“Tentar e falhar é, pelo menos, aprender. Não chegar a tentar é sofrer a inestimável perda do que poderia ter sido.”
Letícia Lanz
Depois de dois anos correndo atrás do próximo modelo, a IA começa a entrar em uma nova fase. Nesta edição, reunimos sinais de um mercado mais maduro, onde infraestrutura, workflows e produtos completos começam a valer mais do que um benchmark impressionante.
Se você acompanha esse mercado há algum tempo, talvez tenha sentido a mesma coisa que nós: o ritmo desacelerou.
Entre 2024 e o início de 2026, acompanhar IA para vídeo era quase acompanhar um esporte. Runway, Luma, Pika, Kling, Hailuo, PixVerse... praticamente todo mês alguém anunciava um novo modelo prometendo física melhor, personagens mais consistentes, movimentos de câmera mais naturais ou uma nova forma de controlar a geração.
Só nos primeiros meses de 2026 vimos chegar modelos como Kling 3.0, Seedance 2.0 e diversas atualizações importantes em edição, áudio e geração multimodal.
Mas, olhando para os últimos quatro meses, a sensação mudou. Os laboratórios continuam lançando recursos, integrações e novos produtos, porém quase ninguém apresentou um modelo de vídeo realmente… interessante. A Runway passou a investir pesado em agentes, edição e infraestrutura criativa. O Google segue adiando novidades para o Veo. Luma, Pika e outros competidores passaram os últimos meses refinando seus ecossistemas em vez de anunciar um novo salto geracional.
Isso acontece porque o problema mudou…
Em 2024, bastava mostrar um vídeo bonito. Hoje, um modelo precisa gerar personagens consistentes, controlar câmera, preservar identidade entre cenas, sincronizar áudio, aceitar múltiplas referências, editar vídeos existentes e ainda funcionar dentro de pipelines profissionais.
Também existe uma questão econômica. Treinar modelos de vídeo custa centenas de milhões de dólares em computação, enquanto a pressão jurídica sobre datasets, direitos autorais e distribuição só aumenta. O resultado é um mercado muito menos disposto a lançar versões “boas o suficiente” apenas para marcar presença.
Carregando...
Durante quase dois anos, a competição foi o maior motor da inovação. Quanto mais empresas brigavam entre si, mais rápido surgiam novos modelos, recursos e quedas de preço.
Agora, a disputa parece estar migrando para outro lugar. Em vez de perguntar quem gera o melhor vídeo, o mercado começa a perguntar quem oferece o melhor sistema completo para criação. Modelos continuam importantes, mas passam a dividir protagonismo com workflows, agentes, edição, APIs e integrações.
Talvez estejamos assistindo ao fim da primeira era da IA de vídeo. A fase das demos impressionantes. A próxima corrida não será apenas para gerar um clipe melhor, mas para construir a infraestrutura criativa onde esse vídeo será produzido.
O Google começou a identificar anúncios criados ou editados com IA no Search, YouTube e Discover. A novidade sinaliza uma mudança importante: conteúdo sintético deixou de ser exceção e passa a exigir transparência como parte da experiência.
A OpenAI lançou a família GPT-5.6 com três modelos voltados para perfis diferentes de uso, reforçando a disputa por eficiência, velocidade e custo. A disputa com a Anthropic entra em uma nova fase: oferecer o modelo certo para cada trabalho, não apenas o mais poderoso.
Poucos dias após o lançamento, o Instagram retirou do ar uma ferramenta que permitia transformar fotos públicas de outros usuários em referências para imagens geradas por IA. A reação negativa foi suficiente para a Meta recuar e reforça que criatividade e consentimento continuam sendo temas inseparáveis.
Depois de 25 anos, o Google Images está ficando mais parecido com o Pinterest. O novo formato vem com um feed personalizado, coleções e navegação contínua no estilo Pinterest. Também será possível gerar imagens com Nano Banana direto na busca, sem sair do ecossistema da empresa.
Depois do AI DJ e das playlists por prompt, o Spotify expandiu sua estratégia de IA com um assistente conversacional. Agora, usuários Premium vão poder conversar por texto ou voz para descobrir músicas, ajustar recomendações e explorar podcasts e audiobooks.
A geração de imagens amadureceu. Agora, o mercado começa a cobrar algo muito mais difícil do que imagens bonitas: controle, consistência e transformar ideais em produção de verdade.
Às 20h, apresentamos o AXIS, o novo modelo de imagem da Human.
🏆 O gol mais bonito de Pelé nunca foi filmado. Agora, o Google recriou esse momento com IA usando pesquisa histórica, live action e VFX.
📋 A temporada de avaliações de desempenho chegou? Este prompt ajuda a organizar evidências, identificar vieses e escrever feedbacks específicos, sem cair no famoso "falta mais protagonismo".
🎯 Em vez de olhar métricas uma por uma, este workflow faz o Claude cruzar dados da Meta com a Ad Library para descobrir quais ângulos criativos realmente estão funcionando.
🎬 O CapCut abriu um festival global dedicado a filmes feitos com IA. O CRE[AI]TE AI Festival está procurando vídeos focados em experimentação, design e impacto visual.
💡 A Runway lançou FLICKER, um curta sobre uma luminária esquecida que usa IA para transformar um objeto comum em personagem, memória e narrativa.
🧠 A própria Anthropic publicou um workshop gratuito de 27 minutos ensinando como estruturar prompts melhores para o Claude, direto de quem construiu o modelo.
→ Como criar seu primeiro vídeo com IA: um guia prático para começar do zero
Veja como criar seu primeiro vídeo com IA, desde a escolha do estilo e a escrita do prompt até a animação da cena e a edição final.
→ Adobe AI Assistants: como Photoshop, Premiere e Illustrator viram agentes de produção com IA
Entenda como agentes de IA da Adobe podem mudar o fluxo criativo dentro da Creative Cloud, desde a edição até a entrega.
→ Claude + Canva MCP: como usar IA para criar peças de design consistentes no Canva Free
Saiba como conectar Claude ao Canva via MCP, transformar ideias em peças editáveis e até onde o Canva Free ajuda no seu fluxo de trabalho.
Você já imaginou criar uma imagem realista de qualquer lugar do mundo? Neste vídeo, Juliana Frug ensina um workflow completo de Inteligência Artificial que transforma uma simples captura de tela do Google Earth em vídeos cinematográficos.
Mostramos o passo a passo para usar o ChatGPT na criação de prompts. Em seguida, mergulhamos no Magnific (antigo Freepik), utilizando o modelo Nano Banana Pro para gerar imagens com alta fidelidade visual.
O vídeo passa por:
00:00 - Introdução ao Workflow de IA
00:30 - Navegando no Google Earth (Paris e Museus)
02:51 - Criando Prompts Realistas com ChatGPT
04:09 - Gerando Imagens no Freepik (Nano Banana Pro)
10:41 - Upscale e Nitidez Máxima com Magnific AI
13:30 - Criando Movimentos de Câmera no Higsfield
15:38 - Vídeo Final de Drone com Kling AI
17:09 - Conclusão e Dicas de Edição
Neste episódio do Human Podcast, recebemos Carla Cancellara, Executive Creative Director da agência WE e co-presidente do Clube de Criação, para um papo profundo sobre o futuro da nossa indústria. Conversamos sobre o conceito da IA como uma "parceira sem repertório": uma ferramenta rápida e útil para testar variações, mas que ainda exige direção, supervisão e contexto cultural humano.
Além da tecnologia, discutimos a desmistificação da meritocracia na publicidade, os bastidores de como ela gerencia equipes híbridas e o que uma liderança criativa precisa treinar no time que ainda não aparece em nenhum prompt.
‘Copa em todo lugar’ criado pelo nosso aluno Renan Roberto Ramires
Vencedor de Melhor Longa Brasileiro de Ficção no RioLGBTQIA+ 2026, Gravidade reúne Helena Ignez, Marcélia Cartaxo, Clarice Abujamra, Hermila Guedes e Danny Barbosa em uma mansão atravessada por segredos, culpa e traumas familiares. No primeiro longa de Leo Tabosa, o fantástico entra em cena para mostrar que alguns fantasmas passam de geração em geração.
No primeiro rebranding em quase dez anos, o app ganhou uma identidade criada pela Porto Rocha que troca o romance genérico por uma visão mais honesta dos relacionamentos. A nova linguagem mistura memes, anime, pinturas, fotos reais e uma voz inspirada em colunistas amorosas, capaz de alternar humor, conselho e vulnerabilidade. Até o “felizes para sempre” virou “happily TBD”, porque a marca entendeu que a Geração Z está cansada de promessas prontas, mas ainda não desistiu de encontrar alguma coisa.
Carregando...
Compartilhe com colegas que também querem entender o que está rolando em IA e no mercado criativo.
Instagram Human • Academy • Company • Human Podcast • TikTok • LinkedIn • Pinterest • Youtube
Nenhuma publicação

Comments
Nothing yet. Say the first thing.
Sign in to join the conversation.