: há 300 mil anos somos os mesmos e o vento é o nosso prêmio na Terra. o tempo passa sem pressa diante da cerca, onde escuto o grito de teu nome inteiro. nenhuma guerra pode ser iniciada, travessias marítimas são esquecidas. nada te trava, permanecem apenas as sementes e o horizonte que colorem a vida prenhe, olhos de poeira e diamante. postura de profundidade negra, veste de descanso. nesta capoeira há 300 mil anos hoje importa apenas o teu salto, transformando em eco antes do grito a sombra que é nosso espelho, martelo no peito,
Tiziu.
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