Oi, tudo bem?
O Lambrequim desta quinzena traz dicas de leitura sobre escrita. Eis o que preparamos para a edição 209 do nosso quinzenário incidental:
📚 Uma lista de livros para te ajudar a elaborar suas próximas histórias;
📚 Uma seleção de links para você combinar cores japonesas, ver as melhores fotos de close-up & jogar em um milhão de tabuleiros de xadrez;
📚 E uma curiosidade para quem depende de lentes bifocais para ver melhor.
É isso! Compartilhe o Lambrequim com seus amigos e boa leitura!
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INÚTIL ESSENCIAL
por Mylle Pampuch
Vem aí uma nova edição do Guia Básico e Prático de Roteiro para Histórias em Quadrinhos — e, enquanto estava trabalhando na nova edição, aproveitei pra fazer uma lista com cinco livros que uso como referência para escrever minhas HQs.
Leitura mais do que essencial pra qualquer roteirista! Bastante focado em estrutura narrativa, esse livro nos ajuda a entender a importância de cada momento da história e como aplicar os conceitos em nossos próprios roteiros. Curto muito as explicações sobre curva dramática e gradação de conflitos. (compre aqui)
Esse livro, mesmo curto, destrincha a linguagem dos quadrinhos, trazendo uma gama de exemplos cotidianos para explicar como funciona a relação entre palavra e imagem nas HQs. É bem perceptível a preocupação do autor em trazer referências visuais para todos os conceitos abordados — fazendo com que a leitura flua mesmo quando as explicações são mais densas. (compre aqui)
Convenhamos que a leitura é prima-irmã da escrita, né? Apreciar a maneira como um texto foi escrito, como as escolhas de palavras, ritmo, cadência, pontuação — enfim, toda a estética textual — tem um potencial imenso para nos ajudar a aprimorar nossa própria escrita. Sem dúvida, o exercício de leitura atenta que a autora propõe ao longo do livro é uma ótima ferramenta que vai te treinar a perceber como outras pessoas constroem suas narrativas — e, de quebra, te ensinar como fazer o mesmo nos seus roteiros. (compre aqui)
Esse livro é o que acontece quando alguém mistura a Jornada do Herói com os arquétipos desenvolvidos por Carl Jung. Junto com o Story, essa leitura é o que você precisa para entender como cada uma das etapas narrativas funciona e quais são as principais funções que cada personagem pode desempenhar ao longo da jornada. Vale lembrar, é claro que a Jornada do Herói é apenas uma das muitas estruturas narrativas possíveis — mas, por ser a mais usada, é importante conhecê-la e explorá-la. (compre aqui)
Ler esse livro é como entrar na mente de um dos mais importantes quadrinistas de todos os tempos. Com uma linguagem bastante acessível e repleta de referências visuais (desenhadas por ele e lindíssimas, por sinal) para exemplificar os conceitos apresentados, é quase impossível sair desse livro sem ter uma nova compreensão sobre o que é a arte sequencial e as múltiplas possibilidades que nós, roteiristas, temos ao trabalhar com ela. (compre aqui)
Enquanto o novo Guia de Roteiro não chega, você ainda pode aproveitar a edição anterior, na qual explico esses e mais uma penca de conceitos, sempre em linguagem acessível e na companhia de 30 exercícios de escrita pra você praticar. O Guia está disponível nas versões impressa e digital.
NUM UPA!
⚡ Vencedores(as) do concurso fotógrafo de Close-Up.
⚡ Uma coleção de paletas de cores inspiradas no design japonês.
⚡ Sim, um milhão de tabuleiros de xadrez.
⚡ Uma revista digital sobre estudos de edição de livros.
NERES DE NERES
por Menin
As lentes bifocais surgiram lá no século XVIII e as lentes que escurecem com o sol chegaram nos anos 1990, mas, desde então, mudanças grandes em lentes de correção visual não têm aparecido tão frequentemente.
Pelo menos é o que parece até agora. Na Finlândia, uma empresa chamada IXI conseguiu investimento de US$ 36,5 milhões para criar os primeiros óculos do mundo com foco automático.
Os óculos seguem os movimentos dos olhos do usuário e as lentes ajustam o foco em tempo real — algo essencial para quem depende de óculos — para deixar a visão mais nítida.
O melhor? Eles têm aparência simples, sem aquela cara de equipamento tecnológico exagerado colado no rosto. A empresa pensa em design primeiro e vê seus óculos como um acessório de moda.
O site da empresa mostra que os óculos usam vários componentes. Já as lentes de foco automático, em geral, funcionam com espelhos ou algoritmos que analisam partes da imagem para definir como ajustar o foco. Algumas versões até usam raios infravermelhos para identificar o que a pessoa está olhando.
Se a ideia der certo, talvez um dia todos usem óculos que ajudam a enxergar melhor e, ao mesmo tempo, são tão estilosos quanto os modelos tradicionais.

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