É dia dos namorados no Brasil, e trouxemos aqui um pouquinho do que Platão, Aristóteles, os estoicos e a psicanálise pode nos dizer sobre esse sentimento que nos arrebata.
A tradição ocidental, desde a Grécia antiga, compreende a paixão a partir do conceito de páthos, termo que remete àquilo que afeta o sujeito de modo intenso, muitas vezes marcado pelo excesso, pela desmedida e pelo sofrimento. A palavra paixão tem sua raiz no latim passio, que deriva dos termos gregos paskein e páthos. Passio vem do particípio passado de pati — “sofrer”. O termo grego páthos está relacionado ao verbo páthein que significa ser afetado, padecer, sofrer, suportar.
Ou seja, a própria etimologia da palavra paixão já indica essa dimensão: apaixonar-se é ser atravessado por algo que escapa ao controle, que se impõe ao sujeito como uma experiência dolorosa.
Dessa forma, a paixão é uma experiência páthica: não se trata de algo que o sujeito domina, mas de algo que o toma, convocando-o e desorganizando-o.
Ela se situa na ordem da hybris, palavra grega que significa o excesso, a desmedida. Ou seja, o excesso que rompe a medida e coloca o indivíduo fora de si, tornando-o, de uma certa forma, estrangeiro às próprias ações. Por isso, desde a antiguidade, paixão e loucura foram pensadas como fenômenos próximos, ambos tributários dessa mesma fonte de desmedida.
Para os gregos,

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