Parece que nada está a acontecer, mas está a acontecer.
Nos Estados Unidos, Trump já declarou “the Antifa” como uma organização (WTF ?!?) terrorista (WTF ?!?) interna (WTF ?!?).
“Todos os departamentos e agências executivas relevantes devem utilizar todas as autoridades aplicáveis para investigar, interromper e desmantelar todas e quaisquer operações ilegais — especialmente aquelas que envolvam ações terroristas — conduzidas de Antifa ou por qualquer pessoa que afirme agir em nome de Antifa”
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Dos Estados Unidos de Trump à Alemanha e à França, da Hungria à Itália, se redefine a dissidência como ameaça à ordem pública e o antifascismo como vergonha, culpa, crime.
”O antifascismo, enquanto alicerce da democracia europeia, é tratado cada vez mais abertamente como um problema de ordem pública. Isto não aconteceu de repente. Não houve um momento de ruptura. Houve uma mudança gradual. Lenta, constante, sistemática. Primeiro, o antifascismo tornou-se «retórico». Depois, «ideológico». Em seguida, «extremo». Agora é «perigoso». E o próximo passo já está traçado: repressão.”
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E em Portugal? Também vai acontecendo.
Por exemplo, em Lisboa, verifica-se uma manobra tão evidente quanto lenta e vergonhosa de despolitização do significado do 25 de Abril que passa a ser mais um belo dia de Primavera.
“Uma breve passagem pelas agendas culturais da cidade basta para que se imponha uma evidência difícil de ignorar: o 25 de Abril surge esbatido, diluído, quase ausente.(…) A forma como são apresentadas as chamadas Festas de Abril — celebrando «o regresso do sol, das flores, da boa disposição, a vontade de sair de casa e de fazer coisas com os amigos» — desloca completamente o centro de gravidade daquilo que Abril verdadeiramente representa. Como se a data maior da nossa democracia pudesse ser suavizada até caber numa ideia genérica de festa da primavera. Como se fosse possível celebrar a primavera esquecendo a revolução.”
Ao apoiar a petição (link aqui), sem deixar de salientar a estranha (?) ausência de assinantes com empregos comuns e com menos de três licenciaturas, esta newsletter pretende ser um convite a fazer acontecer o que deveria acontecer. Um desculpa para gritar o que é preciso relembrar. Trabalhadorxs de todas as categorias & não trabalhadorxs de todas as categorias: SIAMO TUTTI ANTIFA!
WE ARE ALL ANTIFA!
SOMOS TODES ANTIFASCISTAS!
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25 DE ABRIL SEMPRE, FASCISMO NUNCA MAIS.
Da forma que quiserem, no local que preferirem, é preciso fazer o 25 de Abril acontecer, todos os dias. È preciso pôr fim a esta onda repressiva, a esta distorção da realidade.
O fascismo é um crime, a revolução é liberdade.
Ps. Só por teres esta newsletter na tua lista de e-mails, não podes entrar nos Estados Unidos, já que nos controlos do aeroporto serias consideradx de terrorista. Já que suaste as mãos, suja-as de vez.
Sendo orgulhosamente antifa, e não tendo qualquer interesse em visitar os Estados Unidos nem a celebrar a primavera sem revolução, nesta semana, a Sirigaita propõe, vai, e convida-vos a participar:
»» quinta-feira, dia 23: numa noite na Siri em colaboração com o Coletivo Viva o PREC, com documentário e debate sobre a Revolução dos Cravos e o PREC
»» sexta-feira, dia 24: na subida do Intendente ao Carmo. FP26, Uma festa popular com banquete partilhado no Intendente e subida até ao Carmo para ocupar a noite e ensaiar a revolução que é preciso fazer.
»» sábado, dia 25: na descida da Avenida da Liberdade.
O sinal de arranque foi dado.
Em silêncio, amor
Em tristeza enfim
Eu te sinto, em flor
Eu te sofro, em mim
Eu te lembro, assim
23 ABR| QUI | 19H30 - 23H | Memórias do 25 de Abril | Documentário e debate
Donativo Livre | Há jantar! 3* prato veg
Para discutir este momento tão importante da nossa história coletiva, onde tudo pareceu estar ao nosso alcance, o Coletivo Viva o PREC! traz o filme ‘MEMÓRIAS DO 25 DE ABRIL, 50 ANOS DA REVOLUÇÃO DOS CRAVOS’ (Carlos Pronzato 2024 | 88’) um documentário que revisita a Revolução dos Cravos através de testemunhos de protagonistas diretos e de especialistas. A partir de entrevistas plurais, reconstitui-se o dia do golpe de estado e todo o fervor que o tornou em revolução. Ao longo do filme são explorados os momentos cruciais do Processo Revolucionário em Curso (PREC) um período de intensa movimentação popular onde os sonhos pareciam poder tornar-se realidade.
Organizado por Viva o PREC
»» 24 ABR | FP26, subida do Intendente ao Carmo, 18h, Largo do Intendente
»» 25 ABR | descida da Avenida da Liberdade, 14h, Marquês de Pombal
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