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Instituto Amuta · Aug 19, 2026

Por que essa será a última turma do Design de Conexões?

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Marcelle xavier · Instituto Amuta

“Não importa como você viva seus lutos, todas nós dividimos a necessidade de que nossos lutos sejam testemunhados” -David Kessler

Escrevo o título desse email e já percebo que algo no meu corpo imediatamente responde. Como assim a última turma? Como assim vou parar de fazer algo que eu amo tanto fazer? Como assim algo tão estruturante para mim e para o meu instituto vai simplesmente parar de existir?

E é na tentativa de elaborar essa decisão que escrevo esse email para você, que possivelmente chegou até aqui direta ou indiretamente por causa dessa formação.

A formação do Design de Conexões (DC) surgiu em 2021 e foi o primeiro produto do Instituto Amuta. Desde então foram 6 turmas e estamos caminhando para a sétima e mais de 500 pessoas já se tornaram designers de conexões.

Foi nessa formação que eu conheci grande parte das pessoas que trabalharam comigo ao longo desses anos. No DC eu fiz amizades, algumas que levo comigo pra vida toda, e uma comunidade começou a se formar a partir do que se movimenta nesse curso. Eu posso dizer sem a menor dúvida que o Instituto Amuta se tornou o que é e eu me tornei quem eu sou por causa de tudo que foi vivido nesse espaço.

Isso sem contar as tantas vezes que eu escuto das pessoas que existe uma vida antes e uma vida depois do DC. Pessoas que se apaixonaram, que fizeram amizades, que implementaram mudanças concretas nas suas empresas… E eu te conto isso não na tentativa de te trazer uma prova social para você comprar o curso, mas porque isso também faz parte dessa história que hoje eu resolvi ritualizar.

Desde que a formação começou nós construímos esse espaço com muito amor, para que não seja mais um curso online entediante e sim uma comunidade vibrante, um espaço em que as pessoas sentem que podem pertencer, uma incubadora para projetos que levam mais conexão para o mundo.

Guardiãs de comunidade, artefatos de conexão, faíscas, preliminares afetivas, chuvas de apreciação ajudam a criar esse contêiner.

Eu saio de cada aula mais energizada, mais animada, mais conectada com o porque eu faço o que eu faço. E as pessoas conseguem sentir isso, e algo se movimenta nelas do outro lado da telinha também.

E é no exato momento que escrevo essas palavras que logo eu, que não sou de me emocionar, muito menos sentada na frente de um substack, já começo a sentir as lágrimas escorrendo pelos meus olhos. Sim, o DC é tudo isso e não é fácil a decisão de encerrar esse ciclo quando o próximo passo ainda é incerto pra mim.

Bom, se você manja um pouco o jogo do marketing digital deve saber o quão exaustivo é lançar um curso online. E é particularmente difícil quando você não é e nem quer ser uma marqueteira (não porque eu julgo a profissão, longe de mim, eu respeito demais e tenho até amigas que são). Mas é bem difícil quando você sabe que precisa seguir pelo menos um pouco o jogo do algoritmo, mas ao mesmo tempo você não quer perder sua autenticidade, seu tesão e sua vontade de entregar profundidade para as pessoas.

Você entende o que eu quero dizer?

Para divulgar o lançamento desse curso, por exemplo, eu passei o último mês sem descansar um final de semana. Criei uma quantidade enorme de conteúdo gratuito, gravei uma série de vídeos, criei 2 ebooks, dei 3 aulas gratuitas, investi em anúncios, enviei uma série de emails enchendo o saco da minha base (sim, eu sei que é chatão). E isso já não está tão sustentável pra mim, especialmente considerando que esse formato de cursos online está em queda e o número de alunas está cada vez menor ( o que é uma tendência que venho acompanhando no mundo dos cursos digitais).

Somado a isso, nos 2 meses de curso eu entrego tudoooo de mim para que seja realmente transformador para as pessoas. Porque esse é o nosso compromisso, com a transformação. Uma turma nunca é igual a outra, e tem todo um time de pessoas totalmente dedicadas em criar conexão com as alunas, em gerar pertencimento, em entender o que as pessoas precisam e assim a abordagem avança, e as estruturas que criamos também. Mas que é uma puta energia para movimentar tudo isso, isso não dá para negar!

Uau, é muita coisa né? Esse é um feedback que aparece eventualmente, e foi analisando essa fala com a minha equipe que chegamos a duas conclusões:

  • Sim, é muita coisa, são 11 anos de pesquisa, e eu não quero “amarrar” conhecimento! Então o DC não vai se tornar um curso mais superficial, pelo contrário.

  • Bom, então precisamos cobrar mais senão não fica nem equilibrado!

Então esse é o segundo motivo do porque a formação vai acabar: o nível de profundidade do DC não cabe mais nesse formato e nesse preço que cobramos.

Uma pessoa me perguntou o que eu pretendo fazer porque ela queria se decidir se faria ou não o DC esse ano. E eu fui bem sincera com ela:

  • Bom, eu ainda não sei exatamente o próximo passo.

  • Pretendo sim continuar formando pessoas, só não sei ainda quando e o formato.

  • O valor vai subir? Com certeza. Provavelmente triplicar ou quadruplicar.

  • Vai exigir mais dedicação? Com certeza também.

Hoje eu estava conversando com um amigo que também fez a formação e falei que seria a última turma e ele falou:

essa última turma merece um final a altura do Design de Conexões!

E sim, eu concordo com ele. Então deixo aqui o meu convite para você que sente vontade de se aproximar do Amuta, que deseja desenhar conexões de maneira mais intencional para compor essa turma e a gente fazer dela o que ela merece.

E se você que está lendo esse texto, é uma designer de conexões, muito obrigada por ter escolhido fazer parte dessa história. Ela não seria a mesma sem você!

Desses encontros que me nutrem com essa comunidade

Até breve,

Marcelle Xavier

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Read the original on marcellexavier.substack.com

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