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O estrangeiro · Aug 7, 2026

100º Edição do Estrangeiro!

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O Estrangeiro · O estrangeiro

Cara, que loucura.

Como assim eu estou escrevendo minha newsletter comemorativa de número 100.

Isso significa que eu estou há 100 semanas escrevendo e postando textos, sem falhar.

Ou seja, as coisas deram certo. Porque eu não estaria aqui após 100 semanas se não tivesse.

Ninguém chega à edição 100 por acidente.

E se eu tivesse parado na edição 12? Ou quem sabe na edição 37? Ou na edição 56?

Fato é que eu já poderia ter desistido.

Mas se eu tivesse, quantas pessoas eu não teria influenciado? Quantas pessoas não teria conhecido?

E eu já vivi altos e baixos aqui, já passei por enormes platôs e já passei por crescimento meteóricos.

Quando eu estava próximo de bater 1000 inscritos passei por um grande período de estagnação.

Para ser mais preciso, de março de 2025 até julho do mesmo ano eu passei de 880 inscritos para 840.

— Como assim? Em 4 meses de conteúdo você perdeu 40 inscritos?

Basicamente isso, mas não da forma como você imagina.

Nesse intervalo eu cheguei a bater 1000 inscritos duas vezes.

Mas estava acontecendo 2 coisas que me incomodavam.

  • A primeira é que o crescimento estava ridículo.

  • E a segunda, e mais importante, é que meus inscritos não liam meus textos.

Eu tinha 1000 inscritos, mas boa parte deles eram fantasmas. Ninguém curtia, ninguém comentava, ninguém falava no chat.

Eu estava numa estagnação de inscritos e baixíssimo engajamento.

Então fiz algo que muitos considerariam burrice, e pouquíssimos teriam coragem de fazer.

Removi boa parte dos meus assinantes. E fiz isso 4x.

Quando estava com 880 subs, removi e caí pra 800. Então, depois de um tempo, dei uma crescida e cheguei aos 990 subs.

Eu tava numa euforia desgraçada porque seria a primeira vez que chegaria aos 1000 assinantes, uma puta marca.

Mas aí veio mais um platô juntamente com mais inscritos fantasmas, então passei a faca na minha base novamente.

Removi mais 100 assinantes e voltei novamente para os 880 subs.

E então eu finalmente consegui, bati a incrível marca de 1000 assinantes!

Eu me senti o maior escritor do planeta. Fiquei extremamente contente.

Fiquei feliz num nível que só quem cria alguma coisa na internet entende.

Durante alguns minutos, aqueles quatro dígitos pareceram uma medalha olímpica.

Mas aí, inevitavelmente, a ânsia de ter e o tédio de possuir me pegou novamente. De março até junho eu saí de 1000 subs para 1079, mais um platô.

E dessa vez eu senti um medo genuíno de cortar minha base. Porque era uma marca.

1000.

Voluntariamente eu iria retirar meus inscritos? Mesmo que eu já tivesse feito isso antes, agora não importava mais se eles eram fantasmas e não liam meus textos.

Era uma marca de 1000, foda-se!

Mas criei coragem, e lá fui eu de novo. Fui de 1079 para 908.

E fiquei na merda, porque dessa vez veio uma baita insegurança. Porque eu não consegui voltar aonde estava antes.

Essa marca de 1000 inscritos demorou a ser batida novamente.

Eu fiquei de junho até setembro nesse vale, mais 3 meses.

Até que bati 1000 inscritos pela 2º vez (acho que sou o primeiro escritor do Substack a ter realizado esse feito na mesma newsletter).

E daí em diante não olhei pra trás.

A curva foi exponencial. De setembro do ano passado até hoje, estou com um crescimento de 265%. Saí de 1000 para 3400.

Mas muito mais importante do que um número, eu ganhei uma audiência fiel.

Eu fico muito grato e satisfeito quando recebo comentários nos meus textos.

Isso significa que aquela pessoa passou 10 minutos lendo algo profundo onde eu provavelmente cutuquei sua mente.

E ainda quis deixar um comentário agradecendo pela reflexão.

Esse comentário vale mais do que qualquer centena de inscritos.

Também conheci muita gente bacana.

Agradeço aos meus amigos que fiz nesta caminhada, pelas horas de conversas produtivas e pelas diversas collabs — Bernardo.nxt, O leitor, Não olhes para trás, Gabriel Jabas, Mike Willer, Guilherme Moura.

Saibam que vocês foram muito importantes no meu processo de amadurecimento aqui na plataforma.

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— E o que você leva de bagagem após tanto tempo?

Cara, muita coisa.

— Quantidade de inscritos?

Acho que não, eu sou muito grato por hoje ter essa audiência, mas no fundo, número são só números.

— Quantidade de pessoas impactadas pelo seu livro sobre Substack?

Olha, isso sim eu fico com muito orgulho. Eu nunca imaginei que escreveria uma livro e muito menos que quase 100 pessoas comprariam.

Eu fico genuinamente feliz em ter ajudado tanta gente com esse livro.

— Quer complementar mais? Eu senti uma euforia nessa sua fala.

Hahahaha, eu gostaria.

Principalmente porque eu lembrei que fiz lives na minha comunidade. Isso aí foi insano demais.

Nunca tinha feito nada igual, fiquei com um puta cagasso antes de entrar no primeiro encontro ao vivo.

Além de que uma vez eu e meu amigo Bernardo.nxt colocamos 25 pessoas numa live! Foi maneiro demais, todo mundo perguntando e tirando suas dúvidas com a gente, como verdadeiros mentores.

— E pessoalmente, mudou algo?

Pô, demais. Acho que essa é a mudança mais nítida. Mas é interna, claramente.

Minha escrita melhorou absurdamente, olha a diferença do meu 1º texto para os últimos.

Meu repertório linguístico aumentou drasticamente também.

Parece bobo, mas eu tenho o trabalho de procurar os sinônimos de diversas palavras para não soar redundante.

Meu português tá bem top.

Hoje o Estrangeiro tem 3400 inscritos.

Mas, olhando para trás, percebo que o número mais importante continua sendo 100.

Não os 100 mil que eu ainda não tenho.

Nem os 10 mil que talvez venham um dia.

Mas as 100 semanas em que eu continuei escrevendo mesmo quando parecia que ninguém estava ouvindo.

Porque, no fim das contas, o Estrangeiro nunca foi apenas sobre crescer uma newsletter.

Foi sobre provar para mim mesmo que eu era capaz de construir algo que durasse e que marcasse as pessoas. Que minhas ideias deveriam ser ouvidas pelos outros.

E se existe alguma bagagem que essas 100 edições me deram, é esta:

As coisas mais importantes da vida quase nunca acontecem de forma meteórica.

Elas acontecem porque você decide voltar na semana seguinte.

E eu já estou na minha centésima.

Só que ainda só estou começando.

💬 E você? Há quanto tempo acompanha O Estrangeiro? Conte um texto que te marcou, deixe um comentário. Curta ❤️restack 🔁

Seu engajamento me motiva a continuar trazendo mais textos como esse.

🎥 E se quiser ir além da leitura, no meu canal no YouTube eu aprofundo essas ideias com um toque visual que te desprende da vida real.

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Também escrevi um eBook sobre como começar e crescer a sua newsletter no Substack, um guia prático para transformar o que você pensa em escrita que já ajudou dezenas de escritores. ✍️

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Read the original on oestrangeirohub.substack.com

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