Palavras: 2001. Tempo de leitura: 11 minutos (áudio no Telegram).
O Benfica vendeu o passe de Amar Dedic ao Newcastle United por 35,9 milhões de euros e no negócio ainda garantiu que vai receber 17,94 por cento – que raio de número... – das mais-valias de uma futura transferência do lateral bósnio. O FC Porto confirmou já hoje que alienou o passe de Rodrigo Mora à AS Roma e que, entre copropriedade e venda definitiva, que se fará daqui por um ou dois anos, receberá 50 milhões de euros – mas só 25 no imediato. Face a estes valores, não faltam sportinguistas insatisfeitos com os 39,3 milhões de euros que o clube garantiu por Trincão, antes dos objetivos, e incrédulos com a incapacidade para se resolver o dossier Pedro Gonçalves com celeridade. Os adeptos, que ainda por cima têm aquela parte curiosa de olharem para estas coisas com o coração – os jogadores do clube deles são sempre melhores e valem sempre mais do que os dos rivais... –, tendem muito a encaixar as negociações na dualidade entre o valor do jogador e os milhões que o mercado traz por ele. Mas há muito mais neste sistema. É por isso que o negócio de Dedic é fabuloso e o de Mora pode vir a ser bom, mesmo tendo em conta que o jogador parece valer bastante mais. E que para entender o que está a passar-se no Sporting é preciso ouvir Varandas justificar, de viva-voz e não através de interpostas pessoas, uma revolução que, à partida, parece injustificável.

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