Nos últimos dias, enquanto eu caminhava pelos corredores da Expert XP 2026, olhando aquela estrutura gigante no São Paulo Expo, eu confesso que fiquei impressionado. Foram mais de 120 horas de conteúdo, painéis com gente de peso, o estande do ‘A Terceira Onda’ com chopp pra galera.
Ver o mercado brasileiro desse tamanho é bonito demais, pessoal… Só que, enquanto eu andava por ali, me veio aquele incômodo que só quem tem muito tempo de tela sente. Eu pensei comigo: “Cara, quanto maior e mais bonito fica esse espetáculo, menos espaço sobra pro trader amador.”
Quando eu subi no palco pra dar algumas palestras, fiz questão de colocar essa reflexão pra fora. Na minha história, eu vi o trader pessoa física navegar em águas muito mais calmas para o swing trade. E eu não estou falando aqui de day trade (aquilo sempre foi uma sangria desatada, um mar revolto cheio de tubarão, robô de alta frequência e algoritmo caçando dinheiro de gente afobada). Eu nem falo também de olhar pra daqui a cinco anos, que é terreno dos grandes fundos. Eu falo do swing trade. Aquela operação de poucos dias ou semanas, onde eu sempre me movi com conforto e vi muita gente ganhar dinheiro de verdade.
Tinha tempo pra olhar o gráfico, traçar suporte, analisar volume, respirar com serenidade e clicar sem o desespero do segundo a segundo.
Só que eu preciso te mandar a real, com a experiência de quem já viu DEZENAS de ciclos irem e virem: as correntes mudaram bem na minha frente.
A tecnologia avançou, a robotização invadiu esse meio do caminho e o sarrafo subiu. Se você tentar operar hoje do mesmo jeito que a gente operava há cinco anos, você vai ser jantado.
Em uma das palestras que eu dei, eu mostrei um padrão que eu venho reparando de forma quase cruel no gráfico e que está tirando dinheiro de muita gente boa.
É a famosa armadilha no topo anterior. O papel vem em tendência de alta, atinge uma região de resistência claríssima e deixa uma barra de rejeição bonita. O trader olha pra tela e pensa: “Pô, resistência perfeita, vou vender no risco.” Ele entra na venda e pendura o stop curto, logo acima daquela máxima. O que o mercado faz em seguida? Dá mais uma esticada, viola o topo só para acionar os stops de quem vendeu, absorve essa liquidez e, na mesma hora, despenca na direção que ia desde o começo. Nos suportes, a história é rigorosamente a mesma: perde o fundo, estoura os comprados, e depois reverte na cara de pau.
A conta que eu fiz na minha cabeça é simples: o mercado não deixou de respeitar a análise técnica. Ele só deixou de ser bonzinho e didático.
Isso não significa de jeito nenhum que a análise técnica morreu ou que agora o mercado é só dos robôs. Não é isso. O que acontece é que comprar ou vender na primeira encostada no nível, no susto e sem confirmação, virou um terreno perigosíssimo. Suporte virou isca e resistência virou ponto de liquidez pra robô montar posição.
A saída jamais será abandonar o gráfico, mas sim exigir muito mais da sua leitura. Em vez de se precipitar no primeiro toque, o caminho é esperar a confirmação, aguardar o pullback após o rompimento, ou trabalhar com uma posição menor e dar folga inteligente no stop. Quanto mais o mercado fica automático, menos automático e mais paciente você precisa ser na hora de clicar.
Essa busca por fazer a coisa do jeito certo é o que eu levo pra minha vida e pra Liberta no dia a dia. Ver a nossa casa premiada de novo na Expert (no G20 pelo quinto ano seguido e em 1º lugar na Mesa de Renda Variável) me mostra que, quando a poeira da euforia baixa, só a consistência e o trabalho sério ficam de pé.
Eu vi a Primeira Onda de alta do mercado, entre 2002 e 2008, quando quem tinha método construiu patrimônio de uma vida. Vi a Segunda Onda, de 2016 a 2021; quem não lembra de MGLU subindo 43.000% e mudando o patamar de quem soube surfá-la?
E te digo sem medo nenhum o seguinte: nós estamos vivendo o início da Terceira Onda, de 2025 em diante. Um ciclo de alta muito mais institucional, mais tecnológico e infinitamente mais exigente. As grandes fortunas se constroem nesses momentos, mas não dá pra entrar nesse novo ciclo usando a mentalidade e as ferramentas do passado.
E pra gente aprofundar essa leitura do jeito que o momento pede, eu e o André Moraes te esperamos nos dias 3, 4 e 5 de agosto no evento online e gratuito A Terceira Onda. Quero te mostrar na prática como eu estou ajustando a minha visão e montando o meu plano de ataque pra esse novo cenário.
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