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Cartas do Sasaki · May 18, 2026

Vou escrever um livro

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Heitor Sasaki · Cartas do Sasaki

Hora de começar uma nova atividade.

Toda semana eu tiro um tempo pra escrever a newsletter, e em vez de partir de algo novo, eu fico procurando uma aplicação diferente pra algum princípio que já trouxe aqui antes.

Um caso de uma empresa, uma situação que vivi, uma conversa com alguém da Data Creators que encaixa naquela ideia que escrevi meses atrás. Por muito tempo isso me dava energia, porque eu enxergava conexão em tudo. Só que agora essa busca por novas aplicações tá me cansando.

Acho que entrei numa fase onde tenho mais coisa pra digerir do que pra colocar pra fora. Os princípios já estão aqui, escritos, espalhados em dezenas de edições. Talvez tenha chegado a hora de parar de correr atrás do próximo exemplo, e olhar pra trás. Juntar o que tá solto, dar forma final, organizar de um jeito que faça sentido até pra quem nunca leu nenhuma edição minha.

E aí me veio uma ideia que vinha rondando há tempo.

Quero escrever um livro.

Minha mãe sempre falou que pra um homem ficar “completo” ele precisa escrever um livro. Acho que tem outras coisas na lista também, mas vou começar por essa, haha.

A verdade é que não faço a menor ideia de como esse mundo funciona. O que é editora, como se publica, se eu mando o texto pronto ou se eles me ajudam a escrever, se preciso de agente literário, se isso de agente literário existe no Brasil. Zero noção do processo.

Mas vou descobrir, e vou trazendo o caminho inteiro pra cá, do começo ao fim.

O tema vai ser o que eu sempre escrevo por aqui, sobre a área de dados.

E tem uma razão específica pra eu querer escrever sobre isso. Tem dois discursos circulando por aí que me incomodam. De um lado, a galera que pinta a área de dados como se fosse coisa pra gênio, com doutorado, matemática pesada, programar desde criança, ler artigo científico no almoço.

Do outro, a galera vendendo promessa de te transformar em sênior em 3 meses, como se senioridade fosse algo que se compra com tempo de aula.

Nenhum dos dois tá perto da realidade. A área de dados é mais acessível do que o primeiro grupo quer admitir, e mais profunda do que o segundo grupo quer vender.

Eu sou engenheiro de produção. Caí na área tropeçando, errando, conversando com gente, lendo coisa que nem era de dados, aplicando em BI o que tinha aprendido olhando pra linha de produção. E deu certo, com muito tempo e muita conversa.

Quero mostrar esse caminho pra quem vem de outras engenharias, pra quem tá pensando em mudar de área, e pra quem já tá dentro mas vive com a sensação de estar um passo atrás dos “técnicos de verdade”.

Talvez poucas pessoas irão ler o produto final, mas espero poder ajudar a estes poucos que irão ler.

Quem sabe vou colando trechos por aqui conforme escrevo. Se tu quiseres acompanhar o processo, é só ficar por perto.

Heitor Sasaki

Read the original on heitorsasaki.substack.com

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