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The Magic Letter · Apr 9, 2026

A crise do conteúdo

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Patricia Putz · The Magic Letter

Conversando com minha irmã, falei que entrei (de novo) numa crise sobre estar X não estar mais no instagram. Sobre não saber o que postar, sobre não querer estar para postar por postar.

Falei com Deus — pedi — pra que ele me mostrasse onde, como, quem eu poderia servir.

Estou vivendo meu SONHO: segui meu coração com força, pude segui-lo — tudo se alinhou para isso. E agora sou full time writer (e mãe de dois pequenos, homemaker, etc.).

Mas ontem, deitada para dormir e nessa conversa comigo mesma e com Deus, percebi que há um ‘vazio’. Um lugar que só pode ser preenchido pelo SERVIR. O servir ao outro, que não me beneficie diretamente (que não seja para minha família e amigas).

O que eu senti que fiz por anos e anos, e que me nutria tanto também!

Que eu acabei fechando a porta, encaixotado junto do empreendedorismo.

Eu sei que eu não quero empreender. Não quero.

Tive inúmeras oportunidades de vender meus serviços ultimamente, e percebi que era sempre mais feliz não: não vendendo, não ‘ganhando’, e só ajudando.

Mas ajudar na escala 1:1, apesar de algo que eu fazia também, agora que é a única escala da minha atuação se torna… pouco.

E não precisa me falar da espiral positiva de se ajudar UMA pessoa, estou bem ciente dela. Mas é pouco pra mim.

O retorno que eu sempre tive, a troca que vinha do servir (geralmente com conteúdos, posts, stories, podcasts, e os cursos também), me abastecia enormemente. Eu fazia 1x, e 1000x+++ de pessoas recebiam.

E é como minha irmã me disse: parece que hoje o instagram é responsável pela crise de carreira de muita gente que trabalha/trabalhou usando ele como plataforma.

Porque ele está interessado em fazer um tipo específico de conteúdo ser interessante.

Só um.

O que antes funcionava, a troca, o ‘olho no olho’ (stories com histórias), posts longos ou carrosséis lindos e cheios de riqueza… agora nem chega nas pessoas.

E isso desestimula. E, francamente, mata essa possibilidade.

Então, é isso.

Ontem pedi pra Deus me mostrar:

Onde é para eu estar? Com quem devo falar? Como devo/posso servir?

É no instagram? Podcast? Youtube(?)? É só offline? Não é possível que seja só offline. Que eu tenha construído uma comunidade tão linda, tão gostosa de pessoas incríveis pra acabar com isso também.

Mas é, é possível. Só espero que não seja essa, dentre as infinitas possibilidades, a escolhida para mim.

Como disse o famoso cara lá de cima1 (lol):

TENHA PREFERÊNCIAS, MAS NENHUMA NECESSIDADE.

Prefiro que seja online, prefiro que seja com as pessoas que eu amo do instagram, que estão ali comigo há anos. Mas… não é uma necessidade que seja.

A total e absoluta quebra de resistência. A total e absoluta entrega.

Mesmo que fazê-lo parta um pouco meu coração.

E é também por isso que sumi daqui.

Bem, em partes (a outra parte foi que fiquei bem gripada por 10+ dias, e antes disso estava bem focada em outros projetos de escrita).

Mas deixei de sentir que… fazia diferença escrever essa newsletter.

Aquela sensação de “quem se importa?”.

E eu seeeeeei que eu deveria RISE ABOVEEEE tudo isso, superar, ser a driving force dos meus próprios empreendimentos criativos.

Mas… e se eu não for? Se eu não for, não há. E aí, preciso voltar a ser.

Mas às vezes eu só queria um sinal, sabe? Tá, às vezes não.

Essa é a primeira vez em 10 anos que peço por um sinal. Sobre o que fazer, quem ajudar, onde estar, como servir.

PQP eu sei que tenho TANTO em mim. Isso não mudou só porque deixei de empreender.

E me faz tão bem ajudar.

Bom, se você tiver alguma ideia, juro que adoraria MUITO ouvir.

Até lá, deixo apenas meu muito obrigada por ter vindo ao meu public rant.

Um beijo,

Pati

1

no livro “Conversations with God”, do Neale Donald Walsch, volume III se não me engano.

Read the original on patiputz.substack.com

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