a vida em movimento.

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