“Quando o pincel começa a trabalhar sozinho, acaba encontrando algo que o pintor não conseguiria fazer por si próprio.”
Robert Motherwell
Quando falamos em agentes de IA, ainda é comum imaginar uma ferramenta esperando a próxima ordem. Na nossa primeira edição especial sobre Claude, a gente mostrou como ele já pode participar de verdade do processo criativo. Agora é preciso ir além: o que acontece quando o Claude reúne diferentes especialidades ao redor da mesma peça, coloca esses olhares em discussão e transforma o resultado em ação? O desafio não é aprender mais um comando, mas dirigir um workflow capaz de encontrar caminhos que você não precisa mais prever sozinho. Como o pincel de Motherwell, que, quando ganhava espaço pra trabalhar, podia levar a pintura a um resultado que nem ele imaginava, o Claude agora pode atravessar um projeto de ponta a ponta e chegar a algo que você ainda nem tinha em mente. E isso é muito maior do que parece.
Uma boa ideia pode nascer em segundos, mas fazer ela chegar até o público é outra história. No trabalho real, passa por texto, direção criativa, direção de arte, edição e dezenas de pequenas decisões antes de ser publicada.
Como trazer agentes para esse processo?
Em vez de um único modelo tentando resolver tudo sozinho, alguns dos workflows mais interessantes começam a distribuir responsabilidades entre agentes especializados, cada um olhando para o mesmo problema a partir da própria experiência.
Foi a partir dessa lógica que criamos o /criativos, uma skill para o Claude.
Finalizou a peça? Joga no Claude. Em vez de receber uma única resposta, ela passa pela análise de um departamento criativo inteiro. Cada agente observa o material por um ângulo diferente, aponta problemas específicos e participa da construção da resposta final.
Roteirista, editor, diretor criativo, diretor de marca, diretor de arte, showrunner e finalizador discutem a peça antes que o Claude organize um parecer consolidado.
Você pode enviar um copy, um carrossel, um roteiro ou até mesmo um reels. A peça passa por várias camadas de avaliação até chegar a um veredito:
→ Aprovado
→ Aprovado com ressalvas
→ Precisa de revisão
→ Precisa ser refeito
Em vez de respostas genéricas como “está bom” ou “ficou fraco”, cada especialista explica por que determinada escolha fortalece ou enfraquece a peça. No fim, o Claude organiza essa discussão em uma resposta única, preservando os argumentos mais relevantes.
É um tipo de feedback muito mais próximo de uma reunião de criação do que com uma conversa tradicional com um chatbot.
Os critérios utilizados pelo departamento não surgiram apenas da experiência da equipe.
Analisamos mais de 620 conteúdos de alta taxa de engajamento para identificar padrões de estrutura, construção de narrativa, ritmo, direção visual, clareza da mensagem e adequação ao formato.
Esse repertório alimenta as avaliações feitas pelos agentes.
Na prática, isso significa que o sistema não procura apenas erros técnicos. Ele tenta entender se uma peça desperta curiosidade, sustenta a atenção, comunica uma ideia com clareza e termina da forma mais eficiente para aquele formato.
Quem cria continua responsável pelas decisões. Os agentes entram para ampliar a revisão e tornar visíveis problemas que muitas vezes passam despercebidos quando olhamos para o próprio trabalho.
Quero a Skill de Departamento Criativo
Revisar é apenas uma parte do processo.
Quando os agentes recebem skills, MCPs e ferramentas conectadas, as decisões que surgem nessa análise também podem orientar pesquisa, criação, aprovação, variações e entrega.
O mesmo sistema que questiona uma peça consegue levar o projeto adiante…
Enquanto muita gente ainda procura o prompt perfeito, o Agent Lab 2 parte de uma pergunta maior: como transformar a IA em uma operação criativa capaz de pesquisar, planejar, produzir e revisar junto com você… ou até mesmo por você?
Nos dias 1 e 2 de agosto, a Human vai construir esse caminho ao vivo com você: primeiro, colocando os agentes de pé e ajustando como eles trabalham. Depois, levando essa base para a criação de imagens e vídeos. Por fim, conectando tudo em automações capazes de produzir campanhas inteiras, multiplicar peças e manter diferentes agentes trabalhando em sequência.
O workshop passa por:
→ Ecossistema de agentes e configurações iniciais no Claude
→ DNA Criativo para repertório, linguagem e consistência
→ Design e fotografia com agentes de IA
→ Skills e MCPs para conectar novas ferramentas
→ Automação de ads e variações em escala
→ Repurposing de conteúdo para diferentes formatos e canaisSão 12 horas de workshop pra entender a lógica por trás desses sistemas e começar a colocar uma equipe inteira de agentes pra trabalhar do jeito certo.
Quero garantir minha vaga no Agent Lab 2
O Claude Code ganhou acesso direto ao iOS Simulator no macOS. Em vez de apenas escrever o código, agora o agente consegue abrir um aplicativo em desenvolvimento, acompanhar seu funcionamento, interagir com a interface e continuar ajustando o projeto a partir do que aparece na tela.
A integração está em beta público e aproxima ainda mais o Claude de um ciclo completo de desenvolvimento: construir, observar, encontrar problemas e corrigir sem depender de uma pessoa testando cada mudança manualmente.
Depois de encerrar o período em que o Fable 5 estava incluído nos limites dos planos pagos, a Anthropic passou a oferecer um crédito único de US$100, cerca de R$540, para usuários elegíveis dos planos Pro e Team Standard.
O benefício precisa ser solicitado até 2 de agosto e expira em 17 de setembro. Já nos planos Max e Team Premium, o Fable continua incluído em até 50% do limite semanal. Ou seja: o modelo segue disponível, mas o custo passa a pesar mais na decisão sobre quais trabalhos realmente merecem usá-lo.
O Google apresentou o Gemini 3.5 Flash Cyber, modelo especializado em encontrar, validar e corrigir vulnerabilidades de software. A proposta é oferecer uma alternativa mais leve e barata para tarefas que hoje dependem de modelos maiores, como o Claude Mythos.
Nos testes divulgados pelo Google, o modelo encontrou mais falhas únicas no motor V8 do que o Claude Opus 4.6. Por enquanto, o acesso será limitado a governos e parceiros selecionados, justamente pelo risco desse tipo de capacidade também ser usado para ataques.
Um tribunal dos Estados Unidos deu a aprovação final ao acordo de US$ 1,5 bilhão entre a Anthropic e autores que acusavam a empresa de usar centenas de milhares de livros pirateados no treinamento de seus modelos.
O caso cria uma distinção importante para o mercado: usar obras no treinamento chegou a ser reconhecido como uso justo, mas obter e armazenar cópias piratas continua sendo outra história. Esse já é o maior acordo já registrado numa ação coletiva de direitos autorais nos Estados Unidos e deve influenciar processos semelhantes contra outras empresas de IA.
🧮 O Fable 5 ajudou a resolver um problema matemático de quase 90 anos. Formulada em 1939, a Conjectura Jacobiana pode ter sido derrubada por uma fórmula curta e testável publicada por Levent Alpöge. Outros matemáticos já conferiram os cálculos, mas o resultado ainda passa por validação acadêmica.
🏟️ Antes de construir um estádio, agora dá pra testar como ele funciona. Matt M usou o Fable 5 para criar uma experiência interativa que permite ajustar capacidade, arquibancadas e cobertura, comparar o projeto em três cidades e simular entrada, circulação e experiência do público. Arquitetura, urbanismo e operação reunidos no mesmo protótipo.
⚽ A final da Copa entre Espanha e Argentina virou uma experiência visual em apenas 45 segundos com o Claude. Akash Anand conectou posse, território, chutes, defesas, gols e cartões numa leitura muito mais viva do jogo. O creator ainda disponibilizou uma skill para você repetir o formato em qualquer partida.
🎬 Matt Workman usou o Fable 5 para criar um app de filmmaking e produzir um curta ao mesmo tempo. A ferramenta reúne modelos de imagem, vídeo, 3D e áudio pela API da fal, tudo dentro de um único fluxo. E ele ainda abriu o processo inteiro num tutorial no YouTube.
→ Claude + Canva MCP: como criar peças de design consistentes no Canva Free
Veja como conectar Claude ao Canva via MCP, transformar ideias em peças editáveis e até onde o Canva Free ajuda no seu fluxo de trabalho.
→ 5 formas práticas de gerar renda com Claude sem cair na promessa fácil da IA
Veja como gerar renda com Claude criando serviços com IA, skills, consultoria e produtos digitais com escopo claro e aplicação real.
→ Qual agente de IA faz sentido no seu workflow?
Claude, Codex, Copilot Studio e outras ferramentas cumprem papéis diferentes. Entenda onde cada uma pode entrar no processo criativo.
→ Claude Design: como criar protótipos navegáveis com IA
Da ideia à experiência interativa, veja como usar o Claude para estruturar interfaces e protótipos que vão além da imagem estática.
Aqui Juliana Frug apresenta um processo criativo baseado em canvas infinito, em que referências, imagens, versões e decisões aparecem conectadas por nodes dentro do mesmo espaço. O vídeo não é sobre Claude, mas ajuda a visualizar uma lógica que também está por trás dos agentes: projetos criativos raramente avançam em linha reta.
Uma referência muda o roteiro, um teste abre outro caminho e novas decisões se conectam ao que já foi feito. O canvas torna o workflow visível, e os MCPs ajudam a torná-lo executável. O mais interessante é justamente perceber que dá pra enxergar o processo inteiro, explorar caminhos paralelos e manter referências e decisões dentro do mesmo espaço, seja com agentes ou com nodes, como acontece aqui. Na prática, a Ju te mostra:
🧩 Como trocar o caos das mil abas por um canvas conectado
🧩 O que muda quando o processo passa a ser organizado por nodes
🧩 Como Higgsfield, Magnific e Flora entram em workflows diferentes
🧩 Qual ferramenta faz mais sentido para cada perfil criativo
🧩 Por que esse formato aponta para o futuro da criação com IA
Em uma edição inteira sobre agentes capazes de atravessar processos criativos, o novo episódio do Human Podcast com Felipe Vassão leva essa discussão para um território em que gerar e criar estão longe de ser a mesma coisa. Quando qualquer pessoa consegue produzir uma faixa em segundos, o que passa a diferenciar quem realmente sabe fazer música?
Produtor musical vencedor de três Grammys e nome por trás de trabalhos com Emicida, Pitty e Jota.pê, Vassão explica por que letras feitas por IA ainda parecem não respirar, questiona se o Suno realmente compõe ou apenas produz uma imitação de música e mostra como transforma LLMs em “adversários intelectuais”, pedindo que tentem derrubar suas próprias hipóteses. É uma lógica parecida com a do /criativos: colocar repertórios e perspectivas diferentes em confronto para que a resposta final não seja só mais rápida, mas também mais forte.
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