Tive pouco contato com a praia quando criança, e por isso tinha na minha cabeça que cidade de praia era sinônimo de bagunça. As lembranças que eu tenho de momentos na praia sempre foram de muitos carros com música alta, pessoas bebendo e fazendo bagunça.
Cresci, fui morar na praia e tudo mudou infelizmente, na maior parte dos lugares, essa ideia foi só reforçada.
Me desculpa se você é ou já foi esse tipo de pessoa - mas eu nunca consegui entender essa atração por ficar fazendo bagunça na natureza e em espaços alheios.
Porque, na minha cabeça, você não usufrui DA natureza, DO espaço de alguém, DA existência de outros seres (como usufruir “DO” cavalo para um passeio).
Você usufrui COM a natureza, COM o espaço e COM o outro ser.
Já parou para refletir que, quando você vai a um restaurante, o garçom tem tanta capacidade de te gerar um momento bom quanto você tem capacidade de gerar um momento bom para ele?
Ou do ponto de vista contrário: que você pode gerar uma boa experiência para um cliente, tanto quanto ele pode te gerar uma experiência incrível de atendimento?
Que sempre, a todo momento, está existindo uma troca - mesmo que você esteja pagando por aquele serviço?
Temos pouquíssima consciência sobre como a nossa chegada e presença podem gerar incômodo ou conforto aos que ali já estavam.
Como seria diferente se pensássemos muito mais nos outros seres que habitam aquele espaço antes de nós: em não atrapalhar, não conturbar, não fazer a nossa presença ser desagradável (pode acontecer sem querer, por diversos motivos, mas pelo menos não foi por falta de cuidado e consciência seus).
Hoje, isso virou um valor pessoal: deixar o lugar melhor — ou ao menos igual — ao que encontrei.
Seja sendo gentil, sorrindo, me colocando aberta, ajudando a natureza ou as pessoas que estão ali.
Ao passar um tempo em uma hospedagem na natureza, você pode ser respeitosa com os animais tentando não assustá-los. Não arrancar uma flor. Não inserir tantos cheiros fortes como perfumes. Não usar cremes, repelentes, produtos tóxicos que depois vão ficar na água do rio que você mergulhou.
Se for uma casa que você compra ou aluga no mato, nem se fala. Procure observar como ENTRAR em harmonia com a natureza do local, ao invés de tentar controlar tudo.
Deixe a natureza MELHOR porque você passou por ali
Aumentar a quantidade de plantas no local, ao invés de destruí-las. Atrair mais aves. Não matar todas as lagartixas, cobras, aranhas e sapos “porque você não gosta”. Foi você que foi morar lá, é um espaço compartilhado. Existe um meio termo, é claro, mas é sobre olhar com respeito.
Precisamos urgentemente aprender a ocupar espaços com consciência.
Os espaços por onde você passa não são SEUS. Não existe só você ali, em um vácuo de seres vivos.
Você muda o ambiente. Sempre.
Não existe neutralidade na presença
O que acha de compartilhar esse post e espalhar essa consciência pelo mundo?
Escolha ser mais essa pessoa.
Deixe o lugar melhor do que ele estava antes de você.
E, quando fizer isso, compartilhe e marca @porakaa para espalharmos mais gentileza e inspiração por aí 💛
Um abraço, e um carinho no seu pet (se ele gostar!)
Thais
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