Hello!
Dei uma sumida, mas foi com toda a intenção de continuar aqui. Acontece que meu computador quebrou, eu estava sem teclado para usar no ipad, fiquei sem voz e, quando ela voltou, fiquei ‘sem ver’ (olhos ardiam muito).
Fui entendendo tudo isso como um convite (nada sutil) para que eu me recolhesse um pouco mesmo. E deixasse as coisas decantarem…
Sou a maior fã de entender os ‘sinais’ mais como nós os interpretamos do que como outra coisa. E, nisso, também olhei firme para o que eu estava deixando de criar — mesmo quando eu tinha os recursos.
Veja bem, criar faz parte da minha essência (ouso dizer que faz parte da de todos os humanos). E agora que deixei de empreender, que tenho “mais tempo” (teoricamente e não tão teoricamente assim), eu me vi drifting afloat. Meio que sem saber para onde ir, o que fazer, etc.
Meu tempo se alargou, fato, mas eu rapidamente o preenchi com mais tempo de qualidade com meus filhos. O que acontece é que, tempo não estruturado é tempo não estruturado. E, até agora, eu não havia pausado o mínimo para construir uma rotina levando em conta o tanto que quero (posso) estar com eles, e o tanto que quero (posso) estar comigo.
Para além disso, também percebi o tanto que eu estava deixando minhas ideias evaporarem… Especialmente com o deixar de empreender.
Sim, eu sinto que minha alma agora respira. Isso é delicioso.
Massss, há também, deep down, um chamado ainda para ajudar. Para contribuir.
Vejo que esse tempo (6 meses!) sem empreender tem me dado a chance de encontrar novas formas de estar, de ser, e de ajudar. Tem sido vital, mesmo. Contudo, em paralelo, tem me dado vontade (anseio) de colocar novamente alguns conhecimentos meus no mundo.
Seja por aqui, pelo podcast, em posts no instagram (estou planejando vários! hihi), ou em uma imersão mais profunda (tipo o Workshop Deusa do Viver, que nunca deixei de querer fazer, só precisei dar espaço para que eu descansasse).
Dito isso, vamos aos insights e conclusões da semana, shall we?
Tem sido meu mantra silencioso dos últimos tempos.
Só… permitir que tudo dê certo.
Não é tão simples quanto parece, sabe? Aliás, é, mas pra isso precisamos soltar tudo o que nos prende onde estamos. Soltar as amarras daquilo que achamos que precisamos ser, ou fazer, para conseguir.
Vou dar um exemplo prático (amo exemplos práticos):
Eu estava travada com minha escrita há uns dois meses.
Resolvi que isso acabaria agora.
Mas, para isso acontecer, não bastava eu afirmar. Eu precisava mudar mesmo algo.
Sendo assim, revisitei minha abordagem com a escrita. Onde estavam os gargalos? O que mais me impedia de escrever…
Era a falta de tempo (organização)? Sim.
Era a trava na escrita em si (muito tempo pra poucas palavras escritas, etc.)? Sim.
E aí que entraram as soluções:
Reorganizei minha agenda — meus dias —, e percebi que meu prime time é à tarde, quando meus filhos não estão em casa.
— Portanto, de manhã eu não esperaria escrever (mas não me podaria, caso viesse o ímpeto e eu conseguisse). Eu aproveitaria para ficar com as crianças, para ir ao mercado, resolver as coisas, etc. Mas deixaria a escrita mesmo para esse horário nobre;Reorganizei minhas ideias sobre o primeiro rascunho. Em 2024 eu tinha lido uma frase extremamente libertadora, mas acabei me prendendo à técnicas de escrita, normas e afins, e a frase logo perdeu seu efeito. Fiz questão de resgatá-la, e cravá-la em minha mente: o primeiro rascunho é só você se contando a história.
— Veja, para algo melhorar, ele primeiro precisa existir. E eu tentava, a todo custo, escrever a melhor primeira versão possível do meu livro. Isso significava revisar, revisar, revisar. E quando deixei de fazer isso, quando deixei de buscar A palavra certa para o momento, ou evitar repetir palavras por preciosismo de uma leitura fluida e envolvente já na primeira versão (que ainda pode e deve ser muito alterada), percebi que consigo escrever, bem, um rascunho.
— Assim como num desenho (minha irmã, tatuadora e designer, que me ensinou isso), você primeiro RASCUNHA, para depois passar a limpo (diversas vezes), e aí sim adicionar cor, para só depois adicionar sombreado e detalhes, num livro o processo é o mesmo! Como eu queria sombrear algo que ainda estava apenas rascunhado?PQP! Talk about retrabalho. E perda de tempo. E interrupção de flow! Com essa nova certeza interna (que, juro, eu martelo all the time na minha cabeça conforme escrevo agora), as coisas simplesmente tem fluído!
Isso, pra mim, é permitir que tudo dê certo.
Para que eu me torne uma escritora best-seller internacional (THE DREAM), eu preciso primeiro escrever, kkkkk.
E agora estou permitindo que tudo dê certo. Não impedindo o processo. Não boicotando o sonho. Não atravancando as coisas.
Pelo contrário… Estou ativamente simplificando. Permitindo.
:)
⚘
Por hoje é só, Lovelies :)
Um beijo, e uma linda semana para nós!
Pati

Comments
Nothing yet. Say the first thing.
Sign in to join the conversation.